
Ainda hoje não bebemos nem comemos a provisão e já as sobras estão a ir para o lixo. Fazemos nós o nosso próprio prazo de validade. Ansiamos pelo cheiro a plástico da novidade, queremo-lo desesperadamente, como um vício irresistível. Pior quando acordamos, inebriados e, afinal, continuamos a ver-nos tal e qual. Um decalque, uma fotocópia. As mesmas cores, as mesmas coisas. Contaremos até doze num ritmo frenético de destruição.
Começámos hoje a cuspir no prato em que comemos.
9 comentários:
Estamos profundos hoje... estou a ver que nos deu aos dois prá nostalgia e para o fechar o livro de contas.
(Já veio pra mim a "sacrosanta" lagrimita de nostalgia).
Ainda não cuspi, (coisa que também não faço de forma geral), aliás bem vistas as coisas apenas comi ao peq almoço os restos de ontem, que me souberam bem.
Desejo que este começo de ano, inesperadamente solarengo e até quentinho, atendendo ao temporal que estava à espera, nos traga pelo menos a vaga esperança de que tudo (ou pelo menos quase tudo o que podemos) mude/ melhore/ reverta em benefício próprio.
Bom 2010 pequeno fantasma blogueiro. loooooooooooooooool
Tanto pessimismo...
Acho que não queremos novidades: queremos sim que tudo o que há de bom se mantenha, que as coisas más terminem e que venham mais coisas boas. E tudo com muito optimismo!
Olha é inevitável a busca pela novidade é o progresso, coisas boas e coisas más dai advêem.
Gosto de guardar as boas recordações dos tempos primitivos, todavia rendo-me a novidade, caso contrário ... nem na blogosfera me encontrariam!
Por acaso... profundo foi a primeira palavra que pensei. Depois veio-me o texto: eu não cuspi para o prato. E lá se foi a profundidade. :)
Por acaso impûs um prazo a mim mesma... mas isso é um projecto em que me meti... para a cabeça não pensar noutras coisas.
Bom 2010. :)
Concoro...andamos todos a 200 kms à hora sem sequer conseguirmos parar para ver com clareza o que perdemos, o que deixamos para trás...o que aí vem que venha e depressa...já agora em doses duplas, triplas ou quadruplas ...desde que venha!
Catarina
Hoje em dia vivemos na era do descartável... Pena que normalmente não nos conseguimos descartar tão facilmente das coisas más...
Um bom ano cheio de coisas boas... novas ou velhas! :)
tenho coisas q gostaria q me durassem a vida inteira... mas a verdade é q de facto a vida passa a correr e vamos perdendo talvez o valor de certas coisas...
mas n me esqueço nunca das coisas q me custaram a alcançar, quanto ao cheiro a novo; bem, gosto dele nos casacos de pele e nos sapatos... ;)
quanto ao resto, é relativo, n é o facto de ser novo q fazq seja bom... assim como 1 livro!
e estás mesmo 1 cadito pessimista :P
Espero q o humor e o astral já estejam em cima!
Beijinhos
Em tempos também já escrevi mais ou menos sobre isto, numa fase em que achei q a mnha vida não era nada mais do q uma desenfreada produção em série de coisas e acontecimentos e até acho q foi mais ou menos assim q escrevi. Hoje,acho q essa fase ainda perdura, com a diferença de eu ter "mais ou menos" aprendido a parar, a ver, a sentir.
E dps disto, confesso-te q o cheiro das coisas novas tb me atrai e... porq não!?! se conseguir apreciar e dar valor a todas as outras??
Qt a cuspir para o prato, espero q nunca me dê p tal... nem para o prato, nem para o ar... ;)
desejo-te um excelente ano, cheio de coisas velhas ou novas, q cheirem a plástico ou a caruncho... o importante é q sejam coisas boas!:D
Enviar um comentário