A primeira vez que ouvi falar do Clube das Virgens fiquei de imediato deliciado com o assunto. Por aqueles dias, podia até estar à espera de tudo. Ovnis a sobrevoar Lisboa a caminho do deserto do Mojave, ou um outro qualquer projecto de vivenda duplex com terraço, sem piscina, para a Cova da Moura, feito pelo engenheiro Sócrates. No entanto, com o Clube das Virgens foi diferente, pois apanhou-me de surpresa e agarrou-me sem hipótese de pestanejar. Foi uma coisa violenta e à bruta, mesmo.
Eu já tinha ouvido falar de virgens, sim. E até conhecia algumas/alguns, claro. Para não dizer que eu próprio o havia sido durante vários anos, lembrança que provocara em mim uns quantos calafrios na espinha. Então, a vontade de descarregar meia dúzia de baboseiras ao meu melhor (pior) estilo foi, por assim dizer, instintiva. Um ligeiro trabalho de investigação, um ou dois exercícios mentais de arranjo florar e pronto, o Clube das Virgens passava, por direito próprio, a fazer parte desta coisa que eu para aqui faço.
A sócia fundadora do clube foi ao Salão Erótico de Lisboa e teve direito a tratamento diferenciado (não falo desse tipo de tratamento). Com acepipes e aperitivos, provavelmente, e fotografias e entrevistas confirmadas pelos jornais e pela internet. O que sinto é que o tempo vai passando e novidades novidades nem vê-las. Ou seja, o Clube das Virgens está a sofrer de estagnação e perdeu o encanto. É sempre a mesma coisa, sempre o mesmo sorriso, sempre a mesma cara, sempre as mesmas declarações. Está a transformar-se aos poucos numa coisa geracional. Daqui a vinte anos, os miúdos de hoje vão continuar a ver a Margarida Menezes a sorrir e a dizer que ser virgem é a melhor coisa que lhe aconteceu na vida e que é bem melhor do que comer bolachas de água e sal com Tulicreme de chocolate. A mim, acho que já me anda a fazer lembrar o Avô Cantigas.
1 comentário:
mmm sexo mmm bolachas de água e sal com Tulicreme de chocolate mmm agora estou cheia de dúvidas, ó indecisão!
Enviar um comentário