Dizem que o destino controla-nos os dias, e a sorte. Que é déspota, que tem poder e não sei mais o quê, e que atentar contra ele é pior do que arrancar um dente a sangue frio. Daquilo que conheço do destino, ou da ideia que tenho dele, e seja lá o que isso for, é que é fodido, não porque me meta medo, mas, somente porque não nos respeita e vive com o mau hábito constante de fazer sempre o que bem lhe apetece. Dá-me ideia que esse destino, então, mais não é do que um bazófias, tem a mania e gosta de se armar aos cucos.
Ainda não percebi se o destino me quer bem ou mal. Mas também, nunca o vi e a mim, até hoje, nunca me disse nem que sim, nem que não. Como não lhe vendi a alma, continuo a ter a prerrogativa máxima de o mandar enfiar os dedos onde bem lhe apetecer, até queimar, e até onde ele gostar que lhe enfiem os dedos. A mim, é-me indiferente.
Riu-me do destino. E riu-me porque sinto que não lhe devo nada. Porque também consigo ser um filho da mãe da pior espécie. Porque se dizem que “está escrito”, o que digo é que não há ninguém a estragar folhas por mim, porque quem escreve para onde vou, sou eu.
3 comentários:
O destino faz rir e chorar, e fazer-nos pensar nele é outra característica lixada.
Se uma pessoa começa a pensar nele dá em maluca. Não te metas nisso.
O continua a escrevê-lo, de preferência como escreves aqui.
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