terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Lado Celestial Da Estrela Polar

Deixemo-nos de esquerdismos voluntariosos, pois bem sabemos que o Mundo não é igual para todos. Não é, não é, não é e pronto. Nem falo de carros, de sapatos, de relógios, de apartamentos, nem mesmo de pagamento de impostos. O planeta gira, e o movimento até foi bem imaginado, rotativo como a sorte e o azar. Porém a patranha é brutal, isto para não dizer: comparável às ideias do Ministro das Finanças.

Por alguma razão nos colocam um nome à nascença. E esse até pode ser, à partida, uma coisa qualquer, desde que tenha alguma lógica e algum nexo. Ora, já houve fases da minha pueril existência em que até me podia ter chamado bidé, tampão ou caranguejola, pois que a coisa ia dar, simplesmente, ao mesmo e, pessoalmente, até que nem me teria importado. Mas revejo-me, hoje, na preocupação maternal e sempre consciente de Merche Romero, que agora, de um momento para o outro, mandou às urtigas o nome próprio do filho. Há coisas de que nem vale a pena saber as letras, quanto mais soletrá-las do início ao fim. E para quem ainda está em crescimento é tudo uma questão de hábito, e fazer de conta que é como ter emigrado e estar a aprender uma segunda língua.  
E porque a solidariedade só é real quando materializável em acções concretas e palpáveis, já comecei a riscar nomes próprios detestáveis, irritantes e dos quais não quero nem saber a etimologia. A começar pelo meu, claro. O pior de todos. A coisa ainda não está muito bem oleada, mas, mais um esforço e chego lá. Ainda não me consigo tratar por você, contudo, das duas vezes em que me chamei por Sr. Doutor até gostei.  

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