terça-feira, 13 de setembro de 2011

Se Uns Riem Outros Batem Palmas!


A ideia defendida pelo comissário europeu Gunther Oettinger de colocar a meia-haste a bandeira dos países europeus devedores é sólida e tem pés para andar. Logo à partida porque, analisando a afirmação à luz da mais pura essência das ideias, esta é daquelas do género que pode catalogar-se, e sem pestanejarmos duas vezes, de original e boa, facto que, em consequência e à cabeça, a torna demolidoramente fantástica e brilhante. Atendendo, também, ao momento actual, arrisco mesmo a dizer que este é o golpe de mestre a que o próprio Keynes nunca chegaria e que vai ser, seguramente, a luz ao fundo do túnel de que todos estávamos à espera. Especialmente os gregos.

Não tivesse a ideia sido apresentada por um alemão, e, pelos vistos, dos bons; forte, inteligente, grandalhão e com farta cabeleira loira, a sua consistência como ideia boa e fantástica seria, sem a menor sombra de dúvida, afectada. É por isso, nestas alturas, que dou graças a Deus pela ineficiência dos nossos eurodeputados que, é quase certo e não estou a deitar-me a adivinhar, na mesma situação e a abrirem a boca, perderiam o tempo de antena com posições anti-visionárias e a falar de agricultura, pescas, emprego, segurança social e outras balelas que tais.

Essa imagem dos mastros com as bandeiras em posições desfasadas, efeito que pode até imaginar-se assim pró chocho em dias de pouca ventania mas que deve ser, em contrapartida, uma emoção esfuziante em dias de tempestade e ciclones acima de grau dois é, inquestionavelmente, uma manifestação de bom senso, visão de conjunto e sentimento de união bem presentes na posição do eurodeputado alemão. Desse alto e baixo de bandeiras desconcertante, imagino um hino ao Gráfico de Gantt e uma homenagem mais do que merecida aos gráficos de colunas empilhadas a 100% com visionamento 3D.

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