Detesto fazer as coisas em cima do joelho! Detesto!
Profissionalmente, prefiro planear e antever o que pode vir. Não confiar na sorte. Embora, claro, também a procure.
Sei que saber improvisar pode fazer a diferença em determinadas circunstâncias. Mas acredito que o improviso não é um método de trabalho. Aliás, não pode ser.
Sou confrontado, no dia-a-dia, infelizmente, com gente que, tão segura de si, usa o improviso como se, de facto, essa fosse a melhor das ferramentas. Gente que não sabe trabalhar de outra forma. O improviso está-lhes no sangue.
Por vezes apetece-me mandar um berro e perguntar, bem alto, se não há ninguém à volta que fique com pele de galinha só de pensar que um relatório importante é escrito quinze minutos antes de ser entregue, ou que o número de tarefas é tão grande, à cabeça, que se há coisa que nunca se conseguirá atingir é a tão famosa qualidade.
Está visto que, para muitos, trabalho que é trabalho só se faz com um ligeiro toque de arte.
Ou será mais de artesanato?
2 comentários:
Identifiquei-me muito com este post. Neste aspecto de personalidade (e em muitos outros) somos iguais! Talvez seja "defeito de fabrico". Beijinhos da mana.
Nasceste por algum acaso no país do desenrasca, meu caro... já devias estar habituado. Atenção que não digo conformado... mas sim habituado.
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