
À época, Nova Iorque ia bem mais para além do que, simplesmente, a cidade que nunca dorme e, em simultâneo, nas ruas, fervilhava de dinamismo, envolta num manto colorido de grafites rebeldes, ao som irreverente do Breakdance. O sentido de uma atitude alternativa. Anos dos yuppies, evolução natural dos hippies, viciados no lucro e não nas causas nobres. Um novo sentido. Anos da consagração do

Dentro de uma semana estaremos submersos nas notícias do campeonato do mundo de futebol. E dizem que somos bons e que por isso, desta vez, queremos experimentar o sabor da glória. Dar sentido ao investimento e às expectativas. E querem que ponhamos as beiças num tubo de plástico, a lembrar uma corneta, por onde devemos soprar todo o ar que tivermos nos pulmões. E fazer barulho, fazer muito barulho, o maior estardalhaço que conseguirmos, sem vergonha e com convicção. Ou seja, sem o menor pingo de sentido…
3 comentários:
Ponte, estrela e satélite? Então e o cãozinho? lol, acho que era o único que sabia fazer! ;)
(A outra coisa que faz barulho, não sei quê da energia -ah ah ah- para o Mundial, recuso-me comentar. Ando enervada.)
Do teu post retenho com especial enfoque as" vuvuzelas"! Como descreves e bem, um bocado de plástico para colocar as beiças e soprar a plenos pulmões. Acredita que há muito tempo que não surgia nada cujo barulho fosse tão irritante e me deixasse com os nervos em franja! Haja pachorra!
Beijinhos!
Bons tempos do Yo-Yo, eu até preferia o cubo mágico que me dava cabo dos neurónios a tentar pôr tudo com a face da mesma cor...do que a malfadada vuvuzela...bahh
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