
Agora deu para crer que sou maricas. Porque eles andam em muitos sítios onde eu ando. Diz ela. Está tão bruta, que tive de lhe explicar que para a gente educada ser maricas é ter medo de aranhas, ou atravessar a rua fora da passadeira, ou ficar enojado por ter de lamber a bola de gelado que caiu em cima da mesa do restaurante. E está tão rabugenta, que nem percebe que pronunciar uma palavra monossilábica é bem mais simples. Para além de ser mais fino e semelhante aos vestidos pretos, sem comprometimentos.
Está visto que não lhe posso dizer que a malta no trabalho bebe minis ao pequeno-almoço e gin tónico à descrição, sempre que lhes apetece. Num instante, deixava de ser maricas para passar a ser trolha. E depois, tinha de lhe explicar que trolhas são gajos que rebentam com paredes, assobiam às gajas boas na rua e pensam que um bidé é uma sanita mais comprida. Não acredito que me dissesse, simpática, “estás feito num autêntico técnico de obras”. E vá-se lá conseguir comunicar, com gente que nunca levou com os pés.
5 comentários:
Muito booooom!!!!!!!!! Adoreiii!!! :)
Mas olha... tu vê lá! ;)
Beijo,
Mana
Enquanto não usares tops de licra rosa-choque, menos mal...
Até porque é coisa que é capaz de não dar muito jeito enquanto se assenta tijolo :P
Anónimo!
Ok, eu vejo:)
Cat!
Olha que o rosa-choque, com o vermelho tijolo, até era capaz de combinar:)
Espero que ela nunca diga "vês, eu tinha razão"! :)))
Kiss!
p.s. quando digo "espero", não é preconceito. Que fique registado!Eu só não gosto de ver as pessoas preocupadas :)
Tulipa!
É verdade, preocupação em excesso faz mal ao coração:)
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