sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Gritar Para O Outro Lado Da Montanha!
A raiz do problema, na sua essência, nada tem a ver com a simples mudança de opinião em si. Mudar de opinião não é assim tão mau. Melhor, mudar de opinião não é mau nem é bom, é apenas uma das formas e possibilidades possíveis, ao longo de um determinado espaço temporal, de ver e de pensar sobre uma questão ou assunto. Mudar de opinião relativamente a qualquer coisa, especialmente se daí advierem proventos generalizados pode ser, sem a menor sombra de dúvida, uma tomada de decisão acertada e até inteligente.
Reparem que eu não quero entrar pelo campo dos valores nem dos princípios. Todos temos os nossos. Uns mais iguais do que outros. E nem digo melhores ou piores. Sinto, isso sim, que mudar de opinião acontece frequentemente e cada vez mais. Eu próprio mudo de opinião várias vezes, noto-o. Deito-me a assumir um compromisso quase certo com umas torradas na pastelaria Versailles e acordo a sucumbir ao chamamento do galão pingado com pastel de nata do Pingo Doce. E é quando me sinto um verdadeiro troca-tintas, a mudar enquanto o diabo esfrega o olho, inocentemente.
O Hélio, se bem me lembro, ele que aos trambolhões foi recentemente promovido a figura pública nacional, conseguiu ser o primeiro a mostrar-se devastado com a sua impensável ascensão mediática. Deixem-me trabalhar, terá dito o rapaz já quase em pânico, imaginando-se, daí para diante, uma potencial vítima dos ataques de paparazzis ao serviço do Correio da Manhã. Ou seja, um dia a cheirar a gordura e a banha de porco, o outro a emprestar a carantonha em tudo o que é computador e revista. Esta semana choquei com o Hélio a apresentar um programa de televisão. Todo ele deslumbramento. Ar de cool. Não só fiquei com medo, como fiquei mesmo com muito medo. Que não se esqueça qual a diferença entre um prego e um bitoque com batata frita. Saber mudar pode ser um acto de inteligência.
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Pp_FANTASMA
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