
Acho uma tremenda parvoíce esse acto de considerar algo ou alguém como “o melhor de sempre” ou “o melhor de todos os tempos”, coisa que aconteceu recentemente com a actriz Judi Dench, na opinião da revista “The Stage”, denominada a melhor actriz da história. Não quero nem sequer imaginar o que diria Shakespeare, se por aí aparecesse vivinho da silva. Como comparar ou que nunca se conheceu, o que nunca se viu?
Digam, então, por exemplo, e já não é estar a desfazer, que a senhora é a melhor dos últimos 30 anos; coisa que, parece-me, é bem mais ajustada e não tão pretensiosa. É como dizer, agora, que o programa “A Casa dos Segredos” é o maior monte de estrume que já se fez em televisão. Sabemos bem que, quando dermos por ela, a TVI vai voltar a surpreender-nos a todos, e nem que demore 10 anos, uma nova onda de mau cheiro irá voltar a invadir as nossas salas de estar.
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