terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Fresca, Bela e Doce Maya! Ou a importância da Primeira Vez!

Vi há pouco num jornalito, num daqueles por onde se passa os olhos muito na diagonal e que não vale mesmo a pena comprar, que a Maya, essa conhecidérrima celebridade do nosso burgo, andou numa de Nip/Tuck.

Mas, por favor, nada de más interpretações!

Quando eu digo que andou, não quero com isso dizer que experimentou, pela primeira vez. Sei perfeitamente que isso da primeira vez é uma coisa muito intima e que apenas à pessoa diz respeito. A primeira vez é a primeira vez e pronto, ninguém precisa de saber mais nada acerca do assunto. É assim uma espécie de não existência. Aconteceu porque tinha de acontecer. Ora onde, quando e com quem, se foi bom ou não, qual tabu é meter uma pedra sobre o assunto e arrumar a questão. E como não gosto que me chamem má lingua, o melhor mesmo é adoptar esta postura de "cala-te boca", e resumir-me aos factos lidos em tão brilhante pasquim.

Parece que a nossa amiga Maya, farta do que via ao espelho todas as manhãs, lá foi dar um retoque no peito. Diz ela que agora se sente uma mulher de 30 anos, e diz quem viu, ou quem ouviu falar quem viu, que a palavra empinadinho tem agora um outro e verdadeiro significado. Em brilhante retrato fotojornalistico, e para que não haja dúvidas, de facto, lá aparece ela com um enorme e rasgado sorriso, puxando a roupita para baixo, revelando orgulhosa pensos e gazes, como quem mostra uma ferida de guerra provocada por um carro bomba, numa rua de Bagdade. Já dos empinadinhos, desses, nada, nem vê-los.

PS: Pensei muito antes de escrever estas linhas, pois se estou enganado e esta foi uma "primeira vez" só me resta pedir desculpa a esta nossa vedeta nacional.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sol na Eira e Chuva no Nabal!

O sentimento de inconformidade é uma característica que, de uma maneira geral, nos assiste a todos de quando em vez. Ora, bem vistas as coisas, até que isso dá algum jeito pois, de outra forma, e muito provavelmente, estaríamos agora a viver em grutas, a comer carne crua que ainda por cima teríamos de caçar e, como corolário, o de ter como principal actividade diária o catar de piolhos e lêndias.

Quer isto dizer que não teríamos os apartamentos do Parque Expo para nos endividarmos até ao osso, que coisas como Bacalhau à Brás, Arroz de Tamboril, Mousse de Chocolate ou Cheesecake de Frutos Silvestres só mesmo se Nosso Senhor se lembrasse de transformar um primata em Michel, e que ninguém passaria segunda/terça/quarta/quinta-feira a pensar em sexta-feira e muito menos a sonhar com o sábado e o domingo, pois descobrir uns piolhitos e desfazê-los entre as unhas não dá assim tanto trabalho.

Tudo isto para falar de um exemplo típico de inconformidade, relacionado com as Condições Meteorológicas. Pois, a verdade é que nunca estamos satisfeitos com elas. Se está frio é porque está frio. Se está calor é porque está calor. Isto é pior do que bater no ceguinho.

Em Agosto, ensopados em suor sempre que damos um passo, lá dizemos à boca cheia que já estamos fartinhos do calor. Em Janeiro, a tremelicar de frio, lá dizemos com o pingo no nariz que já estamos fartinhos da chuva.

Sim, hoje, 26 de Janeiro, com o pingo no nariz, eu digo que já estou fartinho da chuva!

Já só sonho é em ir desempenar as raquetas e apanhar com um pouco de pó de tijolo nos pés...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Tirem-lhe as pilhas....Please!

Podem até dizer-me que a rapariga é engraçada, que é gira, expressiva, atraente, fotogénica, que emana simpatia, que gera empatia, que provoca desejo, que prende o interesse, que faz mais pelos reformados do que a Segurança Social, que tem o dom da palavra, que distribui mais pilim do que a Santa Casa da Misericórdia, que maior mãos largas só mesmo o Pai Natal, que é um poço de energia, que transmite alegria, que com tanto paleio daqui a uns tempos é vê-la como candidata a uma câmara municipal nas eleições autárquicas, que naquele horário mil milhões de vezes a ela do que ao Nuno Graciano...
Mesmo assim, e apenas para agora não ter de começar para aqui a desmontar tanto elogio, o que, diga-se, atendendo ao programa em questão, até nem seria difícil, que alguém me faça esse simples favor...tirem-lhe as pilhas, please!
Parece que o tipo que se veste de coelhinho da Duracel já está em sérios riscos de ir parar ao desemprego, cair nas malhas da droga e tornar-se num sem abrigo...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Já ninguém brinca aos Cowboys!

Aviso já que este não é um post nostálgico.
Apesar de chover lá fora, e não há dúvida de que é a combinação perfeita para umas quantas frases melancólicas, prometo que não me vou deixar embrenhar pela nostalgia.
Quanto muito, vá, e máximo a que este post pode ambicionar, é, sub-reptíciamente, ser uma humilde homenagem a uma lenda viva da Sétima Arte.

Diz-se que os miúdos já não brincam na rua, que passam o tempo enfiados em casa com as playstation e outras geringonças parecidas.

Diz-se que os miúdos não fazem exercício físico, que estão a ficar balofos e obesos, tudo porque não querem largar o joystick da playstation.

Diz-se que os miúdos se constipam com facilidade, pois passam tanto tempo em casa agarrados à playstation que de cada vez que apanham uma corrente de ar fresca aquilo é tiro-e-queda.

Diz-se que os miúdos já não jogam à "Apanhada", à "Mosca", às "Escondidas", ao "Bate Pé", ao "Elástico", ao "Espeta", ao "Guélas", tudo por culpa dos jogos da playstation.

Não tenho, e nada me move contra a playstation.
Mas dá-me pena de constatar que por essas ruas já não há quem brinque aos cowboys...

Xô nostalgia, xô...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Um Sinal dos Tempos!

Apesar de ser fã incondicional dos X-Files, do Millenium, do Profiler e de todos os "rabiscos" do Stephen King, sempre tive um daqueles medos de pelar dos fenómenos paranormais.

Já que me deu hoje para escrever sobre o assunto ou, pelo menos, puxar por ele (vai ser mais isso), antes falar a verdade e sem vergonha do que me estar para aqui a armar em valentão, a dizer que prefiro ir a um exorcismo do que a um concerto do Tony Carreira....Bem, se tivesse cinco minutinhos para pensar no assunto...

Se voltássemos aos anos 80, aqueles tipos que gostavam de enfiar uns raios eléctricos pelo rabiosque acima de todo o fantasma que por aí aparecesse estavam bem tramados. Qual GhostBusters qual quê! Fantasmas? Assombrações? Almas penadas? Bruxaria? Mau olhado? Espiritismo? Feitiçaria? 666?...

Meus amigos, vamos mas é a acordar. Isso já foi chão que deu uvas. Não se esqueçam que o que está a dar é a Crise.

Vejam a TV Record (daí a importância do zapping, ou seja, possibilitar que possamos assistir a canais de qualidade), e descubram como todas essas igrejas "alternativas" vão mantendo bem vivo o seu "core business".

Pelos vistos, agora, o que por lá se dá é aconselhamento financeiro. Aquela coisa da Fé para afastar o mau olhado, isso já passou de moda. Pois, agora, tal qual Independente, ensina-se a formula mágica de todos os problemas. Pelo que me apercebi tudo passa por transformar o "zé povinho" em Patrão. Toma lá umas lambuzadelas de Empreendorismo, uns conceitos de Liderança, de Dinâmica de Grupos e está feito. Exactamente! Simples, não acham?

A malta vai ali a uma reunião, larga umas "biscas" valentes porque o expert também tem filhos para criar, e passado "quinze dias" abre a sua própria empresa. Lá está, o segredo é uma pessoa passar a ser Patrão.

"Então e agora?", perguntava o pastor.
"Ai agora está tudo bem, agora sou Patrão"

Tenham juízo e, mal por mal, rezem mas é umas Avé Marias!

domingo, 18 de janeiro de 2009

O Zapping...!!!


É estúpido!
Eu sei que é estúpido!
É tão ou mais estúpido do que acreditar que a Britney Spears ainda era virgem quando gravou o primeiro albúm.
É que no início tudo foi diferente...
A adolescência até começou às mil maravilhas. O meu pai ofereceu-me um ZX Spectrum quando na minha turma ninguém sabia o que era um computador, e passado algum tempo levou para casa um vídeo Beta Max e, então, aí passei a ver o Ben Hur, O Caçador, O Há Lodo no Cais...de trás para a frente e da frente para trás; e os meus amigos a sofrer da ditadura maternal da Guerra dos Sexos, na RTP2.
Então, por que raio é que tudo tinha de mudar?
Primeiro foi o Hugo, depois o João, depois a Susana, depois o Luís, depois a Elisebeth...todos com uma televisão com telecomando....Ahhh, um telecomando!
E era imaginá-los ali na sala, sentadinhos, aventurando-se de canal em canal, entre o 1 e o 2 (os outros só vieram mais tarde), descansados, relaxados, confortáveis no meio das almofadas do sofá. E eu a ter de continuar a percorrer quilómetros, para a frente e para trás, arriscando-me a torcer um pé sempre que saltava do sofá em direcção à televisão, com a pressa de ir mudar de canal (o salto, normalmente, era quando começava o TV Rural).
Senti-me absolutamente feliz quando em casa dos meus pais entrou, pela primeira vez, uma televisão com telecomando. Aquilo é que foi aproveitar a calma, a paz, o sossego, o controlo total, à distância.
Hoje, depois de ter tomado o pequeno almoço, passaram-se DUAS horas e eu ali, de telecomando na mão: RTP1, RTP2, SIC, TVI, SIC Notícias, RTP N, SIC Radical, CNN, Sky News, MTV, VH1, Hollywood, FOX Life, AXN, Discovery......Discovery, AXN, FOX Life, Hollywood, VH1, MTV, Sky News, CNN, SIC Radical, RTP N, SIC Notícias, TVI, SIC, RTP2, RTP1.
É estúpido!
Eu sei que é estúpido!
É mesmo muito estúpido!
É infinitamente estúpido!
...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Atravessa e dir-te-ei quem és...!

Por norma, não costumo pisar no acelerador como se estivesse a calçar sapatos de duas toneladas, gosto de ouvir o som do "click" dos "piscas" sempre que mudo de faixa de rodagem e, entre outras coisas que abomino absolutamente, nunca estaciono em segunda fila à frente da Livraria Barata, na Avenida de Roma; até porque gosto de andar a pé, e prefiro deixar o carro ali por perto do cinema King, e ir por ali abaixo a exercitar os ventrículos.

Uns chamam-lhe passadeira, outros, passagem de peões, outros ainda, passagem para peões. Bem vistas as coisas acaba tudo por ir dar ao mesmo. Convenhamos que aquelas riscas brancas pintadas no meio da faixa de rodagem são, mais do que tudo, a salvaguarda do aventurado peão.

Gosto de observar, sentado ao volante do carro, as diferentes atitudes dos peões aos quais cedo passagem sempre que me aproximo dessa nobre imposição do Código da Estrada. E dá para rir, para ficar sem paciência, para ficar irritado, para ficar desesperado...

1. Putos Rufias - Atravessam devagar, e depois de olharem para nós com cara de mau atravessam ainda mais devagar. Se for no bairro onde moram, então, cospem para o chão.

2. Mães dos putos rufias - Atravessam, geralmente, a empurrar o carrinho de bebé da filha adolescente. Raramente reparam se vem algum carro, simplesmente atravessam o carrinho na estrada e avançam. Estão mais preocupadas em chamar nomes à filha.

3. Velhotes - Atravessam em passo de caracol, a maioria das vezes a olhar para o chão. (Deve ser para acentuar a marreca)

4. Velhotes inválidos de canadianas - Atravessam a 5 metros da passadeira. São tão supersticiosos que acreditam que tocar com a canadiana na risca branca dá azar.

5. Auto intitulados membros do "Jet7" - Levantam um sobrolho e olham para a marca do carro que se vem a aproximar. Não dão hipótese de distracção a pelintras a conduzir carros de menos de 35.000€.

6. Adolescentes femininas - Param no meio da passadeira para enviar sms.

7. Adolescentes masculinos - Param no meio da passadeira para se armarem em "CR7".

8. Homens em "Midlifecrisis" - Abrandam a passada na passadeira para ver se o condutor do veículo é uma loira na casa dos 30.

9. Senhoras da limpeza - Não pisam as riscas brancas para não sujar.

10 Parvos como eu - Esperam que o carro pare, passam rápido ou chegam mesmo a dar uma corridinha em estilo idiota, agradecem ao condutor com um aceno ligeiro e dizem obrigado.

11. ...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Quantum Leap?

Por esta altura, se há coisa que sinto é uma sensação estranha de que estou a chegar ao fundo de alguma coisa. Pois, eu sei, é muito estranho. E ando assim desde o início de Dezembro, sem fazer a mínima ideia da razão, e ávido de encontrar uma explicação lógica que justifique este desarranjo mental.
Parece que sinto o peso de alguma coisa em cima de mim. Montes de coisas. Tralha e mais tralha. E como se este peso nas costas não fosse já suficientemente cansativo, é quase como se estivesse no "Pulo do Lobo", perto de Mértola, e ainda tivesse de arranjar forças para saltar para o lado de lá, sem cair à água...(mas para onde?)

Conforta-me, todavia, o facto de saber que isto não é novidade nenhuma. Que todos os anos é igual. Para mais, parece-me que daqui a bem pouco voltarei a ficar no topo de outra coisa qualquer, mesmo que, também, não saiba bem o que isso é. No topo e do outro lado (o que quer dizer que consegui saltar, sem cair à água).

O tempo...essa ideia abstracta que o Homem teve de objectivar e de controlar a todo o custo (como tudo o resto, diga-se). É, isto de se terem inventado números, e de se terem inventado segundos, e minutos, e horas, e dias, e semanas, e meses, e anos, e séculos tem muito que se lhe diga.

E depois inventou-se o champanhe, transformaram-se uvas em passas, construiram-se os hotéis de luxo...

Será que amanhã isto vai estar assim tão diferente?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

OS SALDOS!


Não dou o alerta porque, obviamente, não há alminha nenhuma que ainda não tenha reparado que os Saldos andam aí.


Antes que a coisa se esfume, e perca o interesse, aí vão dez coisas, em resumo, que me chateiam na época dos Saldos:


1. Constatar que fui "roubado" nas compras que fiz antes de os saldos começarem.

2. Ficar parado no trânsito dentro de uma garagem.

3. Ser atropelado por velhotas de olhar furioso que não olham a meios para pagarem primeiro.

4. Olharem para mim como se eu fosse um inimigo a abater, no meio de uma guerra.

5. Constatar que aquele tal artigo que tanto quero não está em saldo.

6. Ser acotovelado de dois em dois metros.

7. Ser pisado de metro a metro.

8. Sentir-me tentado a acreditar que os saldos fazem esquecer os problemas.

9. Ficar com aquela sensação que estou rodeado de "Zombies" sempre que entro numa loja.

10. Ficar com aquela sensação que eu próprio estou num estado "Zombie".

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Morrer a 25 de Dezembro!



Há tipos assim, uns felizardos!


Ninguém escolhe o dia em que nasce. E muito menos se escolhe o dia em que se morre (de forma natural, entenda-se).

Hoje, faleceu o dramaturgo britânico, Prémio Nobel da Literatura em 2005, Harold Pinter. Junta-se, pois, a uma restrita casta de notáveis falecidos neste dia de tão carregado simbolismo; Charles Chaplin (1977), Joan Miró (1983), Monica Dickens (1992), Dean Martin (1995), James Brown (2006) - e, claro, a um incontável número de cidadãos anónimos que por todo o mundo não chegaram ao fim do respectivo dia de Natal.
Morrer a 25 de Dezembro não é para todos. É tão poético que parece até que não se morre.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Vira o disco e toca o mesmo!





Não são novidade por esta altura do ano!

Ele são Best Of, Antologias, The Singles, B-Sides and Raraties, Greatest Hits, The Hits... enfim, tudo aquilo que já conhecemos mas onde, irracionalmente, podemos sempre vir a gastar mais alguns euros.

Considero que este tipo de produto é um desencaminhamento deliberado das editoras ao nosso equilíbrio orçamental. Um enlatado para os desatentos. Uma tentação para os incondicionais. Uma saída fácil para uma prenda comprada no dia 24, a caminho do jantar da consoada.

Por norma não me deixo tentar. Resisto! Especialmente quando possuo a integra dos trabalhos que originaram tal compilação. Ainda assim, não lhes sou, totalmente, imune. Sei disso, porque, também eu já cedi.

Ponto de honra é mesmo resistir à tentação sendo um incondicional. Por outro lado, se andei desatento não há nada a fazer. E aí, então, admito-o!

Vamos ver como será este ano antes de ir para a consoada...é que às vezes sinto-me mesmo um fraco...

(o exemplo acima apresentado até é daqueles que, mesmo sendo um incondicional, me apetece fraquejar de forma deliberada)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ouvir sem desistir!


Calma, digo eu! Aconteceu o mesmo com Sam's Town.
De cada vez que vou à Fnac lá vou directo aos auscultadores do ponto de escuta onde se vai mostrando o terceiro disco dos The Killers.
Mas não, ainda não foi desta...
Vou continuar a ouvir e, por agora, sem desistir...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Blood Red Shoes!

Continuamos a sofrer dos males do excesso de "ocidentalização".
Tenho andado a correr as Fnac à procura deste Box of Secrets dos Blood Red Shoes...e nunca mais.
Não há por aí um Pai Natal que seja mais perspicaz do que eu e que esteja a pensar fazer a viagem via Londres?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sons para 2009

A fixar!


14 de Maio de 2009, Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Chuck Wallberg (IV)

Em duas décadas a terra rodopiou ao seu ritmo normal. As casas cresceram em direcção ao céu e a sensação de distância deixou de fazer sentido. Em pouco tempo escreveram-se regras e princípios; leis, decretos, missivas. E fizeram-se eleições. A ordem voltou às ruas. As fronteiras voltaram a fazer sentido.

O raiar da aurora voltou a marcar o nascer de um novo dia. O reboliço. A confusão...A rotina. Voltou a ouvir-se conversar nas esquinas. Voltaram os sorrisos, a simpatia. As pessoas voltaram a ser pessoas.

Esperança. Sim, esperança. A palavra que define o estado de espírito de uma geração que levou anos a viver em permanente agonia. Em constante sobressalto. Sonhos? Tiveram-nos como qualquer geração. E ideais, sim. Utopias, óbvio. Especialmente utopias. Quem as não tem? Acredita-se que, no fim da linha, se pode. Tudo se pode. Tudo é possível. Até mesmo renascer das cinzas. Fazer o possível e o impossível para voltar a respirar o ar puro. Caminhar pelo túnel dentro em direcção ao clarão que ofusca e fere os olhos. No fim da linha acredita-se. Acredita-se que a luz está lá. Mas qualquer coisa mais. Porque é isso que se deseja sempre. Algo mais. E tinham conseguido.

E aquela rua nunca estivera tão serena, tão perfeita, tão limpa, tão simetricamente ordenada, tão milimetricamente espaçada de jardim a jardim, de porta a porta. A mesma rua que Chuck encontrou, vinte anos depois. A mesma rua de onde partira sem qualquer tipo de remorso. Pareceu-lhe outra mas, no intimo, sabia que tinha sido ali que, à sua maneira, se tinha tornado homem .

Continuou, rua abaixo, sem fazer qualquer esforço para reprimir aquela avalanche de energia que se lhe apoderava da mente. Sabia ao que vinha. Inundou os pulmões com o fumo de uma última baforada do seu cigarro e sem qualquer tipo de preocupação largou no chão uma pequena mortalha ainda incandescente. A nuvem de fumo voou ao sabor da aragem, suave e constante. O cheiro do tabaco estava agora à entrada de todas as portas do bairro, pronta a entrar...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Valerá a pena ter Fé?


Prometi a mim mesmo que não deixaria acabar o ano sem escrever meia dúzia de frases sobre os "Faith No More". E antes que me esqueça...
Há 10 anos os FNM "desligaram-se" do mundo, curiosamente, após dois concertos em Portugal. Agora, correm rumores de que uma possível reunião e consequente digressão possam estar para se concretizar no inicio de 2009, algo que seria uma dádiva e uma prova de que "Acreditar", mais cedo ou mais tarde, produz os seus frutos.
Tenhamos fé... Eu já comecei a fazer figas!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Chuck Wallberg (III)

Não demorou muito até o cheiro se alastrar pela rua. A peste, encapotada de carne em decomposição.
Descobriram os corpos num sábado de manhã. Por acaso. Era raro alguém passar ali, tão perto da porta. Aconteceu nesse dia, por acaso. A princípio foi um choque. Quem haveria de acreditar que pudessem haver crianças assim. E que outra hipótese mais haveria a considerar? Demónios, disseram muitos. Encarnações do próprio Diabo.
Foi um trauma para quem entrou na casa. Uma imagem que nenhum deles jamais iria esquecer. Conseguiriam ainda dormir a partir daquele momento? Diz-se que os corpos estavam sentados à mesa. Mas a visão era mais penosa do que isso. Por que raio haveria ele de os ter decapitado? E onde foi ele buscar coragem para fazer tal monstruosidade?
Chovia copiosamente quando retiraram os corpos de casa e os "arrumaram" nas traseiras de uma carripana a cair de podre. Está um caos este mundo, alguém disse, no meio da multidão que já dispersava. Um caos, sem dúvida, concordou a voz doce, terna e cristalina de uma criança que por ali se encontrava a brincar com uma bola de borracha vermelha. Mas não tão cristalina quanto o olhar, que brilhava, como sempre...

Ideias para um Coliseu em 2009


The Killers!


Bloc Party!



PJ Harvey!



The Strokes!

She Wants Revenge!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Livros - ADAPTAÇÕES - Filmes



Hoje decidi juntar o útil ao agradável!

Gosto de livros. Gosto de filmes. Portanto, pensei fazer um "mix" e juntar estes dois prazeres.

A abordagem é simples e intuitiva. Fácil. Como convém.

Os livros e os filmes fazem-se de histórias. Umas reais, outras nem tanto. Mas que sejam boas, de preferência!Ao longo destes primeiros anos tenho lido e visto umas quantas. Conto ler e ver muitas mais. Haja tempo para tal. E já agora, saúde, também (cliché, eu sei) !

Uma boa história faz-me bem. Seja ela lida num livro ou vista no cinema. Tanto me faz. Por via das dúvidas, prefiro as duas maneiras. É no aproveitar que está o ganho.Fico na expectativa quando surgem adaptações de livros ao cinema. Não são fáceis! Acredito!Mas já tive boas surpresas. E já tive algumas desilusões. Normal!

Está para chegar "A Estrada", adaptação do livro de Cormac McCarthy. Vamos ver o que aí vem...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Fraquezas de Natal!

E não estivéssemos em época natalícia...


Como todos e cada um de nós, também eu tenho as minhas fraquezas.

Sim, a carne é fraca e claro, a mente está ávida de novos prazeres.


Eis a minha tentação do momento, substituir o meu actual Toshiba por um "mano" mais modernaço com igual pedigree.


Por favor, não me falem em crise que fico envergonhado...