domingo, 30 de novembro de 2008

Visões de Natal!

Há uns anos, não tantos quanto isso, o Natal fazia-se anunciar numa conversa entre um velhote e a sua neta. Estava lá a árvore de natal, estavam lá as luzes, as velas, os chocolates, as prendas...
Em Dezembro era assim, pelo menos, uma vez por noite.
Agora, alguém se lembrou de inventar a "Popota". A Popota???
O diminutivo percebe-se. É orelhudo. Mas não deixa de ter um ligeiro toque de foleiríce. Soa a alguém a comer batatas fritas com a boca aberta...
Assim à primeira vista, a "popota" faz-me lembrar a Pantera Cor de Rosa, mas sem estilo, sem charme, sem piadinha nenhuma. Ainda para mais, a pantera é elegante, já a popota, por outro lado, bem que podia começar a arranjar um plano de treino intensivo para perder uma ou duas toneladas.
O mal que os hiper e supermercados fazem ao natal...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Trabalhar ou a Arte do Improviso?

Detesto fazer as coisas em cima do joelho! Detesto!
Profissionalmente, prefiro planear e antever o que pode vir. Não confiar na sorte. Embora, claro, também a procure.
Sei que saber improvisar pode fazer a diferença em determinadas circunstâncias. Mas acredito que o improviso não é um método de trabalho. Aliás, não pode ser.
Sou confrontado, no dia-a-dia, infelizmente, com gente que, tão segura de si, usa o improviso como se, de facto, essa fosse a melhor das ferramentas. Gente que não sabe trabalhar de outra forma. O improviso está-lhes no sangue.
Por vezes apetece-me mandar um berro e perguntar, bem alto, se não há ninguém à volta que fique com pele de galinha só de pensar que um relatório importante é escrito quinze minutos antes de ser entregue, ou que o número de tarefas é tão grande, à cabeça, que se há coisa que nunca se conseguirá atingir é a tão famosa qualidade.
Está visto que, para muitos, trabalho que é trabalho só se faz com um ligeiro toque de arte.
Ou será mais de artesanato?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um Sinal dos Tempos (Vermelho de mudança)!

Há restaurantes assim.
Restaurantes que comprovam que a Teoria do Reflexo Condicionado de Pavlov, de facto, é uma teoria válida.
Para mim, "O Sinal Vermelho", na Rua das Gáveas, no Bairro Alto, em Lisboa, é um desses casos, ou seja, sinónimo de satisfação gastronómica. Não há vez nenhuma que pense em ir lá que não fique logo com água na boca.
No passado sábado, 21:00, a mesa estava reservada para seis. Chegámos cinco. Deram-nos uma mesa para quatro... Fiquei à cabeceira.
Então, onde está o tratamento especial para a clientela mais antiga?
Onde estão os empregados que já conhecemos há anos?
(Os de agora falam num português com sotaque do outro lado do Atlântico e gostam de dizer piadas parvas)
Um, dois, três encontrões na cadeira...Deixe lá, não faz mal.
As Pataniscas com Arroz de Feijão? São para nós, onde é que já ia com isso?
Confesso que, de um momento para o outro, o meu reflexo condicionado ficou ligeiramente beliscado...
Mas pronto! As Plumas de Porco Preto com Migas de Broa e Couve Portuguesa continuam divinas; já para não falar do Bolo de Chocolate com Suspiro, ou do Cheesecake de Frutos Silvestres.
O Sinal Vermelho é apenas mais um sinal de que os tempos vão mudando em todo o lado.
Ainda assim, por enquanto, considero que vale a pena continuar a praticar exercício físico com regularidade, pois há que não enferrujar e manter os reflexos certos...

sábado, 22 de novembro de 2008

Chuck Wallberg (I)

Quando Chuck Wallberg nasceu o mundo estava do avesso.
Ficara provado que duas revoluções no espaço de três estações seguidas nada trouxera de benéfico. Os continentes depressa mergulharam num período de obscuridade. Os países tornaram-se ingovernáveis. As cidades ficaram a saque. As ruas transformaram-se numa zona de morte.
De um momento para o outro, numa questão de poucas semanas, palavras como Lei e Ordem deixaram de fazer qualquer sentido. E de praticar não durou assim tanto. Cada um passou a ser dono e senhor de si mesmo. Único responsável pela sua própria segurança e pela dos seus.
O Direito desapareceu. O Sistema Judicial foi absorvido pela onda de desobediência generalizada. As policias desmembraram-se mal os ordenados deixaram de ser pagos.
Não demorou muito até as casas ficarem sem luz, sem água, sem gás. Sobreviver foi, então, o que todos e cada um passaram a fazer. E acordar passou a ser um acontecimento a comemorar. Morrer durante o sono passou a ser a maior das dádivas.
Em pouco tempo, milhares e milhares de pessoas abandonaram as cidades. Abandonaram tudo e decididas dirigiram-se aos campos, às paisagens rurais, à procura de alimento. Acreditaram que lá, nessa terra virgem e praticamente desabitada, encontrariam animais selvagens, dos quais se passariam a alimentar, até as coisas voltarem ao normal. E quando seria isso? Estaria esse momento para breve?
Ora esta ilusão de salvação durou pouco tempo. A realidade abateu-se num ápice e de forma cruel. Pois os campos das aldeias há muito que haviam ficado desertos. Foram duradouros os tempos de ganancia das grandes cidades a quem ninguém, ninguém mesmo conseguira resistir. Assim, os campos férteis tinham morrido. Os animais selvagens tinham deixado de existir. Estavam agora única e exclusivamente cercados pelo destino. Por nada mais. O horizonte passara a ser uma linha para lá de um imenso nada sem vida e desinteressante.
O que se seguiria, ninguém conseguia adivinhar...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Thank God it's Friday!

As sextas-feiras fazem-me bem e, por sinal, cada vez mais.
Sinto que não é uma coisa que tenha surgido hoje, vinda do nada. Pois, desde que me conheço que este dia me dá uma energia diferente. Acordo à sexta e pronto, já está. A motivação sobe em flecha e logo se vai a mal disposição (caso exista).
Não aproveitar o ânimo que a sexta nos dá é um sacrilégio. E acordar a uma sexta sem um sorriso nos lábios é um contra senso.

A sexta à noite é um universo de infinita sensação de bem estar. E amanhã que é sábado. E depois que ainda é domingo...

Depois desta semana de noites em claro palpita-me que esta sexta seja para esquecer.

Parece-me que vou passar directamente de quinta para o sábado tal é o sono que ainda não me largou desde o momento em que acordei.....com um sorriso nos lábios, obviamente.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Carpenter (II)


- Porque à época, em filme, me pareceu o retrato mais surreal de Nova Iorque depois de "Planet Of The Apes".

- Porque é uma grande aventura.

- Porque Snake Plissken é o anti-herói que todos gostávamos de ser.

- Porque já não se faz SciFi assim.

- Porque é, simplesmente, Carpenter em boa forma.

- Foi na Cinemateca, na passada segunda-feira.

- Por que raio é que tive de estar a trabalhar?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Foi fraquinho?...foi!

Deu sono? ... deu!

Esperava-se melhor? ... sim!



Enfim... 1-0... vencer é importante.

sábado, 15 de novembro de 2008

Off With Their Heads Tour!

Se andam desatentos, acordem!
Se precisam de umas duas horitas em alta rotação, não percam!
Passem a palavra!
Dia 01FEV09, Coliseu dos Recreios, em Lisboa...KAISER CHIEFS!
The boys of the Angry Mob are back...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Psst! Ó Caixa d'Óculos...

O Computador é uma das maiores maravilhas saídas da inteligência humana.
Ele dá para fazer tudo e mais alguma coisa e poucos são os que conseguem passar um dia que seja sem lhes dar uma espreitadela.
Mas que raio de tontura é esta? Mas que raio de enjoo tão esquisito!
Em Agosto aconteceu-me mais do que uma vez e eu...queres ver que vou ser apanhado na malha dos óculos...
Hoje, finalmente, lá fui ao Oftalmologista.
Olhe para ali para o fundo - disse-me ela. - consegue ver aquelas letras?
Sim, sem problemas! (não têm nada mais difícil que isso?)
E assim?
Perfeitas - respondi. - nítidas.
...
Olhe, o que lhe aconteceu foi episódico, você vê bem e não precisa de se preocupar.
Pois, ainda bem, é que gosto muito de ler, leio muito.
Faz bem, e pode continuar a ler, sem qualquer problema. Mas já agora deixe cá ver uma coisa apenas para confirmar. Olhe para ali. Não mexa a vista. Não a desvie da luz.
(silêncio)...(mais silêncio)...(muito silêncio)
Venha aqui comigo. Para vermos noutro aparelho. Costuma ter enxaquecas?
Não!
Pois, isto não é nada. Não é nada para se preocupar.
Sim???
Olhe, mas para descargo de consciência vamos fazer um TAC crânio-encefálico. Não é preciso ficar ansioso.Tenho a certeza que não é nada.
Eu até agradeço a preocupação, acredite. Obrigado
...
E estava eu preocupado em que me começassem a chamar caixa d´óculos...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

...cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

As palavras combinam na perfeição.
Melhor, combinam e fazem rima. Uma rima ligeira, uma rima sábia; que soa bem. E tanto assim é que o povo não perdeu tempo. Toca lá a fazer delas um ditado popular. Até porque os ditados populares não pertencem a ninguém, são de todos e para quem é supersticioso ajuda.
Ai como anda esta cabeça...
Uma, duas, três da manhã???
Alguém me lembra da primeira parte, s.f.f.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Velha ou Antiga?

Para começar, adoro Lisboa!
Nascido e criado por aqui é, também, agora, por aqui que vivo.
Mas então, Lisboa, cidade de tantos predicados, é uma cidade Velha ou Antiga?
Este fim-de-semana, numa dessas reportagens parolas, típicas dos nossos telejornais, em que quase se obriga os estrangeiros a bajularem-nos e a dizerem-nos o quanto nos adoram, lá voltámos ao mesmo.
O senhor era alemão, simpático, bem disposto, em férias..."O que gosto em Lisboa? De tudo! Dos prédios velhos, das ruas velhas, dos velhos...Lisboa é isso mesmo, uma maravilhosa cidade velha"
Pois...quando fui à Alemanha, a Munique, também adorei a cidade. Do que gostei mais? De tudo! Dos prédios antigos impecavelmente restaurados, da arquitectura de traçado antigo em perfeita sintonia com os prédios mais modernos, dos espaço verdes enquadrantes dos monumentos antigos...
Lisboa é e sempre será uma cidade antiga. A incompetência das políticas camarárias é que a transformaram numa cidade velha, abandonada, ferida em cada rua, em cada avenida, remendada...
Parece-me é que já ninguém repara...é que quando se olha com atenção, até dá dó...

domingo, 9 de novembro de 2008

Quantum Of Solace




As engenhocas já não são as mesmas!
As piadas estão mais ligeiras!
As beijoquices mais subtis!
Os inimigos já não são os de outros tempos!
...


E sabem que mais...ainda bem!


James Bond está melhor do que nunca. Mais real, mais cru, mais duro, mais Bond...



Ian Flemming, onde quer que esteja, deve estar orgulhoso desta nova aventura do seu James.

Jack White e Alicia Keys também estão de parabéns, conseguiram manter o espírito da banda sonora intacto e imaculado.

sábado, 8 de novembro de 2008

Premiere & DVD

Por que razão não temos nós os mesmo direitos que os americanos, os franceses, os checos, os russos, os brasileiros...?

Alto, parece que, afinal, até temos, de facto.

A Premiere portuguesa anda de novo pelas bancas.
O nome mudou para Premiere & DVD, mas o espírito está lá todo. Dêem uma vista de olhos. E apercebam-se, assim, do que está em cartaz. Eu vou começar pelo conselho espelhado na capa da edição de Novembro.

007, a ordem é mesmo para ir ver...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

The Return of Evil.


Ele está de volta!

Sim, John Carpenter regressou.

Até ao final do ano, na Cinemateca, mesmo que seja apenas em jeito de reposição, não se deve perder a oportunidade.

"John Carpenter - Memórias de um Homem Bem Visível" é o título do ciclo.
A abertura, com introdução, ao vivo, de Benard da Costa foi um ponto alto.
Não se acanhem, vão até lá.
Carpenter merece. A Cinemateca merece.

Vocês merecem...