
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Ontem, Hoje e Amanhã!
Não percebo essa vossa curiosidade, juro que não percebo.
Que vontade é essa de saber o que se passa por aqui quando, na verdade, tudo o que há de mais interessante, diferente, impensável, inacreditável e exótico está neste momento a passar-se à frente do vosso nariz?
Ainda assim, fiquem descansados, no dia em que me cruzar com um porco a andar de bicicleta serei o primeiro a espalhar a boa nova...
Que vontade é essa de saber o que se passa por aqui quando, na verdade, tudo o que há de mais interessante, diferente, impensável, inacreditável e exótico está neste momento a passar-se à frente do vosso nariz?
Ainda assim, fiquem descansados, no dia em que me cruzar com um porco a andar de bicicleta serei o primeiro a espalhar a boa nova...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Conversas De Pé De Orelha!
Descobri por portas travessas que está para chegar um programa de televisão cujo tema principal vai ser falar com mortos. Ora bem, até aí tudo porreiro. Todavia, como sou daqueles tipos que não pode com a morte nem por um bocadinho, ao ponto de a achar consideravelmente antipática e desagradável, estou com a pulga atrás da orelha e curioso para ver em que é que isso vai dar.Custa-me a entender as reais vantagens de falar com alguém que não se mexe vai para anos, que foi literalmente comida pelo caruncho e que, basicamente, não faz nada durante o dia a não ser estar, simplesmente, especado e armado em morto. Para mim, continua a fazer bem mais sentido conversar com alguém que esteja disponível, mais à mão, que respire e que continua a acordar e a levantar-se todos os dias.
Tentei, ainda assim, imaginar como será conversar com um mortinho da silva e, até agora, há aqui qualquer coisa que não consigo computar correctamente. É que estando o interlocutor morto, ou seja, tecnicamente inacessível através de qualquer tipo e meio de comunicação, onde se inclui a Internet, o telemóvel ou o fax, como conseguiremos então conversar com alguém que, resignado, se aposentou sete palmos abaixo do solo?
Depois, para ajudar à confusão, que temas de conversa podem ser abordados que sejam de simples entendimento e não suscitem mal entendidos? Deveremos nós fazer perguntas do género...e como vai o tempo aí por baixo? ...então como vão esses ossos? Ou, simplesmente, para sermos simpáticos... que tal um mata bicho ao final da tarde?
Felizmente que a tarefa está nas mãos da Júlia Pinheiro, da TVI, facto que me deixa bem mais descansado e confiante quanto à qualidade daquilo que nos vai ser apresentado. Para nosso completo deleite, claro.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A Realidade Aos Pedacinhos!
Não precisam de me matraquear a cabeça apenas para me dizerem que o Sócrates e a Câncio lá acabaram por embicar por diapasões diferentes, que o Mário Crespo vai passar a jogar na equipa da Manuela Moura Guedes, que a ETA anda a passar férias em Óbidos ou, muito menos, que a Bolsa de Lisboa vai passar a ser uma loja dos chineses. Escusam, inclusivamente, de me vir a choramingar com essa coisa da demissão do governo e, por outro lado, de me apareceram de sorriso rasgado no rosto por causa do surpreendente e original anúncio, feito pela organização do Rock In Rio Lisboa, dando conhecimento de um tão aguardado concerto da Ivete Sangalo.
De vez em quando tenho destas birras sem explicação aparente. Parece que nada me importa e que tudo me passa ao lado. Um estado de alienação incontornável. Sei até que o Ronaldo não larga os Bruxos, que a Sónia Araújo andou a brincar aos monges do Tibete e que a Elsa Raposo já se está a preparar para a sua próxima desgraça pessoal. Mas, enfim, talvez me tenha apenas deixado abstrair por completo, depois de ter constatado que etiqueta e boas maneiras podem muito bem ser apenas uma forma intransigente e louca de querermos, à força, transformar os filmes do Chaplin numa espécie de Avatar.
De vez em quando tenho destas birras sem explicação aparente. Parece que nada me importa e que tudo me passa ao lado. Um estado de alienação incontornável. Sei até que o Ronaldo não larga os Bruxos, que a Sónia Araújo andou a brincar aos monges do Tibete e que a Elsa Raposo já se está a preparar para a sua próxima desgraça pessoal. Mas, enfim, talvez me tenha apenas deixado abstrair por completo, depois de ter constatado que etiqueta e boas maneiras podem muito bem ser apenas uma forma intransigente e louca de querermos, à força, transformar os filmes do Chaplin numa espécie de Avatar.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O Portugal Dos Pequeninos!
Nesta terra imaginária onde quem tem olho é rei, sem dúvida que convém fazer um esforço para evitar as ondas maiores e tentar, simultâneamente, passar a coberto por entre os pingos da chuva. Não sendo, ainda assim, uma solução de todo perfeita ou muito menos inequívocamente fiável pode, todavia, evitar que se chegue a casa feito num pito, com gripe e com os pés molhados. Com democracia ou não, constato que a lei da selva continua a pairar sobre essas esquinas, becos, avenidas e centros de inspecção automóvel e que, infelizmente, é na crueldade da lei do mais forte que os patinhos acabam por se deixar lambuzar em arroz de refogado; corados, no final, à imagem do bacon e do chouriço.Levar o carro à inspecção é daquelas tarefas que à primeira vista até pode parecer simples mas que, vista à lupa e com um pouco mais de atenção, pode transformar-se, sem darmos por isso, numa experiência surreal, irritante e avassaladora para todos os que gostam de manter a boa disposição e abominam ficar com os nervos em franja. Até dou de barato o facto de, nestas alturas, o carro que nos passa pelas mãos dia sim dia sim pareça ganhar, de um momento para o outro, segredos indecifráveis. Daquelas coisas que nos levam a esquecer que o volante serve para fazer rodar as rodas e que os três pedais, por debaixo dos nossos pés, têm uma determinada lógica para serem pressionados, bastando apenas saber qual deles faz o quê.
Enfim, ser-se nabo nestas alturas deve até já ser uma coisa normal e dá até um certo jeito. Especialmente porque quando se estabelece essa relação de características predominantemente avaliativas, a questão do ego é muito importante e nem que seja para dizer que umas luzes estão a apontar para o sitio correcto, que o esguicho do para-brisa é forte e tem a personalidade de um órgão genital masculino a fazer lembrar uma estátua do período neoclássico grego,tudo isso é motivo de afirmação de poder e de autoridade, sem esquecer que poupa meia dúzia de discussões em casa, ao jantar e durante a hora da telenovela. Livre-nos o dia em que alguém se lembrar de introduzir uma última estação de verdascadas com ramos de louro nas costas do condutor, pois aí então é que seria a cereja em cima do bolo.
sábado, 16 de janeiro de 2010
A Lógica Da Batata...Doce!
Se me abstrair da técnica de misturar barbitúricos no leite do pequeno almoço, é num instante que o domingo volta a fazer todo o sentido, e que até o sabor das torradas queimadas me volte a fazer lembrar um verdadeiro repasto dos deuses. Não, não estou deprimido, não estou triste, não estou de ressaca nem, muito menos, perdi o gosto por comer torradas ao pequeno almoço. Apenas tomei contacto com a maior bomba publicitaria nacional, desde que se lembraram de pôr a Marisa Cruz a saltar à corda e o CR9 a cantar ao estilo do Julio Iglesias.Aprender uma outra língua que não a nossa é, antes de mais, um acto de inteligência, de perspicácia, uma constatação da realidade e uma prova de auto-estima. Nestas coisas, todavia, é bem fácil de se ficar baralhado, tal a oferta em escolas e institutos que por aí andam apostados em nos transformar, da noite para o dia, em proficientes poliglotas. Motivo mais do que suficiente para estarmos atentos e alertas.
Agora, o WallStreet Institute lembrou-se de associar à sua imagem, pasme-se, o Zezé Camarinha, essa proeminente figura do folclore algarvio, com créditos e competências comprovadas ao longo de anos e anos de prática da língua anglo-saxónica. De uma maneira geral, a ideia, sem dúvida original, agradou-me sobremaneira, especialmente porque me parece uma verdadeira lufada de credibilidade, num sector de actividade que tantas e tantas vezes nos põe a duvidar. Da campanha propriamente dita, apenas tenho a apontar como menos conseguido o tipo de letra escolhido para os cartazes. A ser minha a decisão, teria optado, na certa, pelo estilo Arial Bold. De resto, os óculos escuros, os trocadilhos brejeiros, o bigode e o zezé, parece-me tudo cinco estrelas e com nota máxima. Yes, we can!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Envelhecer...Com Estilo Ou Aos Solavancos???
Que atire a primeira pedra quem em si próprio nunca detectou uma ruga intrometida ou, no mínimo, um cabelo branco solitário e irritante capaz de pôr em risco a qualidade de um penteado acabadinho de arranjar. Enfim, envelhecer, sem dúvida, pode ser penoso, especialmente se nos metermos por atalhos que, consequentemente, acabam sempre por terminar em trabalhos. Mas já lá vamos a esses...Talvez, então, quanto menos nisso se pensar, menos assuste a ideia, para mim perversa, de um final de vida enfiados num lar, de penico preso às pantufas, ainda que agora, finalmente, já se possa apodrecer a jogar boxe, ténis ou ping-pong, com a consola Wii, da Nintendo. Isto se formos mais dados ao desporto porque, se preferirmos manter um espírito idealmente jovem e amigo do ambiente, podemos sempre optar pelo jogo das vacas voadoras ou, então, num segmento diametralmente oposto, jogar golfe com o Tiger Woods, mas, neste caso, claro está, fazendo por esquecer que para além do tipo passar o tempo atrás de buracos, também tem um fraquinho por espatifar jipes de milhares de dólares, enquanto anda atrás de actrizes do cinema "erótico".
Mas admiro o que fica e perdura por anos e anos, décadas, séculos, milénios. Admiro as pirâmides do Egipto. Admiro o Sol. Admiro o Partenon, na Grécia. Admiro os oceanos...Mas detesto, e não compreendo como é que uma estrada de alcatrão, com menos de seis meses, à primeira gota de chuva, faça frente à Via Apia em aspecto e degradação. Se assim o entenderem, injectem-lhe botox ou silicone. Mas terminem com este martírio que é andar de rabo tremido no carro com a sensação de que estou calçado com umas sandálias, do tempo dos romanos.
PS: pode não parecer, mas, nada tenho contra o golfe.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Os Pesadelos da Rua Sésamo!
Podia dizer-vos que gosto mais de Geografia do que gosto de História, porém, estaria bem longe de vos estar a dizer a verdade, coisa que me faria sentir mal e pouco à vontade para escrever as palavras que se seguem. Ainda assim, apesar de gostar bem mais de História do que gosto de Geografia, é precisamente disso que me apetece escrever hoje, ou seja, de Geografia.O Ruanda é um país africano encravado bem no centro de África e, à semelhança de tantos outros seus países vizinhos, é uma ex-colónia subdesenvolvida e violenta. Tem aproximadamente oito milhões de habitantes, dos quais cinquenta por cento constam no campo da pobreza das estatísticas oficiais. No Ruanda não há auto-estradas com via-verde, não há restaurantes de comida biológica nem muito menos spas com ambientes zen. Não se fazem saldos depois do Verão, do Inverno ou do Natal e por lá, senhores como o Pinto da Costa seriam, com certeza, à primeira oportunidade, coroados reis. No Ruanda não há nem se espera que venha a haver TGV. Pelo menos no próximo milénio, pois é pouco provável sequer que ande alguém a pensar no assunto. No Ruanda os problemas resolvem-se à catanada, fala-se muito e escuta-se pouco e as meninas que desaparecem da casa dos pais durante o sono, normalmente, acabam banhadas no suco gástrico dos crocodilos.
No Ruanda não há corrupção. Pelo menos no modo a que estamos habituados, pois é tudo tão corrupto que não conseguimos sequer imaginar o quão corruptos, na realidade, eles são. No Ruanda, passados dez anos, a justiça proferiu, finalmente, as conclusões respeitantes à investigação levada a cabo sobre os eventos relacionados com o brutal genocídio de 1994. Mas sobre isto eu já não quero falar, pois envolve assuntos delicados, como o segredo de justiça, coisas das quais eu não percebo nada. Ainda para mais, como já vos disse, o que eu queria mesmo era falar-vos de Geografia. E isto de estar a falar sobre assuntos que perfazem dez anos já é tudo menos Geografia. Isso fica para uma outra tarde, em que a disposição seja outra, em que não me apeteça falar nem de Geografia nem de países do Terceiro Mundo e em que me apeteça, ao invés, falar de História.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Mitos Urbanos, Parvoíces E Outros Dizeres!
Ando obcecado em evitar, a todo o custo, cair na rotina. É que sei perfeitamente que isso é mau para uma mão cheia de coisas, das quais destaco a sanidade mental, as relações amorosas e, muito importante, a originalidade. Sim, não me poderia esquecer da originalidade, é que sem ela os políticos incompetentes e corruptos estariam ainda a ser guilhotinados na praça pública e assim, fruto dessa mesma originalidade, e para quebrar a tal rotina, são apenas nomeados administradores sem função especifica atribuída, em bancos ou empresas públicas.
Não sei porquê mas, de há uns tempos para cá, não suporto sequer a ideia de ter de fazer duas vezes seguidas a mesma coisa, da mesma maneira. Por isso, estou determinado e motivado a eliminar a rotina da minha vida. Para começar, decidi passar a lavar os dentes em dias alternados, tomar banho em dias resultantes da fórmula Fibonacci, mudar de roupa interior duas vezes por trimestre e, entre outras coisas, para não me sentir tantas vezes roubado, ir morar para uma barraca com duas assoalhadas, para baixo da ponte Vasco da Gama, que assim, ao menos, quebro a rotina de ter de pagar o IMI.
Agradeço também a um grupo de cidadãos que ontem, não sei se para me fazerem a vontade ou não, decidiram contrariar a malvada da rotina e a sensação de que "no metro nunca acontece nada". Então, vai daí, decidiram mostrar as bochechas do rabo a quem as quisesse ver, simplesmente fazendo frente aos criadores e fabricantes de saias, Jean's, leggins e calças de fato de treino. Ai a rotina, a rotina, a malvada da rotina. A administração do metro gostou tanto da publicidade, que lá para o Carnaval, quando já estiver mais quentinho, vai dar salvo conduto a uma célula da Al-Qaeda para que esta nos ponha a todos a rir às gargalhadas.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Tudo Está Bem, Quando Acaba Em Bem!
Estava escrito algures que, mais tarde ou mais cedo, haveria de acabar por se concretizar.
No fundo, sabiamo-lo, e só não viu quem não quis ver, quem preferiu refugiar-se por entre temores e crenças bacocas, ao invés de acompanhar a evolução da situação pelos jornais e pelas televisões. O mundo a andar para a frente, todos os dias, um pouco mais. E se por vezes a oposição e a inércia foram tremendas, bem como as opiniões divergentes e os comentários dispares e confusos, resta-nos agora o conforto da solução encontrada, durante tanto tempo velada pela opacidade de gavetas e de armários fortificados, ensombrada pela gravidade maior de roturas e desacertos no tendão de Aquiles. Já não se justificava que fosse de outra forma, outra coisa não se esperava depois de tanto tempo a falar sobre o assunto, a debater, a criar suspense, a criar expectativas, a dar tempo de antena a comentadores mais ou menos interessantes. Ontem, foi o dia mais desejado para tantos e tantos milhares de pessoas, milhões. Particularmente agora, a começar a nova década, onde todas as forças serão escassas para enfrentar as próximas batalhas. Este é um motivo que nos deve encher de esperança. Ontem, o Aimar voltou aos treinos.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Queimar O Soutien E Deixar Crescer O Bigode!
Sabemos que Ele até já teve bigode, essa instituição que é coisa de homem com h grande, daqueles que abrem a garrafa da cerveja com os dentes e que no natal partem as nozes com a ponta dos dedos sem fracturar falange ou unha que seja.
Bem ou mal, eu cá nunca tive bigode. Assunto com o qual aprendi a viver desde a infância e que, admito, me fez refém da imperial em vez da cerveja de garrafa e dos tremoços no lugar das nozes, mesmo na altura da consoada.
Em muita gente, sempre que vêem um homem de bigode, isso faz lhes lembrar o saudoso vocalista da banda inglesa Queen, Freddy Mercury. O que até está bem visto, sim senhor, mas, mesmo assim, há muitos outros exemplos...
Como os tempos mudam, hoje em dia, seria estranho olhar para Ele e voltar a vê-lo com a sua antiga penugem no buço. A muita gente, aqueles óculos, fazem lembrar o Elton John. O que está bem visto, sim senhor, mas, mesmo assim, há muitos outros exemplos...
Ele ganhou o prémio para a "Melhor Apresentadora" e sem pestanejar processou os malandrões que lhe atribuiram o distinto galardão. Não posso estar mais de acordo. É uma total falta de respeito terem-se esquecido d'Ele nas categorias de "Melhor voz feminina", "Melhor gargalhada histérica" e "Melhor pirueta em sapato de verniz".
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
As Coisas Novas!
Perdemos a habilidade para tratar das coisas velhas. Orgulhosos, decidimos há muito, não sei em que geração, que não temos tempo para elas, nem paciência, nem muito menos interesse. Temos tudo tão rápido, tão cedo, em tão grande quantidade, que se torna ainda mais célere a forma como, há medida que nos vamos cansando, vamos dizendo não e esquecendo, simplesmente, tudo o que já nos pareceu tão impossível de conseguir largar.Ainda hoje não bebemos nem comemos a provisão e já as sobras estão a ir para o lixo. Fazemos nós o nosso próprio prazo de validade. Ansiamos pelo cheiro a plástico da novidade, queremo-lo desesperadamente, como um vício irresistível. Pior quando acordamos, inebriados e, afinal, continuamos a ver-nos tal e qual. Um decalque, uma fotocópia. As mesmas cores, as mesmas coisas. Contaremos até doze num ritmo frenético de destruição.
Começámos hoje a cuspir no prato em que comemos.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Um Arroto No Espaço!
É inquestionável negar, apesar de bem precido e tal, a parvoíce que foi colocar o Ricardo Araújo Pereira na capa da revista Playboy ao invés de, por exemplo, mesmo caindo na tentação da falta de originalidade, eu sei, terem convencido alguém do sexo feminino a fazer as honras do mês. Podiam até, à semelhança do Fama Show, cair no cliché habitual da vestimenta do Pai Natal, desde que sem a parte da barba - outro pote de parvoíce, desta feita da "Phone_ix" -, ou da rena com óculos e a falar. Sim, toda a gente sabe que as renas não falam e, com o desenvolvimento da oftalmologia, o mais provável é que até o próprio Pai Natal já tenha sido operado ao estigmatismo, já não use sequer óculos e, no máximo, para dar com todos os buracos das chaminés, sem excepção, ou, para não ficar de olhar vesgo e travesso nas fotografias, tenha já aderido à moda das lentes de contacto.
É inquestionável que espalhar aos sete ventos que se vai pagar 800€ à Ruth Marlene para que esta componha com outro brilho aquela resma de papel é, sem dúvida, uma tamanha parvoíce. Ou isto é uma forma de contributo social da RM, a deixar-se levar pela moda dos saldos ou então, definitivamente, aí está um projecto que prometeu o universo e que, nem por falta de previsão, vai passar à velocidade da luz e com a chama viva de uma estrela cadente.
Aconselho vivamente o caro leitor a não se deixar levar pela pieguice da época e a evitar desperdiçar uma única passa ou gota de champanhe a desejar o contrário!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Andar A Direito, Aos Encontrões!
Porque somos Seres inteligentes ou, a ser de outra forma, nunca teríamos inventado a roda, o automóvel, o avião, a rádio, a televisão, o CD, o betão armado, a caneta, o relógio, o DVD, o cinema, o sapato de salto alto, a coca-cola, a lâmina de barbear, o nestum, o iogurte, a pizza, o esquentador, o futebol, o hamburguer com queijo, o telemóvel, o ipod, o chapéu de chuva, o semáforo, o cartão de crédito, a auto-estrada, o secador de cabelo, o gelado de baunilha, o wonderbra, o corta-unhas, a cerveja sem álcool, o aspirador, o preservativo com sabor, o bolicao, o euro, o pague 2 leve 3, o comboio, o laser, a lanterna, a maionese, o skip, o toalhete, o detector de metais, o bacalhau com natas, a escada rolante, o ar condicionado, o euro milhões, ......, enfim, e por aí adiante, isto leva-me a meditar na verdadeira razão que nos move para, ano após ano, e no espaço de uma semana, andarmos ali, felizes e contentes, no limbo entre a refeição enfarta-brutos do natal e a bebedeira de caixão à cova da passagem do ano.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Um Dia Não São Dias!
Este ano, como devem de ter reparado, a "Black Friday", da cadeia "El Corte Inglés" foi, por ironia do destino, a um sábado. De facto, que chatice esta coisa dos dias andarem para a frente, ano após ano, que só serve para vir baralhar o negócio a quem quer fazer mais uns trocados de forma honesta, e que nem para aproveitar os autocolantes e os cartazes publicitários do ano anterior ajuda. Não fosse o bom povo fechar os olhos a esse pequeno pormenor, pois, assim como assim, para derreter uns Euro todos os dias são bons, e isto haveria de ser uma enorme desilusão.Então, este "Black Saturday" ou, se preferirem, este sábado negro (literalmente, para alguns), soube que nem ginjas a pensionistas, queques, suburbanos, funcionários públicos, doutores e utentes do rendimento mínimo. Não é todos os dias que se leva para casa uma câmara fotográfica, um computador ou um LCD a preço de saldo, mesmo que para isso tenha que se ficar horas a fio numa fila, com um sorriso da cor dos chineses.
Ora e como nestas coisas o respeitinho é muito bonito, gabe-se a organização do evento, que não permitiu unhas no material antes do sinal da partida, patifarias nem ultrapassagens no corredor dos electrodomésticos. "Cinco, quatro, três, dois, um, ao ataque", gritaram em uníssono. "E depois do natal, a senhora ainda tem dinheiro para pagar isto?", perguntou a profissional jornalista. A senhora, por seu lado, riu-se e riu-se mas, resposta, tá quieta.
Já eu, fiquei de tal forma sensibilizado com a honestidade da senhora, que nunca na vida lhe diria que tal expressão de deslumbramento apenas me fez lembrar a entrada para a câmara de gás, dos campos de concentração, na Segunda Guerra Mundial.
sábado, 26 de dezembro de 2009
O Maior Espectaculo Dos Pequeninos!
Esquecida a vestimenta negra, ninguém à face da terra e arredores consegue encontrar semelhança que seja entre mim e uma devota beata. Porém, este ano, à hora da tradicional Missa do Galo, tal beata com a qual nada tenho a ver, larguei-me dos sonhos e do bolo-rei e, alertado pela notícia que dava conta de um suposto empurrão ao Santo Padre, ali fiquei, sossegadinho, especado em frente ao televisor, na esperança de ver, qualquer coisa.
Minutos intermináveis depois, permanentemente agarrado ao comando da televisão, já com o estômago a dar horas e a ver ao de longe as rabanadas a empapar, em cima da mesa da sala, a desilusão foi total. Então e o sangue? Onde está o terrorista? Qual empurrão?
Não é todos os dias que se vê o Papa a aterrar de bruços em cima de uma senhora de 25 anos. Para além de desconcertante é, sem dúvida, um acontecimento original e que tem a sua magia própria e peculiar, nomeadamente devido à diferença de idades. Todavia, manifesto-me contra esta forma abusiva e desesperada para aumentar a audiência do evento religioso. Ainda para mais porque, com todo o alarmismo gerado, acabei por me distrair das verdadeiras tradições natalícias e que, neste caso concreto, saí com evidente dano pessoal.
Hipnotizado pela SkyNews e pela CNN, acabei por me deixar levar e por perder o fantástico e imperdível espectáculo de Circo que estava a dar nos outros 99 canais da televisão. Agora, e para não ficar com aquele sabor amargo e vazio a desilusão, a minha única esperança é que, a pensar no bem estar dos telespectadores, pelo menos um dos canais nacionais ainda repita o Circo lá para a noite do fim do ano. A ver vamos.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Obrigado, Menino Jesus!
Finalmente, depois de anos e anos de indecisão e farto de andar na corda bamba dos subsídios, decidi, e agora sem espaço para a menor dúvida, a carreira profissional que quero para mim. Para tal, vou começar já no próximo instante a amadurecer a ideia. Quero dizer, primeiro, talvez seja melhor ir lavar os dentes, tomar um duche e vestir-me. Porém, logo depois disso, não voltam a apanhar-me de roupão nem de pantufas.Ainda que demore 100 anos, estou decidido: hei-de ser Presidente da República.
Mais uma vez, o meu coração de manteiga ficou enternecido com aqueles cumprimentos e votos de boas festas. A sinceridade das palavras, a informalidade dos gestos, a espontaneidade dos sorrisos...
Sim, já me decidi. Estou farto desta minha rotina de intrigas, invejas e punhaladas nas costas. Preciso de uma actividade diária onde me sinta querido e, nem que seja apenas por cinco anos, em que saiba que a minha opinião conta, que tudo aquilo que digo é importante e que todos me ouvem com o maior do interesse.
Entretanto, vou à Fnac comprar o DVD do "Robocop", um filme que tem uma boas e valentes ideias de etiqueta e de dicas sobre a forma como um Presidente da República deve de agir em actos oficiais.
Portugueses e portuguesas, até já.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Vícios De Um Natal Perfeito!
Como se já não bastasse a referida ladainha fazer-me lembrar o lema dos meninos ali do outro lado da 2ª Circular; "Saúde, Alegria, Felicidade e Paz no Mundo" digo-vos, sinceramente, que estes ditos desejos dos ditos famosos estão a tornar-se deveras entediantes.É que para hipócrita, hipócrita e meio basta.
Desejos para o Natal?
Para mim, se não der muito transtorno, é embrulhar o Colombo e entregar lá em casa, se faz favor...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
Não Chamem Vaca À Popota!
Não é meu dever nem obrigação alertar o dedicado leitor para os danos colaterais da quadra natalícia. Porém, ainda assim, imbuído de um verdadeiro espírito apaziguador a que a referida quadra me motiva, alvitro os que por aqui passam a não acreditarem em tudo o que vêem na televisão, pois isso pode contribuir para uma ineficaz actuação do vosso suco gástrico, e a um aumento exponencial do vosso endividamento familiar, motivado pela compra desmedida de pastilhas Rennie.Dizer que a Popota é foleira é uma coisa, agora, agredir a "senhora" com todos os basaltos da calçada que se tem à mão é outra totalmente diferente. Aliás, partindo do principio que até têm olhado para o spot publicitário com olhos de ver, de certo que repararam que chamar Vaca a um Hipopótamento em nada abona a vossa cultura geral.
Se partirem deste principio, e se se mentalizarem que nem daqui a triliões de anos, por mais que a engenharia genética avance, havemos de ver no Jardim Zoológico um Hipopótamo cor-de-rosa que prefira ouvir os Buraka Som Sistema a passar o dia a comer maçãs, amendoins e casca de melancia, então, vão ver que faz pouco sentido levantarem-se de manhã com o objectivo de irem para o ginásio só para provar que também conseguem fazer a espargata.
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