
Esforço-me por observar, experimentar e interpretar mas, constato, que não é coisa fácil, não senhor. Interpretar é ficar, no final de todo o busílis da questão, apto a entender; no complicado ou no aparentemente simples. Aos que se limitam exclusivamente a observar e a experimentar, a esses, reconheço-lhes, pois, a nítida vantagem, já que não se contentam com a fama sem primeiro, de facto, tirarem o proveito. É por isso que tentar demonstrar que entre o preto e o branco existe uma infinidade de tons de cinzento, é não só uma perda de tempo como, também, um erro crasso e sinal flagrante de falta de inteligência.
Pessoalmente, à hora a que escrevo, assolam-me grandes dúvidas. Haveria mesmo necessidade de reduzir o tamanho da capa dos livros do Tintin? Será que uma nova revista de nome Aurélia venderia mais do que a Ana, a Maria ou a Mariana? É normal que a voz da música de natal do Coro de Santo Amaro de Oeiras continue igual desde há 30 anos? Se chegamos à conclusão que o filme que estamos a ver no cinema é, pelo menos, igual ao tamanho de uma bosta de búfalo almiscarado de barriga cheia, na altura dos pastos verdes, então, porquê sair da sala apenas a dez minutos do filme acabar, e ainda por cima com um ar chateado de quem esteve duas horas a ter um pesadelo com livros de reclamações?
1 comentário:
Pior seria sempre assistir a duas horas do Coro de Santo Amaro de Oeiras. Por pior que fosse o filme.
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