Quer-me a mim parecer que toda esta trapalhada já há muito que deixou de ser uma simples questão de sorte ou de azar. É que, convenhamos, sorte é quando alguém apregoa aos sete ventos que a estatueta dos "Óscar" é homossexual e, em Fevereiro, ser agraciado, pela Academia, com um "Óscar" Honorário ou prémio revelação (está na moda). Por outro lado, azar é jogar à roleta russa com uma bisnaga e, mesmo assim, à primeira esguichadela, morrer afogado com um jacto de água no nariz.Encontrei as minhas cassetes, velhinhas, dos Hit-Parede 80's, e aquilo pareceu-me um pouco sórdido, para não dizer sinistro. Mas, enfim, encarei o acontecimento como uma parte sombria da minha adolescência, necessária, ainda assim, à evolução natural e, depois de dois espirros provocados pelo cheiro a bolor, lá voltei a colocar a relíquia num saco do Pão de Açúcar de onde, aliás, nunca deveria ter voltado a emergir.
Sei que fiquei sem música nos ouvidos mas, por outro lado, com a esperança de, na próxima vez que ouvir falar em cassetes, que seja para ouvir o PM, em tom informal, claro, a dizer ao amigalhaço AV que, para ele, prenda de natal seria encontrar, no Youtube, um vídeo da MMG a comer um Calippo de morango barrado com manteiga de amendoim.
Isto já não é sorte nem é azar. É uma tragédia grega que se escuta com ruído de fundo e em sotaque português.





Franz 













