
Naquela manhã, o outro, obrigou-o a agarrar numa arma e a ir com ele ao banco. E como se não bastasse, numa tremenda falta de honestidade, ter-lhe-á dito que o objectivo de tudo era apenas o de abrirem uma conta poupança habitação, ou, se tivessem tempo, e não estivesse muita gente na fila para ser atendida, pedir informações sobre os planos de poupança reforma.
O trinta-e-um que se gerou a seguir foi algo de incontrolável, e ao qual ele, hoje, diz sentir-se absolutamente alheio. Até porque, lembra-se apenas de acordar no hospital, uns dias depois, e não mais do que um pequeno pormenor que, segundo ele, espera poder vir a contribuir para a investigação de todo o caso. Não sei se sabem, mas aquela senhora, a gerente, com vontade de ir para casa mais cedo, agrediu o rapaz com uma canelada, desantando a correr rua fora que nem uma desalmada.
É o que dá ser-se inocente (não digo anjinho porque pode parecer ofensivo) e acreditar na palavra de um meliante anti-social, ainda por cima manipulador e mentiroso. Lavado em lágrimas, perante o juiz, o moço terá dito que já não volta a cair na mesma esparrela, nem que lhe acenem com certificados de aforro da série B.
1 comentário:
Tadinho dele pá... parte-se-me o coração ao ouvir coisas destas... ='(
Acho que ele até já foi convidado para ir à Oprah e tudo...
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