sábado, 5 de junho de 2010

Pescadinhas De Rabo Na Boca!

Se gostarem tanto de concertos ao vivo quanto eu (nem é necessário serem viciados, como eu sou), e se acreditam piamente que a música ao vivo é algo que vos está entranhado no corpo, correndo-vos pelas veias de alto abaixo, então, estou mais do que certo que perceberão esta próxima amálgama de considerandos. Sempre ouvi falar dos Pink Floyd como sendo uma das bandas mais criativas e pioneiras das últimas décadas. E compreendi isso na pré-adolescência e adolescência, quando me ofereceram umas cassetes (sim, K7). Ainda hoje tenho remorsos de os ter perdido quando tive a oportunidade, em Alvalade. Ouvi-los “berrar” debaixo de uma colossal tempestade de luzes e de lasers psicadélicos. Fui estúpido, bem sei. Mas a carteira não era minha, e tenho isso, pessoalmente, como uma desculpa aceitável e como factor atenuante.

Roger Waters, tal qual lêndea e piolho em volta de cabelo cheiroso e asseado, é o nome que não deixa (e nem pode, justiça seja feita) de estar associado aos Floyd. E só é pena que, aos poucos, se tenha transformado numa prima-dona de porcelana, com um ego maior do que o planeta, transformado no género de pessoa que acaba por passar o resto da vida a tentar enfiar, à cabeçada, um elefante dentro de um mini. Mas vai voltar aos espectáculos em Portugal. Uma imensa tournée mundial. E na certa será acompanhado por uma parafernália de material e por megalómanas encenações. Quanto ao concerto? Quanto à música? Noventa e cinco por cento será Pink Floyd, Pink Floyd, Pink Floyd, Pink Floyd…E não duvidem!

Nunca simpatizei com as compilações, e muito menos com as denominadas carreiras a solo de todos quantos se escapam das respectivas bandas, após um primeiro sinal de sucesso massificado e unânime. Sempre quis distância dessas carreiras a solo baseadas em direitos de autor de reportório antigo. E é, talvez, por isso que já tenho bilhetes para os Limp Bizkit e para os Interpol. É que por minha vontade Mr. Roger Waters pode mas é ir dar banho ao cão. Mas isto sou eu a dizer, que sou mau e ruim como as cobras, e não percebo nada disto dos concertos. Certo é que, nessa noite, para chatear, vou mas é ficar em casa, todo esparramadinho no sofá, e refastelado ao máximo a ouvir The Delicate Sound of Thunder”, claro está, dos Pink Floyd.

1 comentário:

Unknown disse...

Concordo que a maioria das carreiras a solo vivem dos sucessos originais, mas há excepções...
Interpol parece-me um concerto a não perder :)