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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Uma MARIA vai com as outras...

Esbocei um sorriso e vi perfeitamente que a senhora não gostou....

É que não fiz aquilo por mal, ou muito menos com a intenção de proferir qualquer tipo de juízo de valor. Digamos que foi apenas um inocente desabafo interior,vá. Isso, sim, confesso. Mas nada mais.

Senti-me, de imediato, a ser barbaramente vasculhado e revistado de alto abaixo. E ainda por cima sem mandado de busca. O que, aos olhos da lei, tornou toda aquela observação um acto absolutamente ilegal. Apercebi-me que a senhora queria um vingança a quente, rápida, impiedosa, eficaz, assim à boa maneira da justiça popular. Mas para mal dos seus pecados eu não trazia nada nas mãos; nem a Maxmen, nem a FHM, nem a Playboy, nem a Hustler...nada. Como se diz nos filmes, estava absolutamente limpo.

O que acaba por valer à senhora, de meia idade, que até nem tinha mau aspecto, não senhor, é que apesar deste meu ar de tenrinho, até já passei a barreira dos 30. Mesmo para mim, que não percebo nada de Direito, é-me fácil de perceber que uma coisa é uma revista sem mandado. Outra, totalmente diferente, é uma revista sem mandado e com pedofilia à mistura.

Assim, para amenizar toda aquela situação constrangedora, prontifiquei-me, sem hesitar, a dar-lhe passagem e prioridade no pagamento.

Então, fazendo-me eu, também, um pouco de distraído, lá consegui ver um blusão de marca, uma camisola de marca, umas calças de marca, umas botas de marca, uma chave de carro de uma grande marca, um relógio de marca, um masso de tabaco, pastilhas e.....a Revista Maria!

Ainda estive para confortar a senhora dizendo-lhe para esta não se preocupar. Primeiro, porque seria mais provável eu ganhar o Euro-Milhões, do que nos voltarmos de novo a encontrar. Segundo, porque me ficou claro que aquela revistinha era para a mulher-a-dias, imigrante ilegal, a quem a senhora dá emprego.

Tudo isto, apenas, para dizer que a notícia de despedimentos nos Jornais diários me dá alguma tristeza...Falta de clientes, pois!