terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Um Prato Lavado Parte-se Igual A Outro Qualquer!

Depois de uma noite mal dormida e à qual julguei não sobreviver, lá acabei por reunir forças para, em dia de regresso forçado ao trabalho, focar toda a minha concentração no único assunto capaz de me animar numa segunda-feira, pós quadra natalícia, ou seja, meditar sobre férias. Sim, eu que até sou um funcionário que pica o ponto todas as manhãs, disciplinado e que arruma a sua secretária todos os dias, que não escuto música barulhenta perto dos colegas para não os levar a cair em tentação, que sai à hora marcada e nem um segundo antes, optei por passar à margem do dia de trabalho refugiando-me psicologicamente em praias paradisíacas, bebida à descrição, mulheres loiras e cidades com prédios um pouco mais altos do que o Hotel Sheraton, da Fontes Pereira de Melo.

Vá-se lá a ver que o estado de alienação deu-me de tal forma, e perdurou ao longo de horas a fio, que mesmo que quisesse não conseguiria explicar-vos, agora, por que carga de água os funcionários da McDonalds optam por deslocar-se como se estivessem a fazer patinagem no gelo, quando o objectivo é só o de irem buscar, pé ante pé, mais uma dose de batata frita, uma Cola ou um Sunday de caramelo. Se isto é apenas uma associação imediata a uma das cadeias de restaurantes obrigatórias para quem arranca à descoberta de novas paragens, então, quer isso dizer que coisa ao jantar ainda me estava a dar com força, e que não é de estranhar o número incontável de Claudias Schiffer, Brigittes Bardot ou Marilynes Moroe que vi desfilar perante os meus olhos; para não falar das fontes aquáticas artificiais a cheirar a água do mar, com repuxos a cair sobre bancos de areia molhada.

Se a determinada altura, já enfiado no carro, o travo do refrigerante me fez recordar uma Corona, uma Bintang, uma Guiness ou uma Budweiser, pior não fez, com certeza, olhar para o meu quarto como quem olha para uma Penthouse, de um hotel de cinco estrelas, de janela com vista para o Hudson, o Tamisa ou o Amstel. Ora se ao segundo dia este estado de transe se mantiver assim, valha-me o emprego que é pacífico e o patrão que nunca aparece na loja antes da hora do almoço. E há doenças bem piores que atacam o fígado, fazem borbulhas e criam caspa no couro cabeludo, por isso…

4 comentários:

S* disse...

Podemos olhar para as coisas como bem quisermos e um copo de água pode ser bebido como se fosse uma sumo de laranja natural, com direito a rodela de laranja no topo e tudo. Por falar em Mcdonalds... ouvi dizer que já abriu na minha cidade. Tenho de averiguar.

Pp_FANTASMA disse...

S,
é uma questão de perspectiva, realmente!
Podes averiguar o McDonalds, muito mal não faz:)

Catarina Santos disse...

Tens que me confidenciar que tipo de droga andas a experimentar!! Isto porque não posso crer que sejam apenas as insónias que causam esse alvoroço imagético altamente criativo. Não padeço de insónias...mas gostava de alucinar um bocadinho que fosse, envolta na temática : viagens...
Beijinhos de mais uma loira...para juntares às outras! ;)

Pp_FANTASMA disse...

Catarina,
isto chama-se alegria no trabalho:)
Bjs