
Nos homens e nas mulheres, nas suas relações, a aplicação desta teoria interessante inventada à pressa aplica-se e confirma-se todos os dias, quer seja em nós próprios, como nas pessoas à nossa volta. Pode ligar-nos um infindável conjunto de pontos de interesse, dos mais selectos às mais sórdidas, condenáveis e deliciosas javardices que, mesmo assim, os malabarismos do acaso e os caprichos e finca-pé das vontades individuais serão sempre uma alavanca destruidora de uma melhor e bem mais saudável plataforma de entendimento comum.
Curiosamente, transportando tal teoria ao universo dos debates políticos televisivos, verifica-se, nesse domínio, uma enorme incompatibilidade das variáveis e uma acentuada insustentabilidade e incoerência dos postulados. De tão diferentes que inicialmente se apresentam, os candidatos, cedo e rapidamente defraudam as minhas já curtas expectativas. Mesmo antes ainda do tédio se instalar em mim, um pouco antes de ser possuído por uma vontade desmesurada de me picar com agulhas ou de lamber a chapa em brasa do ferro de engomar, eles, os candidatos, destroem esta minha ilusão de, um dia, vir a fazer parte da comunidade científica internacional. Para açúcar a menos, farinha do mesmo saco a mais. Está mais do que visto que não sou nenhum Einstein.
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