
Deparei-me hoje, ao almoço, com o maior par de trogloditas que alguma vez imaginei encontrar. Daqueles que, a não existir, seria seguramente alvo de invenção num qualquer filme de terror de série Z, com o objectivo de assustar a personagem principal, pregando-lhe um cagaço valente de abanar a bexiga.
Ele, alto e espadaúdo, com a laringe ligada directamente a um megafone, e ela, afirmadamente platinada e por certo apologista da venda de leite materno em vasilhame natural não esterilizado, fizeram a festa e apanharam as canas. No final da refeição, com aqueles pauzinhos afiados que até podem ser considerados armas letais quando em contacto com um desprotegido e inocente pedaço de queijo, chouriço ou presunto de pata negra, seguiu-se uma perseguição louca e sem tréguas em busca de todo o pedaço de carne tresmalhado que, por qualquer razão desconhecida, optou por não tirar bilhete imediato em direcção ao esófago.
Se eu fosse dentista, aquilo teria sido uma experiência profissional interessante, pois sempre dava para tirar dúvidas quanto ao número de dentes existentes na boca de um Ser-Humano, ou, no mínimo, confirmar que a língua tem uma cor rosácea e textura maleável. No meio de tanta abertura de boca à descarada, foi por pouco que todo o restaurante não ficou a saber qual a cor das cuecas da senhora.
4 comentários:
Ahahah!!! Descrição da maior parte dos meus formandos!!! :)))
CREDO!!! :o
Isso filmado é que tinha sido... e depois postavas o vídeo...
B)
bela história, descrição sarcástica
não perdeste o apetite?
Isso é muito comum lol infelizmente. Ao menos punha a mão à frente... Tem que ir aprender regras de etiqueta com a Paula Bobone lolol
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