quinta-feira, 10 de junho de 2010

Erros De Casting!

A mim parece-me que isto até dava para aguentar; não fosse o fado, as sardinhas, as marchas populares, a TVI, o carnaval de Sines...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A Terra Gira E O Tempo Passa!

A primeira vez que ouvi falar do Clube das Virgens fiquei de imediato deliciado com o assunto. Por aqueles dias, podia até estar à espera de tudo. Ovnis a sobrevoar Lisboa a caminho do deserto do Mojave, ou um outro qualquer projecto de vivenda duplex com terraço, sem piscina, para a Cova da Moura, feito pelo engenheiro Sócrates. No entanto, com o Clube das Virgens foi diferente, pois apanhou-me de surpresa e agarrou-me sem hipótese de pestanejar. Foi uma coisa violenta e à bruta, mesmo.

Eu já tinha ouvido falar de virgens, sim. E até conhecia algumas/alguns, claro. Para não dizer que eu próprio o havia sido durante vários anos, lembrança que provocara em mim uns quantos calafrios na espinha. Então, a vontade de descarregar meia dúzia de baboseiras ao meu melhor (pior) estilo foi, por assim dizer, instintiva. Um ligeiro trabalho de investigação, um ou dois exercícios mentais de arranjo florar e pronto, o Clube das Virgens passava, por direito próprio, a fazer parte desta coisa que eu para aqui faço.

A sócia fundadora do clube foi ao Salão Erótico de Lisboa e teve direito a tratamento diferenciado (não falo desse tipo de tratamento). Com acepipes e aperitivos, provavelmente, e fotografias e entrevistas confirmadas pelos jornais e pela internet. O que sinto é que o tempo vai passando e novidades novidades nem vê-las. Ou seja, o Clube das Virgens está a sofrer de estagnação e perdeu o encanto. É sempre a mesma coisa, sempre o mesmo sorriso, sempre a mesma cara, sempre as mesmas declarações. Está a transformar-se aos poucos numa coisa geracional. Daqui a vinte anos, os miúdos de hoje vão continuar a ver a Margarida Menezes a sorrir e a dizer que ser virgem é a melhor coisa que lhe aconteceu na vida e que é bem melhor do que comer bolachas de água e sal com Tulicreme de chocolate. A mim, acho que já me anda a fazer lembrar o Avô Cantigas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Alheira De Fumeiro!

Apetecia-me começar este post com um simples mas nobre era uma vez. Um desejo antigo em que já pensei várias vezes, mas ao qual, com muita pena minha, digo-vos, tem-me faltado o engenho para juntar argumento, suficientemente sólido, capaz de servir de fio condutor a tão inspirador inicio. Provavelmente, um era uma vez verdadeiro, um assim como deve de ser, um que fosse ao encontro das minhas mais reais expectativas, pediria daí por diante um assunto igualmente sólido e cativante. Não obrigatoriamente uma história bombástica ou excessivamente surpreendente, mas, no mínimo, algo alicerçado em matéria credível e transbordante de inegável consequência.

A dar-se o caso de não terem reparado, revelo que até hoje não escrevi vírgula que seja relacionado com o tema Bruna Real, o nosso mais recente exemplo da cultura de raízes populares. À espera do sacrifício final, este quadro vivo da pintura naif, que de forma irremediável acabará por ser dilacerado pela primazia dos clássicos, lá vai vivendo o seu sonho pessoal à sua maneira, aproveitando ao máximo o calor dos flashes das máquinas fotográficas, experimentando a efémera e excitante ilusão do fim de uma realidade corriqueira e banal. Mas por aqui me fico, e mais não digo.

Apetecia-me ter começado este post com um simples mas nobre era uma vez. Porém, a página de um jornal lembrou-me o tema Bruna Real. Feliz ou infelizmente, ainda não sei. Ora a Bruna até pode ser um conto bombástico e tudo o mais que as revistas nos queiram fazer crer, mas, por certo, nunca será História, pois pouco mais é do que um não assunto insignificante. Não obstante, cedi à tentação da Bruna Real porque li que o seu ex-namorado comentou alguns dos seus maiores desgostos. Os da Bruna, não os dele. Lá foi dizendo que ela, durante muito tempo, viu-se e desejou-se por um soutien de numeração superior. Que só pensava naquilo. Que era infeliz e não sei o quê mais.

Encaro com uma considerável dose de abominação e perplexidade todas estas pessoas que se promovem à custa dos outros, e que a troco de uns tremoços e amendoins expõem relações antigas na praça pública com o à vontade de quem conta o que comeu ao almoço ou ao jantar. Não sei se lhe hei-de chamar dor de cotovelo, imaturidade, estupidez, falta de educação ou simplesmente “ai que agora é que era, chucha no dedo ó palhaço”. Reconheço que não resisti à Bruna Real. Embora confesse que me estava a preparar para lhe fazer a folha, de alto a baixo. Salvo seja, claro. É que sei que não ia ser brando com ela. Conheço-me. E ainda por cima, ela anda a pedi-las, dia sim dia sim. Se ela quiser, que agradeça ao ex-namorado. Comigo, por agora, safa-se por entre os pingos da chuva.

domingo, 6 de junho de 2010

Casca Grossa - Diálogos Entre Dois Meninos Da Mamã [(M/18)]

Boca1- E então, foste ao piquenique?
Boca2- Estás a falar de quê?
Boca1- Estou a falar de quê? Do piquenique, pá! O piquenique do Tony Carreira!
Boca2- Mas esse gajo não é cantor?
Boca1- É, e qual é o problema? O tipo fez um piquenique com mais de cem mil pessoas.
Boca2- Não gosto de piqueniques.
Boca1- Eh pá, lá estás tu. Mas não gostas de piqueniques porquê?
Boca2- Detesto formigas.
Boca1- Mas quais formigas? Ali não havia formigas nenhumas.
Boca2- Como é que tu sabes se havia ou não, estiveste lá?
Boca1- Quer dizer, estar estar não estive, mas tenho a certeza que ali para o Parque Eduardo VII não há formigas, assim como as há no campo.
Boca2- Pior ainda, há pombos que comem milho barrado em vaselina.

sábado, 5 de junho de 2010

Pescadinhas De Rabo Na Boca!

Se gostarem tanto de concertos ao vivo quanto eu (nem é necessário serem viciados, como eu sou), e se acreditam piamente que a música ao vivo é algo que vos está entranhado no corpo, correndo-vos pelas veias de alto abaixo, então, estou mais do que certo que perceberão esta próxima amálgama de considerandos. Sempre ouvi falar dos Pink Floyd como sendo uma das bandas mais criativas e pioneiras das últimas décadas. E compreendi isso na pré-adolescência e adolescência, quando me ofereceram umas cassetes (sim, K7). Ainda hoje tenho remorsos de os ter perdido quando tive a oportunidade, em Alvalade. Ouvi-los “berrar” debaixo de uma colossal tempestade de luzes e de lasers psicadélicos. Fui estúpido, bem sei. Mas a carteira não era minha, e tenho isso, pessoalmente, como uma desculpa aceitável e como factor atenuante.

Roger Waters, tal qual lêndea e piolho em volta de cabelo cheiroso e asseado, é o nome que não deixa (e nem pode, justiça seja feita) de estar associado aos Floyd. E só é pena que, aos poucos, se tenha transformado numa prima-dona de porcelana, com um ego maior do que o planeta, transformado no género de pessoa que acaba por passar o resto da vida a tentar enfiar, à cabeçada, um elefante dentro de um mini. Mas vai voltar aos espectáculos em Portugal. Uma imensa tournée mundial. E na certa será acompanhado por uma parafernália de material e por megalómanas encenações. Quanto ao concerto? Quanto à música? Noventa e cinco por cento será Pink Floyd, Pink Floyd, Pink Floyd, Pink Floyd…E não duvidem!

Nunca simpatizei com as compilações, e muito menos com as denominadas carreiras a solo de todos quantos se escapam das respectivas bandas, após um primeiro sinal de sucesso massificado e unânime. Sempre quis distância dessas carreiras a solo baseadas em direitos de autor de reportório antigo. E é, talvez, por isso que já tenho bilhetes para os Limp Bizkit e para os Interpol. É que por minha vontade Mr. Roger Waters pode mas é ir dar banho ao cão. Mas isto sou eu a dizer, que sou mau e ruim como as cobras, e não percebo nada disto dos concertos. Certo é que, nessa noite, para chatear, vou mas é ficar em casa, todo esparramadinho no sofá, e refastelado ao máximo a ouvir “The Delicate Sound of Thunder”, claro está, dos Pink Floyd.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Sentido Das Coisas!

Algures pelos anos oitenta, dois mil anos depois de alguém o ter inventado lá para os lados da Grécia, foi mais do que natural ter-me deixado levar pela moda do “yo-yo”. Como não poderia deixar de ser, à semelhança de todos os meus amigos, aprendi a fazer a ponte, a estrela e o satélite. Manobras com o sentido possível a fazerem desafiar a imaginação e a habilidade individual de cada um.

À época, Nova Iorque ia bem mais para além do que, simplesmente, a cidade que nunca dorme e, em simultâneo, nas ruas, fervilhava de dinamismo, envolta num manto colorido de grafites rebeldes, ao som irreverente do Breakdance. O sentido de uma atitude alternativa. Anos dos yuppies, evolução natural dos hippies, viciados no lucro e não nas causas nobres. Um novo sentido. Anos da consagração doItálico Cubo de Rubik. O sentido da lógica e da cor.

Dentro de uma semana estaremos submersos nas notícias do campeonato do mundo de futebol. E dizem que somos bons e que por isso, desta vez, queremos experimentar o sabor da glória. Dar sentido ao investimento e às expectativas. E querem que ponhamos as beiças num tubo de plástico, a lembrar uma corneta, por onde devemos soprar todo o ar que tivermos nos pulmões. E fazer barulho, fazer muito barulho, o maior estardalhaço que conseguirmos, sem vergonha e com convicção. Ou seja, sem o menor pingo de sentido…

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Canções De Embalar!

Podem já ter passado uns quantos dias, e até o Ronaldo já ter descoberto que o Pacto de Varsóvia, afinal, é coisa do passado (coitadinha da Dona Dolores), todavia, ignorar a reunião da arte da música festivaleira do Sábado passado seria estar a renegar a uma forma de entretenimento capaz de ser um descanso para a alma e um conforto para o corpo.

Para mim, o Festival da Eurovisão foi sempre um mundo de sentimentos amplamente contraditórios, uma imensa maratona sinfónica sofrível, apenas suportada através de uma estratégia tripartida de técnicas de motivação. Dito isto, ignorar até à exaustão as canções dos outros países, acreditar de forma mediana que a nossa representação (naquele ano) poderia atingir o pódio e, por fim, vibrar com o período da votação e da consequente atribuição da pontuação sempre me pareceu o método ideal para substituir o transe provocado por uma injecção de morfina.

Ou seja, no fundo no fundo, a abordagem ao evento sempre passou por, basicamente, abstrair-me da parte artística e apostar, directamente, na parte do negócio ou, estupidamente, talvez, transformar aquele conjunto de música celestial num jogo do bingo à escala internacional.

Mais uma vez, este ano, ainda que por mero acaso, ignorei, por exemplo, os alemães a cantar em inglês (uma forma de influenciar os britânicos a aderir ao Euro???), acreditei moderadamente que tínhamos uma canção capaz de fazer história (apesar de não ter chegado a assistir à performance lusa, retido que fiquei na casa de banho por mais tempo do que estava à espera) e diverti-me à grande, mas mesmo à grande, com o período da votação final (os russos a votar nos ucranianos, os ucranianos a votar nos russos, os croatas a votar nos sérvios, os sérvios a votar nos croatas, os dinamarqueses a votar nos suecos, os suecos a votar nos dinamarqueses…).

Com tanta honestidade, e no meio de tanta luz e cor e espectáculo, ficou-me na memória a frase mais repetida da noite pelo locutor da RTP, a convincente…”nada para Portugal”. Ora, com provas destas, nada como me render à evidência e por isso dizer a pulmões cheios, e em inglês, claro…”Festival Forever!”.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ainda Sobre O Mesmo Assunto!

Clarifico que o objectivo do título deste post não é o de vos baralhar ou muito menos o de vos obrigar a irem vasculhar as mais recônditas memórias deste blog, espalhadas pelos meses anteriores. Sei perfeitamente que há por aí quem nos seus blogs gosta de fazer aquilo a que chamo “enrolar o croquete”, versão melhorada de um “fazer render o peixe”, técnica apreciada pelos fervorosos adeptos das telenovelas mexicanas e vício predilecto de quem se rege pelo lema de vida “não fodo, nem deixo foder”. Todavia, para vosso completo descanso, revelo que não agirei com tal comportamento biltre e repulsivo.

Na verdade, ainda assim e como sempre, também hoje não possuo qualquer assunto aprazível ou digno de registo, um que possa ser do vosso total interesse e capaz de vir a suscitar frenesim ou amena discussão, alvo de comentários nos próximos minutos, horas, dias ou semanas.

Acabo apenas de descobrir que o Infarmed, prestigiada instituição reguladora das drogas legais, fez saber ao público que andam por aí lotes de preservativos falsos. Ora à falta de coisa com maior e melhor sentido de profundidade, revelo apenas as últimas sobre o assunto em epígrafe:

Então, para que não se deixem enganar, aqui fica alguma informação generalista. Um preservativo falso é aquele que…

- É hiper-sensível ao hélio, tem várias cores e vende-se nas feiras, nas bancas de algodão doce.
- As companhias aéreas low-cost oferecem aos clientes como recipiente de vómito.
- É amarelo ou cor-de-rosa, pode ser usado por cinco vezes e dá imenso jeito quando se quer preservar o verniz das unhas e reduzir a conta da electricidade, amiga da máquina de lavar loiça.
- Cheira a salpicão, farinheira, morcela ou outros arraçados.
- Não diz a letras negras garrafais “O Preservativo Mata” mas esconde no fundo da embalagem uma pequena inscrição a dizer “Made in Vatican”.

domingo, 9 de maio de 2010

CAMPEÕES!


sábado, 8 de maio de 2010

Glória A Deus Nas Alturas!

Aguardamos empolgados a chegada do Sr. de Branco. Um dia que tão bem sabemos será uma excitação, e histeria também. Vamos ter caças e fragatas e mísseis e atiradores especiais. Tudo para zelar pela segurança do Sr. de Branco. Mas para quê tanto alarido quando quem aqui está em causa, o Sr. de Branco, tem toda uma armada de protecção divina à sua volta? Ou será que não tem? Teremos ainda estradas cortadas e transportes públicos condicionados. Mas eu cá lembro o que aconteceu ao Sr. Berlusconi. Porque “um das caldas” bem atirado, com a devida pontaria, pode muito bem ser três vezes mais letal que uma qualquer replica da catedral de Milão.

Apesar dos milhões de prejuízo o país vai andar a meio gás nos próximos dias. Ele vão ser tolerâncias de ponto como der mais jeito, feriados a gosto e dispensas à grande e à francesa. O que vai ser útil a muita gente. Para meditar, para rezar, para pensar na sua própria fé. Não? Interrogo-me como vamos conseguir emprestar tantos milhões à Grécia, com esta imensa onda activa de produtividade nacional. Ou se calhar já pedimos emprestado e eu é que ainda não sei. E oferecer o emprestado está na moda nos dias que correm.

Mas pronto, apesar de tudo, venham de lá esses ossos, Sr de Branco. É que como diz a música, quem sabe se não nos encontraremos lá pela Cova da Iria, ou por uma outra esquina qualquer nas redondezas.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

No Aproveitar É Que Está O Ganho!

Sei que sou daqueles perfeitos idiotas que nunca, por mais que o quisesse fazer, conseguiria escrever palavra que fosse sobre o Amor. Não sei explicar a razão, apenas sei que, aqui por dentro, os processos atrapalham-se e as solucões resultam sempre confusas e desordenadas quando tento escrever sobre isso de que tanta gente fala, e que continuamente me tem vindo a passar ao lado.

Gostava de saber escolher as palavras certas. Arranjar a combinação perfeita capaz de gerar a mais bela das emoções. Pensar no assunto e pronto, de uma assentada, de forma inata, como um instinto, dar vida a um conjunto de ideias claras e arrebatadoras. Mas talvez eu seja apenas mais um tipo que vagueia sem perceber a profundidade das relações amorosas. Simplesmente incapaz de perceber a sua importância ou sequer entender o significado que podem ter na vida das pessoas.

Talvez um dia consiga escrever uma dessas belas e fabulosas histórias repletas de romantismo. Daquelas em que a idade é apenas uma estrela no universo, onde a beleza nada mais é do que uma percepção, em que não há interesses escondidos, agendas privadas, segundas intenções. Mas estou cego, empedernido, insensível, abstraído, desligado, ausente. Por agora, vejo-me chegado a um beco sem saída, onde o mais inspirado a que consigo chegar resume-se a um empírico e popularucho...o amor é lindo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Primitivas, Derivadas E Outros Danos Colaterais!

Há perguntas que me começam a irritar, daquelas que já não esperam resposta e só servem para aquilo que pode ser dado como um exemplo de conversa de ervanária. Quando me perguntam com ar de Sr. Feliz e voz de Sr. Contente se "JÁ me casei", não reviro os olhos porque para artista de circo pouco mais conseguiria fazer do que estalar os dedos das mãos, algo que seria pouco para me atribuírem um nome artístico pomposo, e só não berro porque parece mal andar por aí aos gritos na praça pública, a assustar as pombas e os pardais.

Realmente, ainda não casei. Realmente, ainda não sou pai. Realmente, ainda não estrago o bronzeado do dedo anelar por causa de uma aliança. Mas sim, claro que já podia ter passado por isso tudo. Podia ter casado, podia ser pai, podia até andar, consecutivamente, em cada novo Verão, a estragar o bronzeado do dedo anelar.

Se calhar, a questão é esta. Cada vez mais me convenço que por estas bandas não mora nenhum príncipe encantado. Daqueles dos almoços de domingo, das alianças de ouro, dos papeis assinados, dos filhos por encomenda, do fato e gravata, dos CD do João Pedro Pais, da rosa no dia de S. Valentim, das férias em Albufeira, das telenovelas...

Acho que entranhei as ideias do compromisso sem assinaturas protocolares cobertas por grãos de arroz, do bronzeado saudável (o possível, pelo menos), dos Ramones e dos Joy Division, dos filhos desejados e não impostos, dos jeans pretos, das férias em Nova Iorque, dos concertos ao vivo, do cinema e do teatro...

Mas não se guiem por mim. Sou um desastre nestas coisas.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pregar Aos Peixinhos!

É aproveitar e desentupir os ouvidos!
Discos confirmados para 2010...
- Goldfrap
- Sevendust
- Godsmack
- Papa Roach
- TapRoot
- Band of Horses
- Deftones
- The National
- Hole
... e outros, assim assim.
- The Strokes
- Limp Bizkit
- Interpol
- Depeche Mode (Live)
- Arcade Fire
- Coldplay
- The Klaxons

terça-feira, 23 de março de 2010

Casa Roubada, Trancas à Porta!

Há muitos muitos anos, numa galáxia muito muito distante, ali para os lados da Venda do Pinheiro, assim como quem parece que vai às Trouxas da Malveira, mas, no final, até acaba por se arrepender com medo de estragar a silhueta para o Verão, ficámos todos a conhecer o que aqui hoje apelido carinhosamente de Irmandade dos Famosos! É que apesar da expectativa gerada, tão nobre grupo, de famosos, nada tinha de famoso para nos oferecer, acabando mesmo por se revelar nada mais do que uma espécie de gata borralheira simplória e banal, à espera que, por artes mágicas, as abóboras ganhassem vida e o mundo passasse a ser um corrupio de capas de revista e festas do jet-set.

Na altura cavaleiro desconhecido, todavia, já famoso no nome devido à inteligência nipónica que tão bem soube transformar um pequeno boneco rechonchudo e de bigode, canalizador de profissão, num verdadeiro acontecimento à escala global, Mário, de seu cognome Big Mário, de reconhecidos pergaminhos na área do espectáculo dos assaltos à mão armada, acabaria por ficar na história da irmandade como o mais novo dos famosos a ser engavetado, por mérito e em grande estilo. Valha-nos ao menos isso.

Hoje, acabo de saber que o Big Mário, na onda da visita do Papa a Portugal, em Maio próximo, está a delinear uma estratégia com vista à sua libertação antecipada, baseando a coisa num indulto extraordinário, tão habitual nestas ocasiões. Big Mário! Mas o teu advogado ainda não te disse que nossa santidade, por estes dias, anda apenas preocupada em dar a bênção sagrada a meninos que se deixaram ficar pelas sacristias, depois da hora da missa? Claro que podes sempre ligar à Teresa Guilherme e pedir-lhe que te marque uma missa de domingo, na capela da prisão, para ver se é desta que deixas de ver o sol aos quadradinhos. Que tal, interessado?

segunda-feira, 22 de março de 2010

O Império Contra-Ataca!

Sempre soube que apenas um acontecimento deveras transcendente e peculiar ou, no mínimo, inquestionavelmente aberrante ou assustador, me faria voltar, nesta altura, a misturar letras, palavras, frases e ideias. Em consciência, claro, sei que nem por um segundo, sequer, me senti incapaz para lidar com essa situação pouco confortável, por tantas e tantas vezes adiada, e por um bom par de ocasiões escondida por entre incómodas hesitações. Porém, e como em tudo na vida, nada melhor do que deixar o tempo fazer a sua parte.

Ora, neste mês de abstinência, como é natural, ávido e sequioso de vos presentear com novidades relevantes, não escondo que idealizei um regresso em grande, com a pompa e a circunstância que, na minha inocência, o momento me parecia exigir. Assim, teria de ser sempre algo parecido com o reportar o regresso do ET à terra, a utilização da foto da Maddie na próxima campanha de natal do Toys r Us, ou, algo que também consideraria interessante, a alergia crónica ao botox, diagnosticada ao neto da Cinha Jardim.

Todavia, porque as coisas nem sempre correm como nós queremos, e desculpem lá qualquer aborrecimento, enfado ou transtorno, mas tenho de vos dizer que a realidade é crua, dura e não vem servida nem com champanhe nem com papelotes de brilhantes. É que se não fosse a existência de um estúpido de um burocrata, sentado no conforto da sua cadeira de pele, de pança cheia, a respirar o belo do ar-condicionado e à espera do chá das cinco para se pôr na alheta, e ainda por cima armado em zelador da moral e dos bons costumes do Império, muito provavelmente não tinha passado estes últimos minutos a achatar as pontas dos dedos das mãos, no teclado deste computador.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ontem, Hoje e Amanhã!

Não percebo essa vossa curiosidade, juro que não percebo.
Que vontade é essa de saber o que se passa por aqui quando, na verdade, tudo o que há de mais interessante, diferente, impensável, inacreditável e exótico está neste momento a passar-se à frente do vosso nariz?

Ainda assim, fiquem descansados, no dia em que me cruzar com um porco a andar de bicicleta serei o primeiro a espalhar a boa nova...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Conversas De Pé De Orelha!

Descobri por portas travessas que está para chegar um programa de televisão cujo tema principal vai ser falar com mortos. Ora bem, até aí tudo porreiro. Todavia, como sou daqueles tipos que não pode com a morte nem por um bocadinho, ao ponto de a achar consideravelmente antipática e desagradável, estou com a pulga atrás da orelha e curioso para ver em que é que isso vai dar.

Custa-me a entender as reais vantagens de falar com alguém que não se mexe vai para anos, que foi literalmente comida pelo caruncho e que, basicamente, não faz nada durante o dia a não ser estar, simplesmente, especado e armado em morto. Para mim, continua a fazer bem mais sentido conversar com alguém que esteja disponível, mais à mão, que respire e que continua a acordar e a levantar-se todos os dias.

Tentei, ainda assim, imaginar como será conversar com um mortinho da silva e, até agora, há aqui qualquer coisa que não consigo computar correctamente. É que estando o interlocutor morto, ou seja, tecnicamente inacessível através de qualquer tipo e meio de comunicação, onde se inclui a Internet, o telemóvel ou o fax, como conseguiremos então conversar com alguém que, resignado, se aposentou sete palmos abaixo do solo?

Depois, para ajudar à confusão, que temas de conversa podem ser abordados que sejam de simples entendimento e não suscitem mal entendidos? Deveremos nós fazer perguntas do género...e como vai o tempo aí por baixo? ...então como vão esses ossos? Ou, simplesmente, para sermos simpáticos... que tal um mata bicho ao final da tarde?

Felizmente que a tarefa está nas mãos da Júlia Pinheiro, da TVI, facto que me deixa bem mais descansado e confiante quanto à qualidade daquilo que nos vai ser apresentado. Para nosso completo deleite, claro.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Realidade Aos Pedacinhos!

Não precisam de me matraquear a cabeça apenas para me dizerem que o Sócrates e a Câncio lá acabaram por embicar por diapasões diferentes, que o Mário Crespo vai passar a jogar na equipa da Manuela Moura Guedes, que a ETA anda a passar férias em Óbidos ou, muito menos, que a Bolsa de Lisboa vai passar a ser uma loja dos chineses. Escusam, inclusivamente, de me vir a choramingar com essa coisa da demissão do governo e, por outro lado, de me apareceram de sorriso rasgado no rosto por causa do surpreendente e original anúncio, feito pela organização do Rock In Rio Lisboa, dando conhecimento de um tão aguardado concerto da Ivete Sangalo.

De vez em quando tenho destas birras sem explicação aparente. Parece que nada me importa e que tudo me passa ao lado. Um estado de alienação incontornável. Sei até que o Ronaldo não larga os Bruxos, que a Sónia Araújo andou a brincar aos monges do Tibete e que a Elsa Raposo já se está a preparar para a sua próxima desgraça pessoal. Mas, enfim, talvez me tenha apenas deixado abstrair por completo, depois de ter constatado que etiqueta e boas maneiras podem muito bem ser apenas uma forma intransigente e louca de querermos, à força, transformar os filmes do Chaplin numa espécie de Avatar.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Portugal Dos Pequeninos!

Nesta terra imaginária onde quem tem olho é rei, sem dúvida que convém fazer um esforço para evitar as ondas maiores e tentar, simultâneamente, passar a coberto por entre os pingos da chuva. Não sendo, ainda assim, uma solução de todo perfeita ou muito menos inequívocamente fiável pode, todavia, evitar que se chegue a casa feito num pito, com gripe e com os pés molhados. Com democracia ou não, constato que a lei da selva continua a pairar sobre essas esquinas, becos, avenidas e centros de inspecção automóvel e que, infelizmente, é na crueldade da lei do mais forte que os patinhos acabam por se deixar lambuzar em arroz de refogado; corados, no final, à imagem do bacon e do chouriço.

Levar o carro à inspecção é daquelas tarefas que à primeira vista até pode parecer simples mas que, vista à lupa e com um pouco mais de atenção, pode transformar-se, sem darmos por isso, numa experiência surreal, irritante e avassaladora para todos os que gostam de manter a boa disposição e abominam ficar com os nervos em franja. Até dou de barato o facto de, nestas alturas, o carro que nos passa pelas mãos dia sim dia sim pareça ganhar, de um momento para o outro, segredos indecifráveis. Daquelas coisas que nos levam a esquecer que o volante serve para fazer rodar as rodas e que os três pedais, por debaixo dos nossos pés, têm uma determinada lógica para serem pressionados, bastando apenas saber qual deles faz o quê.

Enfim, ser-se nabo nestas alturas deve até já ser uma coisa normal e dá até um certo jeito. Especialmente porque quando se estabelece essa relação de características predominantemente avaliativas, a questão do ego é muito importante e nem que seja para dizer que umas luzes estão a apontar para o sitio correcto, que o esguicho do para-brisa é forte e tem a personalidade de um órgão genital masculino a fazer lembrar uma estátua do período neoclássico grego,tudo isso é motivo de afirmação de poder e de autoridade, sem esquecer que poupa meia dúzia de discussões em casa, ao jantar e durante a hora da telenovela. Livre-nos o dia em que alguém se lembrar de introduzir uma última estação de verdascadas com ramos de louro nas costas do condutor, pois aí então é que seria a cereja em cima do bolo.