
Tenho a certeza que, dessa forma, ao esborrachar um desses tijolos, com e sem pulseira, primeiro sem e depois com, claro, porque o produto é sério e o objectivo é, de facto, que se sinta perfeitamente a diferença de desempenho; notar-se-ia, logo ali, in loco, aquilo que se pretende transmitir ao fazer referência às palavras equilíbrio e desequilíbrio. Mesmo assim, apesar de tudo, irei tratar de encomendar um desses olhinhos mágicos, ainda que um pouco acagaçado, pois é coisa que a observar de perfil, de vez em quando, e não sei bem porquê, faz-me recordar a imagem das forças do mal, no filme O Senhor dos Anéis. Espero então que tão útil objecto não me venha a dar pesadelos durante a noite, virando-se o feitiço contra o feiticeiro, isto no caso de me deixar dormir com o braço debaixo da bochecha do rosto, e o eléctrodo da pulseira entrar em conflito directo com o fio de baba que, com a idade, tem-se tornado mais constante e pegajoso.
Vou, portanto, sem perder muito mais tempo com conversa fiada, tratar de salvaguardar que o meu pulso encete e lidere uma mudança expedita e proveitosa em toda a minha vida. E como nestas coisas não se perde nada em tentar ver um pouco mais para além do que a linha do horizonte, quem sabe se, na vez de apenas uma, me aventure mas é logo em duas pulseiras. É que depois de alguma reflexão, parece-me que não perco nada se colocar uma segunda pulseira no tornozelo de um dos pés. Nunca se sabe quando uma situação de vida ou de morte me exigirá vir a correr ao pé-coxinho, não digo que para atravessar um lago em chamas cheio de crocodilos gigantes, mas, uma outra qualquer situação não coberta pelas companhias de seguros, que são umas sovinas na hora de reembolsar os clientes.
1 comentário:
Achas que a pulseira te conseguia fazer andar de saltos altos em cima de um trapézio?
Isso sim, seria magia pura!
Enviar um comentário