Por alguma razão nos colocam um nome à nascença. E esse até
pode ser, à partida, uma coisa qualquer, desde que tenha alguma lógica e algum
nexo. Ora, já houve fases da minha pueril existência em que até me podia ter
chamado bidé, tampão ou caranguejola, pois que a coisa ia dar, simplesmente, ao
mesmo e, pessoalmente, até que nem me teria importado. Mas revejo-me, hoje, na
preocupação maternal e sempre consciente de Merche Romero, que agora, de um
momento para o outro, mandou às urtigas o nome próprio do filho. Há
coisas de que nem vale a pena saber as letras, quanto mais soletrá-las do início
ao fim. E para quem ainda está em crescimento é tudo uma questão de hábito, e fazer de conta que é como ter emigrado e estar a aprender uma segunda língua.
E porque a solidariedade só é real quando materializável em
acções concretas e palpáveis, já comecei a riscar nomes próprios detestáveis,
irritantes e dos quais não quero nem saber a etimologia. A começar pelo meu,
claro. O pior de todos. A coisa ainda não está muito bem oleada, mas, mais um
esforço e chego lá. Ainda não me consigo tratar por você, contudo, das duas vezes
em que me chamei por Sr. Doutor até gostei.
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