quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Angústia Do Papagaio Louro!

Isto da idade, realmente, tem que se lhe diga. Já não são só os joanetes que aborrecem quando o tempo esfria, as olheiras que se afundam depois de uma noite mal dormida, ou sequer a artrose que ataca a ponta dos dedos das mãos quando se passa duas horas seguidas a escrever mensagens num teclado de um telemóvel para lá do obsoleto. Agora, como se já não bastasse, fui emboscado pela Dislexia. Sim, completamente. Capitulei, de um extremo ao outro do abecedário. De A a Z. De cada ponto final parágrafo, a cada vírgula, a cada travessão, a cada aposiopese.

VIP?
Diga? Como? O quê? Quem? Importa-se de fazer o obséquio de repetir?
VIP: do inglês, à letra, significa very importante person. Ou seja, traduzindo, informalmente, personalidade distinta na sociedade ou meio.
Ah, ok, obrigado!

Descobri que há um programa na TVI que se chama BBVIP (Big Brother VIP). Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaahahahahahahahah (passei, também, a sofrer de descontrolo muscular nos dedos indicadores).

segunda-feira, 25 de março de 2013

O Amor Não É Para Anormais!

Tenho dúvidas de que goste assim tanto desse cliché de pacotilha em que se tornou a “teoria das pequenas coisas”, das “coisas simples” ou, como se diz por aí, dos “pequenos nadas”. Primeiro: como aferir, na realidade, a pequenez ou grandeza das coisas e, consequentemente, dar-lhes um grau de importância relativa? Melhor: como afirmar, com tanta certeza, que seremos felizes mais depressa se aprendermos a dar maior importância àquilo que, em teoria, é menorizado? Quando necessário, coçar o nariz é bom e isso é, sem dúvida alguma, uma coisa simples. Porém, quando comparado com o acto de cortar as unhas, este último, que também é uma coisa simples, não deixa de ser algo infinitamente mais complexo porque, em última instância, nos pode custar a cabeça de um dedo.    

Confuso? Imagino que a esta altura já estejam todos a deitar fumo pelas orelhas e com vontade de me espancar. Não se esqueçam é que os fantasmas não existem e, por isso, a vossa capacidade de voltarem a ter um batimento cardíaco saudável será tanto maior quanto mais rápida for a aplicação da vossa própria teoria. Ou seja: isto é apenas um texto, fruto da imaginação de quem nada mais interessante tem para fazer e que para chegar a um fim tem de começar por algum lado. Custe o que custar. É isso e a “teoria do borboto”. O quê, não conhecem? Não acredito. Quem conhece e pratica a teoria dos pequenos nadas tem de conhecer a teoria do borboto. Sim, esses, das camisolas. Mais feliz é aquele que não liga patavina ao borboto nas camisolas. Ligar ao borboto é perder anos de vida e horas de lazer. Bem vistas as coisas, a sua importância é igual a zero na felicidade dos humanos. Ainda que haja quem olhe para as camisolas com borboto como se fosse peste negra.
 
No fundo, talvez a teoria das coisas simples seja um complemento à teoria do borboto, sei lá. Talvez o segredo esteja aí, desdramatizar a existência do borboto conferindo-lhe a simplicidade que ele intrinsecamente possui. É um borboto e pronto, que se lixe, sejamos felizes com ele. E se alguém pensar que a nossa camisola está com sarampo que se dane. Para isso também já há cura. Uma doença simples. Um quase nada no cardápio das doenças letais. Se preferirem façam uma comparação ligeira com o desejo incontido do Tony Carreira de criar uma dinastia mais longa que a de Ramsés. Algo que me põe a pensar que se algum dia eu próprio chegar a tetravô, terei muito que explicar o porquê de nunca ninguém se ter lembrado de aplicar o "método de resolução de problemas Romanov". O mais recente ídolo da dinastia atira-se ao brilho dos holofotes com apenas catorze anos de idade. Um borboto adolescente. Um pequeno nada.

sábado, 16 de março de 2013

Já Foi Melhor Mas Assim Também É Bom!

Como dizem os limpa chaminés: a razão tem razões que a própria razão desconhece. Sim, uma coisa é desentupir canos com Coca-Cola e outra, completamente diferente, é anunciar as previsões da retoma económica através de sinais de fumo branco saídos do tubo de uma salamandra. Está visto que esta estonteante obra de engenharia química ofusca até a utilidade de se terem criado personagens como Sherlock Holmes ou Hercule Poirot, porém um dia que se acabe a imaginação, os argumentistas do CSI NY vão perceber que o nevoeiro do D. Sebastião também pode ajudar a camuflar tiroteios de rua em que as balas perdidas colhem pés inocentes no interior de estabelecimentos nocturnos de alto gabarito. Ora cada um que tire as suas próprias ilações que eu, pessoalmente, já fiz uma vénia em honra à pontaria de nível olímpico do meliante lisboeta. Qual William Tell qual quê; esse, ao que se saiba, só ficou conhecido porque, à semelhança do PR, também tinha uma fixação extraordinária por tudo o que fossem maçãs. Daí a evolução da agricultura bretã. Façam como eu e comam, pelo menos, duas azeitonas por dia. A produção nacional agradece. E já agora, em nome de todos os solteiros, façam lá o jeitinho de rezarem para que não se descubra cavalo nas latas de atum.

domingo, 10 de março de 2013

Como Diz O Marreco: Oh Yeah!

À falta de melhor, há pelo menos uma coisa que diferencia o presente do futuro: a realidade. Alheado das chatices do trânsito ou do défice, o presente anda por aí a cair-nos em cima a todos os santos minutos. Deitamo-nos e acordamos com ele, mais ou menos constipados, mais ou menos desejosos que chegue o verão para podermos dançar e beber à vontade sem guarda-chuva na mão. Mas de entre o que tem de mal, lá nos vamos safando. Estamos cá. O presente, vive-se.
 
Já “o futuro não existe” e, em teoria, será aquilo que quisermos, haja ideias e objetivos. Mas isto pode ser excelente ou catastrófico. Lá está, haja ideias e objetivos. Pessoalmente desconheço a data da chegada do futuro. Se pudesse, estaria à espera dele, umas vezes de braços abertos e outras tantas com os punhos cerrados. Será o futuro daqui a cinco segundos, daqui a cinco minutos, daqui a cinco anos ou daqui a cinco décadas? Durante bastante tempo, para mim, o futuro foi o “Espaço 1999” e até isso já se perdeu no passado.
 
Se Hugo Chávez tivesse sido um ursinho de peluche, e como todas as avaliações a ursos de peluche, dos da feira aos do Toys R Us, dos mais ou menos fofinhos, dos de verdadeira pelúcia aos que mais parecem feitos de palha-de-aço, por certo que, no final, a classificação não seria consensual. Ora o PR, não sendo nenhum ursinho de peluche, também nunca foi nenhum Hugo Chávez. E refiro-me apenas, entre outras coisas, à dinâmica, à força geradora de motivação, à coragem para intervir ou à capacidade para agregar o país num verdadeiro espirito coletivo. Infelizmente, personifica as naves patéticas do “Espaço 1999” a fazer vrrum vrrum. É impossível de acreditar naqueles efeitos especiais. Agora vão embalsamar o Hugo Chávez, fazer dele um urso de peluche. Mas desenganem-se os venezuelanos e os portugueses. As múmias não levantam voo.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dois De Mim Já Seria Um Exagero!

A última vez que me recordo de ter tentado misturar água com azeite (andaria eu aí pela escola primária), resignado perante o insucesso e rendido às evidências, jurei afastar-me de vez de todas as missões impossíveis, especialmente aquelas que se autodestroem em trinta segundos, e que entre lesões permanentes no cérebro e aftas nas papilas gustativas só fica mesmo o prejuízo, pois nem servem sequer para acertos no IRS.
 
Eu tenho esta coisa das misturadas. É um defeito. Um problema. Misturo tudo. Os nomes, as idades, a data dos aniversários, os clubes de futebol, as moradas, o tamanho dos soutiens, os restaurantes, os perfumes, os números de telemóvel, as profissões, as maluqueiras, as super maluqueiras, os cortes de cabelo, as marcas de gin, os concertos, o local das praias, a cor das cuecas, o tipo de drogas, enfim…
 
Admito que seja possível levar chineses para o Sporting e reconheço a possibilidade de se comer um buffet de comida japonesa num restaurante chinês. Assim como admito que entre o vir e o vai, o Porto e o Montijo, é ali a meio caminho, entre o Rossio e a Betesga, que começam as bebedeiras com Licor Beirão. Pior é que os travesseiros de Sintra que se vendem no Pingo Doce conseguem ser mais reles que as queijadas que se compram nos estádios de futebol. Porque travesseiros e queijadas de Sintra são de Sintra e é lá que devem de ficar. Engendrar um plano para tomar de assalto uma Junta recorrendo a um pontapé de bicicleta é pior do que mexer em seara alheia ou do que fazer o pino com mil euros em moedas de cêntimo nos bolsos. Há misturas que só merecem acabar como vómito espalhado pelo alcatrão.           



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Com Essas Botas Ninguém Te Lambe Os Tornozelos!

Estamos a dias do concerto de Justin Bieber em Portugal e a mim só me apetece divagar sobre assuntos sérios e relevantes. Pois é, como se não bastasse, o Santo Padre, que meteu os papéis para a reforma antecipada, prepara-se para deixar a sacristia e a mim nem uma ironiazita me sai sobre tal acontecimento divino. Deprimente. Ficaria bem mais descansado se o Ministro Relvas soubesse a letra da Grândola Vila Morena, porque nesse caso o melhor mesmo era meter a guitarra no bolso e ir filosofar para outro lado. Ou morrer de tédio.

Fiquei neste estado preocupante de passividade catatónica depois de ontem ter passado à frente do (pelos vistos ‘ex’) Cinema Londres, e de o ter encontrado encerrado e às escuras, deserto, à hora da mítica sessão das 21:30. Em Hollywood/Califórnia/EUA hoje é noite de Óscares. Na Praça de Londres/Lisboa/Portugal fechou-se umas das mais emblemáticas salas de cinema da capital. Péssimo. Hoje secou-se-me o chafariz da sátira.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Fragmentos De Um Quisto Colorido!


Os mitos urbanos não passam disso mesmo, de mitos.
Percebi finalmente por que razão o Garfield é um gato balofo, tem prolongamentos filiformes laranja radioactivos, olhos de besugo e um sorriso e cremalheira de Dr. White. E a imaginação tem pouco a ver com o assunto:
1.      
É preciso entender o mundo animal e a cadeia alimentar como um catálogo do IKEA,  amplamente versátil e modelar.
2.
Um prato gratinado que alterna camadas de massa e molho de tomate ultra condimentado é bem mais do que um processo de confluência de iguarias e sabores, é um festival equestre.  
3.
Uma vaca é uma vaca e um cavalo, se der jeito, também pode ser uma vaca.
4. 
Não basta ser alarve e comer lasanha como um cavalo, a lasanha tem de ser de cavalo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Avião Que Não Aterre Não Serve Para Nada

Às vezes é impossível de encontrar outra forma de dizer as coisas que não, realmente, como elas são, simples e singelas. Isto porque, também, quanto mais se fala menos se percebe e, apesar de tudo, perceber as coisas continua a ser importante. Todavia, tentando evitar a indelicadeza, pode sempre fazer-se um esforço e florear sobre o assunto, enrolar a língua ou até usar um ou outro estrangeirismo. Ser evasivo, recorrer a uma ou outra metáfora. Fazer uma alegoria sobre o Sol ainda que ande a chover há mais de quinze dias. Creio que perceberam a ideia…

Mas outras vezes a paciência esgota-se e, nessas alturas, querer chamar cocó à merda é chato e - pior a emenda do que o soneto -, ridículo. Pois é então que aparecem os tipos como eu, os oportunistas que se entretêm a ser ridículos expondo o ridículo dos que perdem a noção do ridículo a fazer de ridículos na vida real. É aí que o caldo entorna, porque não há como nos lembrarmos das metáforas, das alegorias, dos estrangeirismos, dos floreados, e só o simples facto de se pensar numa manobra de evasão pode isso ser considerada uma alta traição à causa do escrever sobre o ser-se ridículo.

O Kapinha fez dói-dói! Acreditem, o Kapinha ficou com a boca de banda! A sério, o Kapinha levou na boca! Se preferirem: foram à boca ao Kapinha! É verdade, amassaram a fronha ao Kapinha! Não estou a brincar, espetaram um selo no Kapinha! Sim, o Kapinha levou na tromba!... Enfim, piada a sério era ir tudo direitinho para o FB. Pena é que ninguém consiga ser assim tão avassaladoramente ridículo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Lado Celestial Da Estrela Polar

Deixemo-nos de esquerdismos voluntariosos, pois bem sabemos que o Mundo não é igual para todos. Não é, não é, não é e pronto. Nem falo de carros, de sapatos, de relógios, de apartamentos, nem mesmo de pagamento de impostos. O planeta gira, e o movimento até foi bem imaginado, rotativo como a sorte e o azar. Porém a patranha é brutal, isto para não dizer: comparável às ideias do Ministro das Finanças.

Por alguma razão nos colocam um nome à nascença. E esse até pode ser, à partida, uma coisa qualquer, desde que tenha alguma lógica e algum nexo. Ora, já houve fases da minha pueril existência em que até me podia ter chamado bidé, tampão ou caranguejola, pois que a coisa ia dar, simplesmente, ao mesmo e, pessoalmente, até que nem me teria importado. Mas revejo-me, hoje, na preocupação maternal e sempre consciente de Merche Romero, que agora, de um momento para o outro, mandou às urtigas o nome próprio do filho. Há coisas de que nem vale a pena saber as letras, quanto mais soletrá-las do início ao fim. E para quem ainda está em crescimento é tudo uma questão de hábito, e fazer de conta que é como ter emigrado e estar a aprender uma segunda língua.  
E porque a solidariedade só é real quando materializável em acções concretas e palpáveis, já comecei a riscar nomes próprios detestáveis, irritantes e dos quais não quero nem saber a etimologia. A começar pelo meu, claro. O pior de todos. A coisa ainda não está muito bem oleada, mas, mais um esforço e chego lá. Ainda não me consigo tratar por você, contudo, das duas vezes em que me chamei por Sr. Doutor até gostei.  

domingo, 10 de fevereiro de 2013


quarta-feira, 9 de maio de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

A História Que Nunca Existiu!

O Fantasma ganhou asas low-cost, juízo, e farto de comer lasanha de marca branca foi em busca da verdadeira, da saudável e saborosa, a uns quilómetros daqui, em Roma. Uma que, no mínimo, lhe fizesse esquecer os vinte e dois quilos a mais omitidos nas instruções do modo de confecção. Exterminador instantâneo de guarda roupas e da boa aparência (que já lá vai). Mas o que pode, então, dizer-vos, esta humilde e serva assombração, sobre essa cidade eterna? Não vi o Papa! Não andei de metro! Não comi Tiramisu! O Fórum Romano ficou do lado de lá do gradeamento! Não pus os olhos na Pietá! Não fui a um jogo do Calcio! Não andei de Vespa! Fiquei à porta do Coliseu! Péssimo.

Em Roma sê Romano e bebe tanto ou mais do que eles, sejam mojitos às dezenas ou vino rosso aos litros. Assim, lembrei-me do Portugal dos Pequeninos. Esse belo aglomerado artístico popular, ode metafórica à monumentalidade do Império Lusitano de outrora, dentro e fora de portas. Das suas casinhas em miniatura. Das janelinhas prendadas. Do ser-se comezinho. Do Deus, Pátria e Família. Do orgulhosamente sós. Do faça favor de dizer senhor doutor; pois com certeza senhor prior. Silêncio que se vai cantar o fado. Oh, que animação.

Em séculos, Roma sobreviveu e esperou por mim. A outros, aos pequeninos, nem milhares de anos hão-de ser capazes de dar graça. O consolo dos carneirinhos. A ternura dos eternos candidatos. Os que lutam lá por baixo, distantes, na apanha das migalhas. Os habituais dos gritos em êxtase por uma mão cheia de nada. Do vazio repetível vezes e vezes sem conta. Milhares de anos de vazio. Dos verdes ferrenhos convictos que gritam bem alto: viva o Porto!!! Percebe-se agora porque nos passou ao lado a invenção da lasanha.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Noites Longas Com Facas De Plástico!

Vejamos uma coisa; e simples. Por alguma razão tudo tem um nome. Por alguma razão as pessoas de carne e osso, como eu e vocês, têm nome. É que o nome é importante. O nome identifica, define, permite fazer associações, facilita as recordações. O nome nasce e multiplica-se com os anos. Perdura e resiste e não morre assim, sem mais nem menos. O nome é uma marca cravada a fogo; e a sangue, alguns. É por isso que o nome das coisas e das pessoas não deve ser dado ao acaso. Criado ao sabor do vento ou das marés. Um pouco de parcimónia, de lógica, e até de algum bom senso, faz todo o sentido no acto da escolha de um nome. Até nos programas de televisão…Até na televisão: ID(I)O(T)LO(A)S

sábado, 24 de março de 2012

A Variável Modificada Do Input Por Relacionar!

Cheguei à conclusão que a televisão (eletrodoméstico ou aparelho receptor ) é algo que até faz companhia, e que sempre tem como vantagens não largar pêlo nem verniz das unhas por tudo quanto é canto da casa. Após experiência científica não remunerada, conclui-se que Marte é um planeta engraçado, mas onde o silêncio e a pasmaceira hão-de ser sempre os únicos e principais competidores à vitória no prémio da Alta Maluquice Espacial. Como o que eu queria muito era ganhar o euromilhões , e, mais do que ganhar o euromilhões, queria muito que as manifestações e as  greves gerais fossem verdadeiras manifestações e verdadeiras greves gerais, fiquei extremamente contente por voltar a descobrir a televisão (tecnologia de transmissão de imagem à distância), e por ter conseguido apanhar o último autocarro intergaláctico de regresso à Terra, antes da restruturação da Carris.

É certo que ainda não foi desta que ganhei o euromilhões, todavia, finalmente, já vi aquilo a que podemos chamar uma verdadeira manifestação e, vá, ok, algo bastante próximo daquilo que entendo que ainda se possa conseguir fazer no domínio das verdadeiras greves gerais. É por isso que dou os meus mais sinceros parabéns aos intervenientes na contenda; bravos, afoitos e guerreiros manifestantes por um lado, e os brutos qb, maus como as cobras e policiais pelo outro. Há muito que passei a ignorar alterações à ordem pública nas horas que antecedem jogos de futebol entre o Sport Lisboa e Benfica e os outros que vestem de azul e branco - uma chatice pegada -, por isso, momentos de verdadeiras manifestações e de verdadeiras greves gerais são, para mim, motivo de agradecimento a todos os participantes.

Prova do meu equilíbrio emocional, clarividência e sentido de equidade, é a forma como, por um lado, rejubilei com os trambolhões de alguns dos manifestantes, e, por outro, em muito maior grau de satisfação, como me deixei levar em êxtase pelas escarretas coladas às testas de alguns dos polícias. Direi que são muitos anos de coerência a tentar não ser apanhado em contradição. Se o manifestante foi feito para se manifestar; já o agente da polícia de intervenção foi feito para levar com umas mesas, umas cadeiras e uma valente quantidade de garrafas de cerveja. Em Marte, por acaso, ainda não há vacas a pastar, facto que me leva a pensar que, um dia, o negócio da restauração pode vir aí a ser uma ideia com futuro. Isso e ter a noção que escolher entre um de alcatra ou um do lombo, de sair-nos do lombo, dar no lombo, ou, levar no lombo, vai uma grande diferença.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Qualquer Coisa!

A reles imagem que acima serve de adorno a este post é propriedade intelectual do autor. É sabido que estamos em época natalícia, porém não abusem da já pouca paciência que é preciso ter para aturar todas essas balelas da paz, do amor, do circo, da vaquinha, do trá-lá-lá-lá-lá e do trá-lá-lá-lá-lá. Desta feita, qualquer tentativa de usurpação indevida do referido conteúdo multimédia dará direito a sessões contínuas de sodomização no quinto dos infernos. Ou isso ou um combate até à morte de Mikado. O aviso está feito. A escolha é vossa.

PS: Na eventualidade de não conseguirem contrariar a vontade de plagiar ilegalmente a foto contactem:
eunaoquerosersodomizadonoquintodosinfernos@smartchoice.hell
ou

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Enxaquecas De Um Pénis Feliz!

O dilema existencial é sempre o mais perigoso de ultrapassar e andar muito tempo à volta da eterna dúvida do que surgiu primeiro, se o ovo se a galinha, está ao nível do tentar explicar o desarranjo de forma do programa do governo da república. O problema, como já se percebeu, não está na pontuação. Conclui-se, assim, desta fugaz abordagem ao tema do existencialismo humano, que não compensa nem o esforço nem a dedicação colocados em prol de uma empresa falida. É que mesmo abordando o tema numa vertente mais crítica, fazendo o paralelismo com o envelhecimento dos homens na casa dos quarenta anos, eu direi que é duro admitir que muitos se rendem à técnica do verter águas sentado, facto que comprova que pensar muito, quando houve sempre muito pouco em que valesse a pena perder tempo a pensar, é o maior, mais espapaçado e mal cheiroso cocó que podemos vir a fazer.

Ou seja, o mal não pode estar em terem pintado a Rua Nova do Carvalho de rosa choque. Aliás, para mim, olhando para o arruamento em questão, numa perspectiva isométrica, família das axonométricas ortogonais, ao contrário dos pregões, não consegui ver naquilo nada de apaneleirado. Há é por aí muito boa gente a tentar condicionar o pensamento lógico com tácticas de terrorismo xenófobo anti-heterossexual. Aquilo até pode fazer lembrar um Pé, da Olá, mas a isso eu chamo gulodice pré diabética, e daí a levar alguém a ter vontade de passar a ver o mundo ao contrário vai uma vida inteira. Um possível worst case scenario seria desatar a lamber a rua de uma ponta à outra e isso sim já seria sinal de alarme e uma ideia porca e nojenta.

Também, andarem aos tiros às portagens é coisa de pouco existencialismo. Especialmente porque o Natal dos Hospitais, este ano, brindou-nos, e de rajada, lá está, com as três gerações Carreira. Ora se é para fazer tiro ao alvo ao menos que escolham alvos em movimento. Sempre cria alguma dificuldade ao atirador, não? Digo eu, que não percebo nada de vinganças contra radares de velocidade e a primeira e única vez em que peguei numa pistola, verde, de plástico transparente, foi no já longínquo Carnaval de 69. Há esguichos de água que às curtas distâncias parecem bala real e olhem que elas não matam mas molham. Para falar a verdade já nem sei em que pensar. Mas o existencialismo e a pergunta não me saem da cabeça. Afinal de contas, qual é o nome do Pai Natal?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Rabos De Palha E Pedras No Sapato!

Isto para mim é tudo uma tamanha desilusão, um enorme desapontamento que pode até levar-me a encarar o futuro dos meus futuros filhos com acérrimas reservas do ponto de vista da fomentação do imaginário típico de um adolescente com distúrbios graves ao nível da imaginação fértil. Logo agora que andava tão animado com a distinção do Fado a património da humanidade, e a pensar que o próximo passo poderia ser, e por que não, investir na exportação da sandes de courato ou na internacionalização das filas de trânsito do IC-19, surpreendem-me com esta. Ó cambada. Vis e desprezíveis desmancha-prazeres. 

Jack the Riper (para quem não sabe inglês, o Estripador) sempre fez parte do meu imaginário. A dúvida. O real, a ficção. O mito. Médico da rainha? Inspector da Yard? Membro da alta aristocracia inglesa? ... Pois agora dizem que o “Estripador de Lisboa”, afinal de contas, é de Matosinhos! Fogo, de Matosinhos? Da terra das lotas? Eh pá, pelo menos que fosse de Odivelas ou da Buraca ou, assim já a esticar, vá, da Arrentela. Pelo menos que nos transportes urbanos chegasse ao Terreiro do Paço, no máximo, em cinquenta minutos. Que não fosse pedir muito, alguém em quem acreditássemos capacidade para ir a pé do Intendente ao Rato, sem se perder.

Trolha da construção civil? Então e aquela cena dos cortes cirúrgicos minuciosos? O intestino todo dobradinho para um lado. A vesícula toda direitinha e embrulhada numa página do jornal A Bola. A bílis tratada com jeitinho. A bexiga rota mas acamada no local certo. Afinal este tipo passou a vida a chapar massa e a misturar duas de cal com duas de areia, que é assim, provavelmente, a coisa mais minuciosa que alguma vez deve ter feito (a parte do somar duas porções de duas coisas diferentes). Quanto à credibilidade da captura, fala-se que foi encontrado…e por um jornalista. Com um pouco de sorte este ainda é descendente do homólogo inglês, o que me levará, tenho quase a certeza, a substituir, na minha lista de prioridades, a sandes de courato pela Policia Judiciária.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Colecção Outono/Inverno (IV)!

Mastodon, 22 de Janeiro, Coliseu dos Recreios.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

À Volta Das Coisas Bem Mais Giras!

(à minha irmã…)

Este lado e o outro… Este lado e o outro não estão tão longe assim. O que são os quilómetros no meio de uma vida inteira de imagens unidas pelo mesmo sangue? Visto daqui, o outro lado tem árvores verdes e casas de telhados vermelhos e fábricas e um céu tão azul quanto o meu céu, igualmente azul. Dois lados reflexo do mesmo espelho gigante que ondula ao sabor das marés mais ou menos bravias.

Deste lado ao outro não há distância que barre o conforto de um abraço visceral. Vê-se sempre o que se quer ver e sente-se tudo. Talvez estes lados não sejam meus nem teus e trocaremos se algum dia nos apetecer e se nos der para isso. O meu lado tem o que já sabes e conheces bem. E o teu lado tem coisas que o meu lado não tem, coisas que eu não vejo, eu sei. No fundo, o meu lado e o teu lado não são tão importantes assim. Nunca estivemos em lados opostos, e é do mesmo lado que continuaremos, do princípio ao fim.