
Então, este "Black Saturday" ou, se preferirem, este sábado negro (literalmente, para alguns), soube que nem ginjas a pensionistas, queques, suburbanos, funcionários públicos, doutores e utentes do rendimento mínimo. Não é todos os dias que se leva para casa uma câmara fotográfica, um computador ou um LCD a preço de saldo, mesmo que para isso tenha que se ficar horas a fio numa fila, com um sorriso da cor dos chineses.
Ora e como nestas coisas o respeitinho é muito bonito, gabe-se a organização do evento, que não permitiu unhas no material antes do sinal da partida, patifarias nem ultrapassagens no corredor dos electrodomésticos. "Cinco, quatro, três, dois, um, ao ataque", gritaram em uníssono. "E depois do natal, a senhora ainda tem dinheiro para pagar isto?", perguntou a profissional jornalista. A senhora, por seu lado, riu-se e riu-se mas, resposta, tá quieta.
Já eu, fiquei de tal forma sensibilizado com a honestidade da senhora, que nunca na vida lhe diria que tal expressão de deslumbramento apenas me fez lembrar a entrada para a câmara de gás, dos campos de concentração, na Segunda Guerra Mundial.
1 comentário:
Só pode levar um... olhe que só pode levar um! (trombas)
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