
Roger Waters, tal qual lêndea e piolho em volta de cabelo cheiroso e asseado, é o nome que não deixa (e nem pode, justiça seja feita) de estar associado aos Floyd. E só é pena que, aos poucos, se tenha transformado numa prima-dona de porcelana, com um ego maior do que o planeta, transformado no género de pessoa que acaba por passar o resto da vida a tentar enfiar, à cabeçada, um elefante dentro de um mini. Mas vai voltar aos espectáculos em Portugal. Uma imensa tournée mundial. E na certa será acompanhado por uma parafernália de material e por megalómanas encenações. Quanto ao concerto? Quanto à música? Noventa e cinco por cento será Pink Floyd, Pink Floyd, Pink Floyd, Pink Floyd…E não duvidem!
Nunca simpatizei com as compilações, e muito menos com as denominadas carreiras a solo de todos quantos se escapam das respectivas bandas, após um primeiro sinal de sucesso massificado e unânime. Sempre quis distância dessas carreiras a solo baseadas em direitos de autor de reportório antigo. E é, talvez, por isso que já tenho bilhetes para os Limp Bizkit e para os Interpol. É que por minha vontade Mr. Roger Waters pode mas é ir dar banho ao cão. Mas isto sou eu a dizer, que sou mau e ruim como as cobras, e não percebo nada disto dos concertos. Certo é que, nessa noite, para chatear, vou mas é ficar em casa, todo esparramadinho no sofá, e refastelado ao máximo a ouvir “The Delicate Sound of Thunder”, claro está, dos Pink Floyd.
1 comentário:
Concordo que a maioria das carreiras a solo vivem dos sucessos originais, mas há excepções...
Interpol parece-me um concerto a não perder :)
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