
Em muitos pontos da cidade, a ilusão das três faixas de rodagem não passa disso mesmo, ou seja, de uma ilusão. Os risquinhos brancos até estão lá, a sinalética a condizer e tudo, todavia, na hora da verdade, a anarquia do estacionamento acorda-nos para a dura e triste realidade, para o caos. Onde a policia ainda, de vez em quando, se vai entretendo a fiscalizar, a coisa até vai funcionando. Mas, se a rédea afrouxa um milímetro que seja, lá volta a nossa incontornável característica do chico-espertismo, que em nada abona a favor da vida em sociedade. Evoluída, pelo menos.
Se estão fartos de andar às piruetas e a zigue-zaguear como se estivessem a jogar um jogo de computador, fartos de fazerem olhos cegos aos tracejados e traços contínuos, tratem mas é de chamar o rolo compressor, tal qual carro vassoura, para dar um miminho de conforto a todos os que pensam que basta encostar as rodas a um passeio para estacionar o "chaço".
Ainda assim, por outro lado, se vos excita essa vossa faceta de piloto de rali, então, pronto, fiquem a saber que por mim está tudo bem, muito obrigado!
3 comentários:
ahahahah que coincidência, também acabei de escrever sobre o "trânsito" na nossa capital :)
Conduzir em Lisboa continua a ser uma grande aventura sem dúvida.
Onde é que está a minha faixa de rodagem? Podia jurar que estava aqui agora mesmo....
Nunca mais inventam aquelas mini naves voadoras que nós vemos nos filmes futuristas!! :x
Arre!
O que me irritam maus estacionamentos, ou devo dizer estacionamentos anarquistas? Bom, a verdade é que já dei por mim a fazer manobras "circenses" para passar com o meu chaço em algumas das ruas da capital!
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