
Passou uma semana e continuam a falar da pseudo combustão induzida do vestido da Lili Caneças. O perigo que foi, a vida vista por um canudo, a tamanha da sorte que a fez escapar por um triz, o vento que nessa noite soprava fraco, o pânico do Marco Paulo, os bombeiros que já vinham a caminho e que até pediram reforços, a mancha de fumo que chegou a ser captada pelos satélites da NASA, as chamas que se viam de Badajoz, enfim, em comparação, o incêndio do Chiado foi coisa para ter derretido dois marshmallows.
Deste acontecimento pirotécnico, faz-me imensa pena imaginar que o vestido da senhora tenha desaparecido em três tempos, totalmente levado pelas labaredas de dois metros. Valeu-lhe a lingerie, com certeza feita de material de boa qualidade, para se ter aguentado e resistido às altas temperaturas. Depois de tanto aparato e entrevistas, acredito, hoje, que morrer imolado pelo fogo deve ser uma diversão do caraças, bem melhor do que queimar os olhos com um maçarico industrial e infinitamente mais estupendo do que dormir a sesta num forno crematório ligado.
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