
As televisões, claro, logo montaram arraiais, em directo, no aeroporto. Testemunhos em primeira mão precisavam-se e agradecia-se a quem os tivesse para partilhar. À primeira tentativa, logo assim a frio, o anti-clímax televisivo: “Não dei por nada e só me apercebi depois de aterrar, quando me contaram”. Fogo, mas de onde foram descobrir este palhaço? Depois, o enredo lá foi melhorando: “Foi o pânico total, o maior susto da vida, um milagre, com toda a tripulação a correr de um lado para o outro”. Ah, assim já está melhor! Prémio para este senhor (passagem aérea grátis, na TAP, para o Rio de Janeiro)!
É óbvio que todos temos maneiras peculiares de ver as coisas, e as mesmas coisas. Chama-se a isso ver à nossa maneira. O que para um é preto para outro pode ser branco. O que para um é maravilhoso para outro pode ser execrável. Eu, que já me baralho sobejamente a fazer zapping entre a TVI e a RTP, nisto do oito e do oitenta, fiquei sem perceber, ao certo, o que verdadeiramente se terá passado naquele avião; se um cataclismo, se uma massagem tailandesa.
2 comentários:
E toda a casa limpar-se sozinha? mmmm, isso é que era! Ui! :)
Cristal,
Só não quis ser tão pedincha:)
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