Aborrecidíssimo com as labaredas esterilizantes que me acompanham minuto a minuto decidi, num pinote, saltar bem para o meio da sordícia dos copos de plástico espalhados pelo chão, agarrados à vida pelo último terço de cerveja que alguém não quis esvaziar. Um fantasma não paga bilhete e anda sempre por aí, por todo o lado, invisível, com a anexa vantagem de poder beber até cair para o lado sem que um nicho de barriga lhe estrague o abdominal. E neste caso deu jeito. O evento: Festival Mexefest. O local: Avenida da Liberdade, em Lisboa. Fui ver: Asterisco Cardinal Bomba Caveira, Capitão Fausto, Eleanor Friedberger, Handsome Furs, S.C.U.M. O resultado final: uma análise pessoal livre e disparatada (previsível).
O Festival Mexefest é uma mutação genética do Super Bock em Stock. O nome mudou mas o conceito está lá. É imperfeito? Sim, porém é arrojado, diferente e ínsita ao dinamismo. É aquilo e pronto. Andar, rua a cima, rua a baixo, de palco em palco. Aprendi uma coisa. Gostar e conhecer muitas bandas complica com os nervos. Se é ignorante em termos musicais, duro de ouvido ou acha que consegue jogar ténis com uma Fender Telecaster, então, está no ponto para embarcar numa aventura destas. Escolha uma banda e será uma pessoa feliz durante quarenta e cinco minutos a uma hora.
No reverso da medalha de tanta felicidade reparei que os fantasmas também envelhecem. Nas diferentes salas vi o choque geracional à minha frente e pensei no assunto. Os trintões, na sua basófia insegura, alguns mais atentos aos casacos de cabedal e aos IPhone do vizinho, atiraram-se às bandas estrangeiras que, sem repararem nisso (falta de perspicácia), apresentavam-se com músicos tão teen quantos os das bandas nacionais. Já os “vintões” e pós-teen, na sua alienação intrínseca, foram para o pop-rock dos Capitão Fausto, por exemplo. Vi o contraste. O negro e o laranja. O introspectivo e o explosivo. O picar o ponto e o eu estive lá e diverti-me comó caralho. A meio caminho entre um concerto e outro dei por mim pespegado à frente da montra da Boss. Pois. A (minha) geração rasca é uma seca…
No reverso da medalha de tanta felicidade reparei que os fantasmas também envelhecem. Nas diferentes salas vi o choque geracional à minha frente e pensei no assunto. Os trintões, na sua basófia insegura, alguns mais atentos aos casacos de cabedal e aos IPhone do vizinho, atiraram-se às bandas estrangeiras que, sem repararem nisso (falta de perspicácia), apresentavam-se com músicos tão teen quantos os das bandas nacionais. Já os “vintões” e pós-teen, na sua alienação intrínseca, foram para o pop-rock dos Capitão Fausto, por exemplo. Vi o contraste. O negro e o laranja. O introspectivo e o explosivo. O picar o ponto e o eu estive lá e diverti-me comó caralho. A meio caminho entre um concerto e outro dei por mim pespegado à frente da montra da Boss. Pois. A (minha) geração rasca é uma seca…
2 comentários:
tens estilo pró boss e o resto são conversas!
p,
sou um vendido :)
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