quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Avião Que Não Aterre Não Serve Para Nada

Às vezes é impossível de encontrar outra forma de dizer as coisas que não, realmente, como elas são, simples e singelas. Isto porque, também, quanto mais se fala menos se percebe e, apesar de tudo, perceber as coisas continua a ser importante. Todavia, tentando evitar a indelicadeza, pode sempre fazer-se um esforço e florear sobre o assunto, enrolar a língua ou até usar um ou outro estrangeirismo. Ser evasivo, recorrer a uma ou outra metáfora. Fazer uma alegoria sobre o Sol ainda que ande a chover há mais de quinze dias. Creio que perceberam a ideia…

Mas outras vezes a paciência esgota-se e, nessas alturas, querer chamar cocó à merda é chato e - pior a emenda do que o soneto -, ridículo. Pois é então que aparecem os tipos como eu, os oportunistas que se entretêm a ser ridículos expondo o ridículo dos que perdem a noção do ridículo a fazer de ridículos na vida real. É aí que o caldo entorna, porque não há como nos lembrarmos das metáforas, das alegorias, dos estrangeirismos, dos floreados, e só o simples facto de se pensar numa manobra de evasão pode isso ser considerada uma alta traição à causa do escrever sobre o ser-se ridículo.

O Kapinha fez dói-dói! Acreditem, o Kapinha ficou com a boca de banda! A sério, o Kapinha levou na boca! Se preferirem: foram à boca ao Kapinha! É verdade, amassaram a fronha ao Kapinha! Não estou a brincar, espetaram um selo no Kapinha! Sim, o Kapinha levou na tromba!... Enfim, piada a sério era ir tudo direitinho para o FB. Pena é que ninguém consiga ser assim tão avassaladoramente ridículo.

Sem comentários: