Os escaldões (não as queimadas, nem os incêndios) podem muito bem ter-se tornado no objecto de culto mais valioso e desejado por estes dias. Democráticos quanto baste, os verdadeiros escaldões, apartidários à nascença, que não olham a tendências ou a modas, que não cedem nem a pressões camufladas nem a dicas indecorosas, que respondem a todas as perguntas e mais algumas, quando nascem, nascem para todos e não se deixam influenciar nem por extractos bancários, penteados, marcas de fato de banho nem, muito menos, pela cor dos chinelos.Os escaldões (não as queimaduras, nem os esquentamentos), na moda e a ganhar raízes por essas praias fora, de manhã à noite, são o copo a mais na mistura de bebidas que nos põe tontos e nos faz vomitar no tal jantar em que até tínhamos de nos portar bem. Tiranos quanto baste, os verdadeiros escaldões não se deixam iludir pela cor da pele, ignoram a altura e o peso e, porventura, um dia destes, vamos vê-los por aí a fazerem parte de um catálogo de descontos de marcas de telemóveis, prontos a serem trocados por pontos acumulados, em senhas do IPO.
2 comentários:
Eu cá dispenso escaldão e dispenso a senha para o IPO...não obstante ser branquinha e ter tanta pinta como um dalmata, uso e abuso do protector solar...:)
Quem não quer o belo do escaldão? A bola de Berlim e o Frut'ó'chiclate já está fora de moda...
Adorei ^^
Boa semana*
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