domingo, 10 de março de 2013

Como Diz O Marreco: Oh Yeah!

À falta de melhor, há pelo menos uma coisa que diferencia o presente do futuro: a realidade. Alheado das chatices do trânsito ou do défice, o presente anda por aí a cair-nos em cima a todos os santos minutos. Deitamo-nos e acordamos com ele, mais ou menos constipados, mais ou menos desejosos que chegue o verão para podermos dançar e beber à vontade sem guarda-chuva na mão. Mas de entre o que tem de mal, lá nos vamos safando. Estamos cá. O presente, vive-se.
 
Já “o futuro não existe” e, em teoria, será aquilo que quisermos, haja ideias e objetivos. Mas isto pode ser excelente ou catastrófico. Lá está, haja ideias e objetivos. Pessoalmente desconheço a data da chegada do futuro. Se pudesse, estaria à espera dele, umas vezes de braços abertos e outras tantas com os punhos cerrados. Será o futuro daqui a cinco segundos, daqui a cinco minutos, daqui a cinco anos ou daqui a cinco décadas? Durante bastante tempo, para mim, o futuro foi o “Espaço 1999” e até isso já se perdeu no passado.
 
Se Hugo Chávez tivesse sido um ursinho de peluche, e como todas as avaliações a ursos de peluche, dos da feira aos do Toys R Us, dos mais ou menos fofinhos, dos de verdadeira pelúcia aos que mais parecem feitos de palha-de-aço, por certo que, no final, a classificação não seria consensual. Ora o PR, não sendo nenhum ursinho de peluche, também nunca foi nenhum Hugo Chávez. E refiro-me apenas, entre outras coisas, à dinâmica, à força geradora de motivação, à coragem para intervir ou à capacidade para agregar o país num verdadeiro espirito coletivo. Infelizmente, personifica as naves patéticas do “Espaço 1999” a fazer vrrum vrrum. É impossível de acreditar naqueles efeitos especiais. Agora vão embalsamar o Hugo Chávez, fazer dele um urso de peluche. Mas desenganem-se os venezuelanos e os portugueses. As múmias não levantam voo.


Sem comentários: