quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

These guys have brains!


Se há coisa enfadonha e desinteressante isso é, com certeza, uma conferência de imprensa com um treinador ou jogador de futebol.

Começo mesmo a achar que aqueles senhores utilizam hologramas com comentários pré-gravados para se fazerem representar em frente às câmaras e aos microfones. Ou será algum truque, para os poupar à maçada de terem de ir ali aturar uns quantos abelhudos e intrometidos?

O discurso, esse, é sempre o mesmo, mudando apenas, semana após semana, o nome do clube adversário com quem se joga. As justificações, as previsões, as novidades, as lesões, essas, mantêm-se... por simpatia, elogiam o adversário e armam-se em humildes, falam das dificuldades e do árbitro, e não saem daquilo. E sempre naquele tom empolgante de quem se está a confessar.

Como se já não bastasse o tédio, deram também para armar-se em eloquentes. E lá vão dizendo filosoficamente, "agora, há que levantar a cabeça".
Profundo, sem dúvida!

Perdemos? Há que levantar a cabeça!
Ganhámos? Há que manter a cabeça levantada!
Ganhámos por muitos? Há que levantar a cabeça mas com jeitinho, sob risco de partirmos o pescoço!
Perdemos por muitos? Há que tomar uma aspirina para a dor de cabeça.
Empatámos? O importante é não perder a cabeça.
Fomos roubados pelo árbitro? Cortem-lhe a cabeça.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Agora é que vão ser elas!

Aguardo com pouca ou nenhuma expectativa o início da emissão do novo canal TVI 24, a passar na Cabo, a partir de amanhã!

Aliás, a excitação é tanta que dei-me ao trabalho de pensar nisso nos últimos trinta segundos, e o resultado foi assim uma espécie de Man on the Edge, entre um Enfarte do Miocárdio e uma Depressão Major. Vá-se lá a saber porquê.
Chamem-me sectário à vontade, mas encaro com enorme desconfiança tudo o que vem dali daquelas bandas. Socos, tiros e murros nas trombas, deve ser o lema do novo canal. E se não houver socos, então arranja-se logo umas pauladas, e se não houver tiros, arranja-se logo umas pedradas, e se não houver murros nas trombas, há que mandar umas escarretas para o ar, que elas hão-de ir cair em algum sitio ...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A vida num só dia!

Tecnicamente é já amanhã, mas pronto, pode dizer-se que é hoje que o evento se dá.

Não vou fazer apostas nem adiantar prognósticos. Tal qual dizia o outro senhor, "prognósticos, prognósticos só no final". E a "Cerimónia dos Oscar" é fértil em surpresas e em trocar-nos as voltas, ou mesmo a deixar-nos com um ligeiro sabor a frustração.

É de madrugada. Liguem-se a Los Angeles. Vale sempre a pena...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

HEAVY METAL!

O trânsito anda um caos. Estacionar é uma lotaria. Conduzir é uma aventura.

Não conheço nenhum sucateiro de profissão, é verdade, mas, ainda assim, a imaginar um desses metaleiros, não consigo deixar de os ver feios, porcos e maus. Preconceito? Provavelmente...

Gostava, todavia, de conhecer algum. Mesmo que este fosse muito feio, muito porco e muito mau. E não por reconhecer ali uma possibilidade de cunha, um dia em que ficasse enrascado com um pedaço de lata nas mãos. Apenas, isso sim, me daria bastante gozo vê-lo a trabalhar, e a fazer em cacos todas essas relíquias de quatro rodas, abandonadas, pelas ruas de Lisboa.

É que se um pneu em baixo é normal, dois pneus em baixo é sinal de alarme; e se três pneus em baixo é coincidência a mais, já quatro pneus em baixo é lata abandonada na certa...

Mas quatro pneus em baixo, pintura de ferrugem e teias de aranha, isso, é caso para perguntar se não há nenhum serviço na Câmara que se ocupe destas coisas...

...mas rápido, e sem dor.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Welcome to the Silly Season!

Para mim que gosto de ficar na cama até à última, tomar banho e pôr-me a andar para o trabalho num abrir e fechar de olhos, nem quero imaginar quanto tempo é que estes mauzões demoram a retocar a maquilhagem e os adereços, antes de saírem de casa para mais um dia de chacinas e matanças.

Por outro lado, por esta altura em que se aproxima a silly season do Carnaval, acredito que todo o esforço e sacrifício feitos ao longo do ano venham a ser compensados. Quem passa a vida a esborratar os olhos com cores gore, a asfixiar com as máscaras faciais sempre que tem de correr para apanhar o autocarro, ou, simplesmente, a ser gozado com expressões do género "este pensa que está no Carnaval", vai agora, por fim, ver a velha máxima do "esforço compensa" dar os seus verdadeiros frutos.

Se estão a pensar em imitar estes caros concidadãos, e tentar fazer-lhes frente na verdadeira arte de mal vestir, especialmente ao som de umas enjoativas batucadas cariocas, então, gabo-vos a paciência. Mas não se entusiasmem muito com os ovos podres, os sacos de farinha, os preservativos de urina ou as bombinhas de mau cheiro, é que se matam alguém por acidente, isso só vos vai dar chatices e complicar-vos a vida.

Hollywood preza muito os seus próprios vilões, e não estou a ver um Massacre no Texas, um Halloween, um Sexta Feira 13 ou um Pesadelo em Elm Street com um Cabeçudo de Torres Vedras...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Menina da Pastilha Elástica!

Não sou a favor da generalização de medidas proibicionistas. Nem da da obcessão por regular tudo e mais alguma coisa. Proibido isto, proibido aquilo...uma chatice. Para não dizer que isso rebenta com os nervos de qualquer um. Mas, enfim, pelo que me apercebo, cada vez mais, os tempos não estão para os cumpridores, para aqueles que, de uma maneira ou de outra, ainda conseguem compreender o verdadeiro significado da expressão viver em sociedade.

Como se não bastasse a menina ter entrado atrasada quase vinte minutos depois do início do filme, de me ter pisado os pés duas vezes, de me ter enfiado com um casaco peludo pelos olhos a dentro, de me ter dado um verdadeiro banho de perfume enjoativo, de ter estado uma eternidade para colocar o telemóvel no modo de silêncio, de ter ficado dez minutos a fazer o relatório ao namorado acerca do motivo que a levou a chegar atrasada, passou o resto do filme a comer pastilha elástica de boca aberta e a fazer estalidos com o referido brinquedo, tal qual fogo de artificio da Madeira, na noite da passagem do ano.

Entendo por bem esclarecer dois pequenos detalhes que, ainda assim, não são de tão menor importância quanto isso:
O primeiro, prende-se com o facto de, em boa verdade, a menina a que se refere o título ser, à vontade, uma menina na casa dos trinta, para cima. Mais do que motivo suficiente para se saber comportar. Segundo, apesar do intenso aroma, e do interesse que isso vos possa suscitar, desculpem-me mas, por total incapacidade própria, e porque, apesar de todo aquele ruminar sonoro não ter perdido a atenção no filme, não consegui descobrir de que marca era a tal pastilha elástica.

Todavia, pareceu-me que a marca da menina era a das Chatas e Mal-Educadas!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Another Bad News!

É abominável a forma como determinada comunicação social mexe e remexe com a vida pessoal das figuras públicas. Especialmente aquelas que não estão minimamente interessadas em ver a sua vida constantemente em capas de jornais e de revistas. Em fotos distorcidas e em manchetes sensacionalistas.

Por essa razão não lhes invejo o frete, nem a condição. E acredito até que, muitas das vezes, dê vontade de rebentar e de agir como o Michael Douglas, em Um Dia de Raiva. Levar tudo à frente, ao murro, ao pontapé, e à estalada. Quando não à lei da bala...

Faleceu o pai do ex-Primeiro Ministro, António Guterres. E de acordo com a primeira página do Jornal 24 Horas, em grande destaque, lá se pode ler que o ex-Secretário Geral do PS se desfez em pranto. E já agora, quem era o senhor? Vai o país ficar abalado com tal acontecimento? Vai ser, por acaso, decretado algum dia de luto nacional?

Todos temos direito à nossa privacidade. E este mau hábito de fazer noticia à custa da família das pessoas, de algo que não é notícia coisa nenhuma, é deveras indecente.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O que é Tradicional é bom!

Volta e meia lá ouvimos dizer que o Comercio Tradicional está a sufocar com as grandes superfícies. Que os números, esses, não enganam. Que já nada é como era dantes. E que, está à vista de todos, a tradição já não é o que era....

Sei que anda por aí uma moda de lojas, em sítios muito bem frequentados e, por sinal, por gente bem endinheirada, que voltaram a vender aqueles produtos tão bonitos, tão giros, tão engraçados, tão queridos, que os nossos avós e pais usaram na juventude.

Ora, o que me parece a mim é que isso, a bem dizer, nada tem a ver com tal comercio tradicional. A isso, eu dou, simplesmente, o nome de pieguice. Na verdade, a mais pura e melada pieguice. E sinto-o porque eu,piegas como sou, me derreto todo por esses produtos dos anos 50/60/70.

Mas a questão do comercio tradicional é outra coisa completamente diferente. Ó senhores Manéis, Joaquins, Fernandos, Antónios e C&A... então os senhores, com essa idade, que já podiam era estar a gozar da reforma, e a enriquecer por venderem as lojas à Zara, à Levis, à Swatch, à Globe...acham mesmo que é a vender ceroulas, penicos, naprons, colheres de pau, dedais, fósforos, assadores de barro e galochas que vão conseguir combater esse vil monstro que dá pelo nome de Centro Comercial?

Não sei se viram na SIC, mas, o Sr. Doutor foi desta para melhor há já uns bons anos, e isto do Imperialismo entrou por aqui a dentro como faca quente em manteiga de alho.

É que... bom, bom, hoje em dia, só mesmo o Pudim Boca Doce ou umas bolachinhas de água e sal, da Nacional, a acompanhar com doce de tomate...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uma Vida Privada!

Afinal, o Sr. Doutor até tinha uma vida. E, como se não bastasse, privada, vejam bem. Mas a princípio, confesso, ainda me assustei um pouco, pois isso de Vida Privada pode ser um verdadeiro pau de dois gumes.

Assim, pensei para os meus botões: será que é agora que vamos descobrir que o Sr. Doutor gostava de beber um leitinho quente antes de se deitar? será que ficaremos a saber se o Sr. Doutor aproveitava as idas ao WC para estudar os dossiers dos presos políticos? será que o Sr. Doutor era daqueles que gostava de molhar o papo seco na chávena do café? será que o Sr. Doutor ouvia às escondidas o I Cant Get No Satisfaction, dos Rolling Stones? será que o Sr. Doutor gostava de cantarolar no duche?...

Olhem, uma desilusão. Tanta coisa para descobrir que o Sr. Doutor até era humano, e que lá foi tendo os seus namoricos e excitações.

Estas séries com a Soraia Chaves deixam-me sempre com a pulga atrás da orelha. É um pouco aquela célebre frase cinematográfica do "tenham medo, tenham muito medo". Porquê? Não sei! Mas dá-me sempre para desconfiar.

Desejo que o Diogo Morgado não tenha ficado com problemas de pele, fruto daquela caracterização estupenda(mente má) à base de produtos Made in China.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Uma MARIA vai com as outras...

Esbocei um sorriso e vi perfeitamente que a senhora não gostou....

É que não fiz aquilo por mal, ou muito menos com a intenção de proferir qualquer tipo de juízo de valor. Digamos que foi apenas um inocente desabafo interior,vá. Isso, sim, confesso. Mas nada mais.

Senti-me, de imediato, a ser barbaramente vasculhado e revistado de alto abaixo. E ainda por cima sem mandado de busca. O que, aos olhos da lei, tornou toda aquela observação um acto absolutamente ilegal. Apercebi-me que a senhora queria um vingança a quente, rápida, impiedosa, eficaz, assim à boa maneira da justiça popular. Mas para mal dos seus pecados eu não trazia nada nas mãos; nem a Maxmen, nem a FHM, nem a Playboy, nem a Hustler...nada. Como se diz nos filmes, estava absolutamente limpo.

O que acaba por valer à senhora, de meia idade, que até nem tinha mau aspecto, não senhor, é que apesar deste meu ar de tenrinho, até já passei a barreira dos 30. Mesmo para mim, que não percebo nada de Direito, é-me fácil de perceber que uma coisa é uma revista sem mandado. Outra, totalmente diferente, é uma revista sem mandado e com pedofilia à mistura.

Assim, para amenizar toda aquela situação constrangedora, prontifiquei-me, sem hesitar, a dar-lhe passagem e prioridade no pagamento.

Então, fazendo-me eu, também, um pouco de distraído, lá consegui ver um blusão de marca, uma camisola de marca, umas calças de marca, umas botas de marca, uma chave de carro de uma grande marca, um relógio de marca, um masso de tabaco, pastilhas e.....a Revista Maria!

Ainda estive para confortar a senhora dizendo-lhe para esta não se preocupar. Primeiro, porque seria mais provável eu ganhar o Euro-Milhões, do que nos voltarmos de novo a encontrar. Segundo, porque me ficou claro que aquela revistinha era para a mulher-a-dias, imigrante ilegal, a quem a senhora dá emprego.

Tudo isto, apenas, para dizer que a notícia de despedimentos nos Jornais diários me dá alguma tristeza...Falta de clientes, pois!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Meu Querido Mentecapto!

Meu querido , este Post é te dedicado a ti...mas não apenas a ti, para ser sincero.

É também dedicado a todos os outros que como tu se divertem a rabiscar em tudo o que é sitio, como se isso fosse a coisa mais interessante de fazer do mundo. É que sabes, devo dizer-te que tens andado mais do que enganado este tempo todo. Distraído? Pode até ser. Mas há palavras mais fortes capazes de definir esse teu desarranjo social/mental...

De facto, fazer rabiscos em paredes não é o que de mais proveitoso se pode fazer durante o dia/noite. Já alguma vez experimentaste usar o papel? Conheces? Acredita que há tipos como nós - sim, como eu e tu, de carne e osso -, que vivem de uma coisa chamada Pintura, e de outras formas de expressão associadas. Isto pode parecer-te estranho mas, a verdade, é que vivem disso.

Imagino eu que nem saibas sequer o que é um graffiti. Daqueles que nos fazem parar quando vamos a andar a pé, na rua. Daqueles que têm cor, têm arte, têm arrojo, têm forma... Gostas de assinar?...É que até os analfabetos assinam, meu querido. Já ouviste falar da letra X?

Estás, portanto, muito longe da melhor forma de empregares o teu precioso tempo de vida. Ou não me digas que quando a máquina se desligar, aquilo que mais desejas é que te ponham meia dúzia de canetas de feltro preto no bolso, para levares para a tumba....???

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Na Terra dos Dinossauros!

Para quem tem um horário considerado normal de trabalho, o simples facto de ter de ir levantar uma carta registada aos Correios pode ser uma valente dor de cabeça. E como se por vezes já não bastasse o ter de ir aos Correios, ainda ter de ir ao Banco, à Junta de Freguesia, aos Serviços Municipalizados ou às Finanças, tudo isso junto pode ser o chamado cabo dos trabalhos.

Ao fim dos primeiros quinze minutos na fila, à espera de sermos atendidos, começamos a soprar para o ar e a abanar uma das pernas como se estivéssemos num concerto. Ao fim da primeira meia hora já só pensamos "porquê eu, por que raio tinha de me acontecer a mim?". E depois da primeira hora completa de espera, então, já chamamos nomes ao funcionário e dizemos o quão este é antipático, desinteressado, incompetente, isto e aquilo... Em suma, é um stress e um desespero.

Mas desenganem-se se pensam que a culpa é do Sistema, ou do coitado do funcionário, que até nem tem hora de almoço fixa e que não pode ver a Selecção no Europeu/Mundial sempre que os jogos são a meio da tarde. Nada disso, os verdadeiros culpados dão pelo cognome de "Reformados". Sim, esses mesmos. Esses de quem se passa a vida a falar que não têm dinheiro nem para um café na Mexicana.

Como são pessoas tão atarefadas e cheias de compromissos inadiáveis, nomeadamente, o de não poderem perder nem dois segundos da Praça da Alegria, toca de levantar da cama às cinco da manhã e ir assentar arraiais à porta da Repartição de Finanças. E é vê-los ali, uns atrás dos outros, todos encarquilhadinhos, faça chuva ou faça sol: "Ai que me doem as costas", "Ai que o reumático isto", "Ai que o governo é mau", "Ai que o gato fugiu", "Ai se o Salazar fosse vivo"...

Então mas o objectivo de se estar reformado não é mesmo o de não fazer nenhum? O de deitar tarde e levantar ainda mais tarde? O de tomar o pequeno almoço à hora do almoço, o almoço à hora do jantar, e o jantar à hora da Seia?

Avós deste nosso país, deixem lá isso de madrugar para quem tem de ir trabalhar e não pode chegar atrasado ao emprego. Não se esqueçam que quando se diz "de manhã", se pode estar a falar numa qualquer hora até à hora de almoço. Assim sendo, aproveitem a caminha, o cobertor e o saco de água quente. Tomem o vosso cafézinho descansados lá para meio da manhã e depois, então, se acham que não podem viver sem isso, vão lá chagar a cabeça aos tipos das finanças antes da hora de almoço.

Ah, e não se esqueçam, ou se acham que se esquecem, escrevam num daqueles papeis pequeninos, de cor amarela, daqueles que se colam aos dedos, o seguinte; "depois do almoço há uma coisa que se chama Tarde, onde, normalmente, tudo está aberto e pronto para nos receber..."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pé-ante-Pé!

Para além de se poupar no gasóleo e de se contribuir para a diminuição do trânsito na cidade, o facto de andarmos de Metro, ou de outro qualquer transporte público, dá-nos uma possibilidade infinita de observar tudo aquilo que nos rodeia .

E então não é que ainda há malta que continua numa do culto do "pé de gesso"??? E malta nova, digo; nada de velhotes, turistas ingleses ou imigrantes de leste.

Bem, uma coisa é viajar de pé, fazer aquele ar de ensonado e de aborrecido de quem vai para o trabalho e não dar nas vistas. Vive e deixa viver, não é o que se costuma dizer? Mas outra, completamente diferente, é estar sentado com o rabo no banco, de pernoca cruzada, com um sorriso de orelha a orelha, headphones nos ouvidos, a trautear vá-se lá a saber o quê, e como se não bastasse, estar com a calça pelo meio do joelho a mostrar a meia branca.

Ó rapaziada, vamos lá a deixar essa peúga do risco azul /vermelho e da raqueta, ainda por cima sem marca. Já é tempo de mudarem assim para uma coisinha mais sóbria e que não ofusque tanto ao olhar.

Se, todavia, consideram que isso é alguma espécie de fétiche, então, no caminho de casa, dêem uns pontapés nuns caixotes do lixo ou atirem-se pelas escadas abaixo do vosso prédio. É que uma ligadura elástica branca não dá tanto nas vistas e sempre gera alguma compaixão...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Um Choque de Gerações!


O meu espólio musical resume-se a uma meia dúzia de CD's, espólio esse que abarca uns quantos estilos, dos mais barulhentos, aos mais angelicais. Quanto a isto, digamos que não me queixo da quantidade, nem da oferta, nem da possibilidade de escolha.

Sou daqueles que gosta de cheirar o booklet de um CD acabado de comprar. É uma espécie de ritual ao qual não resisto e um prazer ao qual não me nego. Por isso corro as Fnac e desbravo as lojas em segunda mão, sempre à procura das novidades e das pechinchas.

Se me for imputada uma qualquer espécie de dependência, então, humildemente, reconheço-a e admito que tenho um problema de adicção. De facto, isto é algo que se apoderou das minhas fraquezas por altura da adolescência, há já uns anos. Quem diria que me deixaria apanhar assim nas malhas do vício? E parece-me que é crónico, e irreversível....

O pior de tudo é que não há dia que não me sinta tentado a experimentar algo mais pesado. Conheço os riscos mas, mesmo assim, parece ser mais forte do que eu.

Há por aí algum grupo que ajude a ultrapassar estas coisas?...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Não há fome que não dê em fartura!

Há mártires que atravessam gerações. Por isso, especialmente, inspiram-nas, fundamentam a sua existência e mantêm acesa a chama da esperança, da crença e da determinação. Tudo isto porque, a certa altura, não se limitaram apenas a verbalizar ou a apregoar convicções numa perspectiva puramente teórica. Ao invés, concretizaram ideias. Passaram das palavras aos actos. Agiram.

Então, por isso mesmo, não é mártir quem quer. Esse é um estatuto que não se obtém num simples abrir e fechar de olhos, ou num instintivo estalar de dedos. Não! Um mártir que é mártir tem de fazer por isso. Tem de suar as estopinhas. Comer do pão que o diabo amassou para se tornar alguém verdadeiramente reconhecido.

Um mártir luta porque acredita!

Mas o verdadeiro perigo reside naqueles que, sem olharem a meios, vivem obcecados pela fama a qualquer custo. Indivíduos que à noite não dormem nem deixam dormir, deslumbrados por uma visão fantasiosa e distorcida da realidade.

Nos anos 80 queixámo-nos à boca cheia da falta de produção nacional. Queixámo-nos da Globo, da Bandeirantes. O horário nobre era uma coisa para levar a sério e pela qual valia a pena lutar. A "hora da novela", sagrada! E assim foram feitas experiências; Vila Faia, Palavras Cruzadas, Passerelle, Origens, todas elas servidas em doses qb, espaçadas no tempo.

Actualmente, e agora que ganhou moda, ando farto de tanta "telenoveleta" nacional. Já não as suporto, já não tenho paciência. Isto para não falar na baralhação que vai na minha cabeça com tantos actores que se repetem pelas novelas dos três canais principais.

Parece-me que a culpa é do Caniço, que na altura da Chuva na Areia deveria mas era logo ter sido censurado da televisão, por se tentar armar em mártir, cortando os tomates...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um Top de banalidades!

Gostava de não ter qualquer motivo para escrever estas próximos linhas. Todavia, e infelizmente, de cada vez que dou um pontapé numa pedra logo de lá salta mais um.

Começo a ficar preocupado com o ridículo a que chegou o programa Top+, que a RTP1 transmite aos sábados, depois do almoço. É que se aquilo é que é um exemplo do que deve ser o tão falado Serviço Público, então, mandem a Judite de Sousa para a TVI, o José Rodrigues dos Santos de volta à BBC, e fechem as portas. Sempre nos sai mais barato.

Gosto de ouvir música, gosto de tocar música, gosto de falar de música, gosto de ler sobre música, gosto de ouvir falar de música... precisamente o oposto daquilo que a Isabel Figueira e o Francisco Mendes fazem nesse programita cada vez mais reles.

Compreendo que um programa deste género esteja sujeito à ditadura do mercado. É uma realidade incontornável. Uma necessidade imperiosa do ponto de vista financeiro, de certo. Mas que diabo, num programa que pretende dar a conhecer o que de mais actual se passa no mundo da música, o melhor que consegue é dar telediscos do "Ruca" e do "Areias é um Camelo"???? Com intervalos para publicidade quase de minuto a minuto????

Preocupa-me esta ignorância que se transmite. E que, de certa forma, acaba por explicar a banalidade do nosso Top de vendas. Fraco, muito fraco.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Afinal, estamos no bom caminho!

Tantas e tantas vezes se disse que Portugal é um país de doutores e engenheiros.
Ora, a ver pela quantidade de empresas que fecham diariamente, e por tantas outras que fogem para países do terceiro mundo (um terceiro mundo um pouco pior do que o nosso), então, se assim é, de facto, devem ser muitos os canudos por aí enrolados, vá-se lá a saber onde, e a servir, vá-se lá a saber de quê.

Claro que essas coisas de bocas são sempre de se relativizar. De outra forma, aquilo da "geração rasca" tinha sido o meu fim e dos tipos da minha idade.

Tudo isto apenas para servir de intróito a uma constatação de senso comum que tive recentemente. E nem se trata sequer de uma divagação, como tantas outras vezes. Nem de ironia, e muito menos de sarcasmo. Não, de maneira nenhuma!

Portugal, agora, é um país mais de empresários e de actores/actrizes. Sim, a ver pelos programas e revistas "cor de rosa", não há nobre gente que não seja empresário ou actor/actriz. Estas sim, são as profissões da moda. Mas, bem vistas as coisas, é algo que pode deixar totalmente descansados os nossos políticos. Desta forma, não há como este país não ir para a frente. O sucesso está a assegurado.

Com tal espírito empreendedor, surgirão fábricas e o aparelho produtivo voltará a ganhar um novo fôlego. As terras no interior voltarão a ser cultivadas e a agricultura voltará a dar lucro. Serão criados milhares de postos de trabalho. O volume de exportações ultrapassará o volume de importações. O produto interno bruto crescerá a olhos vistos. E o défice baixará para valores mínimos.

Quanto aos talentosos actores e actrizes, todos os anos, pelo menos dois ou três dos Morangos com Açúcar ganharão um Óscar, um Bafta, um Leão de Ouro ou um Urso de Ouro.

A Caras, a Flash, a Lux, a Gente, a VIP é que sabem, elas é que estão bem informadas. Afinal, estamos no bom caminho... Boa!