
Pior é que há outras coisas que não digiro assim tão facilmente e por mais barrigudo que me torne, e o meu estômago adquira as características mais vorazes de uma máquina debulhadora, a percepção que tenho sobre essa já insuportável associação do Circo à época de natal é e, pelos vistos, vai continuar a ser, nos anos vindouros, um irreverente mistério por desvendar.
Pus-me a pensar e a juntar peças, tentando ver se isto descende de algum ritual ou tradição que eu, pessoalmente, desconheço. Tentei imaginar, por exemplo, os reis magos completamente ébrios, com o nariz corado de vermelho, da pinga, a tropeçarem uns nos outros e a fazerem palhaçadas. Ou o José, coitado, ali na manjedoura, entalado entre o burro e a vaca, equilibrando-se com dificuldade para não levar com um coice de nenhum dos dois animais. Conforta-me acreditar que, por aqueles dias, Maria tenha feito uma sessão de striptease totalmente louca para animar aquela malta. E pode ser que, assim, em futuras noites de consoada, a programação televisiva venha a melhorar consideravelmente.
1 comentário:
Uau!! Ainda ontem comentei isto cá em casa. Mas que raio tem o natal a ver com o circo?!?
Mas se calhar, se formos a ver bem:
menino jesus; manjedouras; bíblia; religião; circo; ilusão; espectáculo... isto bem analisado, a coisa até combina.
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