Os patos, pelo que me é dado a saber, são aves pesadas e com alguma dificuldade em manobrar. Acredito que a envergadura de asas possa até não ser um problema, que o bico achatado não seja nenhum inconveniente aerodinâmico mas a verdade é que, bem vistas as coisas, melhor para alvo em movimento não há.E quando são daqueles gorduchinhos, assim com uma barriguinha redondinha e jeitosa, imagino que aquilo até deva dar vontade de fazer cócegas no gatilho, ou de fazer o gosto ao dedo, como se costuma dizer. Ainda eles não entraram em velocidade de cruzeiro e toma que lá vai disto, chumbada de meia-noite para o espaço vazio. O pior é que, por este andar, chumbo após chumbo, disparo após disparo, parece que mais difícil só mesmo matar melgas em noites de Verão.
Mesmo assim, entre patos e marrecos algum se há-de safar. Eu até tenho pena de uns e de outros, patos e marrecos. Cada um à sua maneira, acabam por ter o seu encanto. Preocupa-me é saber que andam patos vestidos de azul e a andar em carros brancos com sirenes. Ou os políticos olham para isto com olhos de ver ou vamos passar a comer arroz, de pato, a todas as refeições.
2 comentários:
A vontade de fazer cócegas ao gatilho é uma expressão linda!
Serão mais gansos não? Os objectos de tais balas?
Bjs
Arroz de pato? Não me parece.
Eu apostava em pão seco e um copo de água.
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