
De há uns anos a esta parte comecei a não ligar aos ditos
"Dia de...", para não falar nos "
Dia Mundial de...". E a explicação é simples! Às tantas, vi-me subitamente rodeado por cada
"Dia de...", e
"Dia Mundial de...", que a minha vontade imediata foi mais a de me enfiar num buraco que, propriamente, por-me a comemorar o que quer que fosse. É que parece-me que alguns desses
"Dia de...", ou
"Dia Mundial de..." são coisas absolutamente
ridículas e idiotas.
Ainda para mais, quando esse famoso
"Dia de...", ou
"Dia Mundial de...", traz por acréscimo uma forma encapotada de abrir os cordões à bolsa, envolto em campanhas publicitárias agressivas de incentivo ao consumo fútil, é algo que dispenso logo, ou melhor, e utilizando um pouco de
linguajar futebolístico, é de imediato um valente chutar para canto.
Assinala-se hoje mais um desses
"Dia de..." que até, bem vistas as coisas, tal é o seu impacto global, acaba por ser um
"Dia Mundial de...". Ora o dia, à semelhança do de ontem, e do de amanhã, terá também 24h completas, e nem um segundo mais, nem um segundo menos. Isto acaba por ser agradável, diga-se, pois se fosse um
"Dia de...", ou
"Dia Mundial de ..." diferente dos outros - por exemplo, se só tivesse 12h -, a termos de fazer a divisão de tão preciosos minutos, tendo em conta a
necessidade de dormir, almoçar, jantar, lanchar, lavar a loiça, ir ao supermercado, entre outras coisas, pouco ou nenhum tempo nos restaria para ir trabalhar. Ou seja,
estaríamos agora a comemorar um
"Dia de...", ou
"Dia Mundial de..." com uma enorme percentagem técnica de
abstinência laboral, vulgarmente conhecida por Desemprego.
Mas pronto, a saber, o dia lá terá as tão necessárias 24h, e em 24h, até que já dá para dormir, almoçar, jantar, lavar a loiça, ir ao
supermercado e, pelo meio, ir trabalhar. Ufa, que sorte!
Tenham um feliz
"Dia de..." ou, se preferirem, um feliz
"Dia Mundial de...", com 24h
.