sexta-feira, 22 de maio de 2009

The End!

Não me lembro de algum um dia ter deixado cair uma flor na tampa de um caixão. Nem nunca das minhas mãos se soltaram migalhas de terra para o fundo de uma tumba. Claro que já houve instantes de pranto e gritos de desgosto. Instantes desagradáveis. E insuportáveis, alguns. Mas não mais do que algo que nos acontece a todos, aos vivos.

Não havendo hora marcada para ninguém, é natural que as despedidas surjam sempre fora de tempo e atrasadas. Pelo que ao invés de dizer que também se aprende, digo antes, isso sim, que dói e que faz mossa, cá dentro. O que dizer, então, quando são sonhos, dedicação e ideias que se esfumam? Talvez, e apenas, o que sempre estamos habituados a dizer quando nem pensamos que pode não haver uma próxima vez. Adeus!

4 comentários:

Ginger disse...

Como te entendo... parece que o nosso coração se esmaga a si próprio.

Um abraço*

Saltos Altos Vermelhos disse...

:( é sempre tão triste!

Ana C. disse...

Mas não te acontece sentires que de alguma forma estas pessoas não morrem? Que já se eternizaram de tantas formas que se tornaram um bocadinho imortais?

Pp_FANTASMA disse...

Ana C.
É verdade. Não é um brilho que se apague assim, de um momento para o outro.