
Ainda para mais, quando esse famoso "Dia de...", ou "Dia Mundial de...", traz por acréscimo uma forma encapotada de abrir os cordões à bolsa, envolto em campanhas publicitárias agressivas de incentivo ao consumo fútil, é algo que dispenso logo, ou melhor, e utilizando um pouco de linguajar futebolístico, é de imediato um valente chutar para canto.
Assinala-se hoje mais um desses "Dia de..." que até, bem vistas as coisas, tal é o seu impacto global, acaba por ser um "Dia Mundial de...". Ora o dia, à semelhança do de ontem, e do de amanhã, terá também 24h completas, e nem um segundo mais, nem um segundo menos. Isto acaba por ser agradável, diga-se, pois se fosse um "Dia de...", ou "Dia Mundial de ..." diferente dos outros - por exemplo, se só tivesse 12h -, a termos de fazer a divisão de tão preciosos minutos, tendo em conta a necessidade de dormir, almoçar, jantar, lanchar, lavar a loiça, ir ao supermercado, entre outras coisas, pouco ou nenhum tempo nos restaria para ir trabalhar. Ou seja, estaríamos agora a comemorar um "Dia de...", ou "Dia Mundial de..." com uma enorme percentagem técnica de abstinência laboral, vulgarmente conhecida por Desemprego.
Mas pronto, a saber, o dia lá terá as tão necessárias 24h, e em 24h, até que já dá para dormir, almoçar, jantar, lavar a loiça, ir ao supermercado e, pelo meio, ir trabalhar. Ufa, que sorte!
Tenham um feliz "Dia de..." ou, se preferirem, um feliz "Dia Mundial de...", com 24h.
2 comentários:
Eu sou contra os "Dia de...".
Talvez por haver um dia para TUDO!! TUDO!!!
Quem raio decreta isso, de qualquer das formas?? :s
Mas piores "Dias de...", são os "Dia dos Namorados", "Dia do Pai", "Dia da Mulher" e SIM, "Dia da Mãe"!!
Todos os dias que envolvem "presentinhos", make me SICK!!! :s
São dias de qualquer coisa... que apenas servem para lembrar que existem tais pessoas/datas... e claro os marketers aproveitaram-se de tal facto!
De resto... todos os dias deviam ser dias do homem, da mulher, do idoso, da mãe, do pai, da criança, do animal, dos namorados, dos livros, da dança... e tal não tem necessariamente que envolver a compra de algum bem material.. é que nos estamos, por vezes, tão absortos nas nossas vidinhas que... nos esquecemos de dar valor a tais pequenas coisas...
Enviar um comentário