domingo, 27 de setembro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Hoje É Dia De Festa, Cantam as Nossas Almas...!

Hoje não há arruadas, peixeiras, lavoura, rendimento mínimo, pequenas e médias empresas, policias que levam na cara, escutas, TGV...

Estou cheio de pena!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Que Mauzinhos Que Eles São!

Gerou-se para aí uma moda vampiresca de tal ordem que já me começo a pôr a pau sempre que me passa uma corrente de ar aqui pelo pescoço. Actualmente, parece que para se fazer parte do mundo do fantástico, em escrita e cinema, isso implica ter o ar desses tipos/tipas de dentes afiados e de tez pálida.

Ainda assim, o pior até nem é isso. Sinal dos tempos, também, é o herói-vampiro, o vampiro bonzinho, o vampiro bonitão, aquele que é capaz de destroçar corações, especialmente na sempre efervescente comunidade adolescente. Mas que tanga é esta? Andamos a brincar ou quê? Para mariquinhas já bastamos nós. É que do meu ponto de vista, pela lógica, quer-me parecer que isso do dar dentadas para sugar sangue só se integra no âmbito das actividades altamente letais e com elevada probabilidade de provocar danos e sequelas irreversíveis na saúde humana.

Tragam lá mas é outra vez os vampiros sanguinolentos, daqueles que se dão mal com estacas de madeira espetadas no miocardio e que, acima de tudo, têm uma especial aptidão para nos fazer dar pulos na cadeira do cinema, ao invés de nos porem a pensar que tipo de penteado é que vamos fazer da próxima vez que formos ao barbeiro.

domingo, 20 de setembro de 2009

Que Não Sou Bruxo Não Sou!

E agora sim, entrámos finalmente na contagem decrescente para o grande dia, um em que haverá ministros novos e primeiro ministro novo. País novo é que ainda não se arranja, mas quem sabe se daqui a uns anos não é até coisa fácil de se concretizar.

Acordei com o Teorema de Pitágoras na cabeça! Logo eu, que ao longo dos tempos de estudante fugi da matemática, como o Portas foge dos ciganos ou qualquer um de nós fugiria do João Kléber se por acaso se cruzasse com ele no mesmo passeio. Mas pode ser apenas uma ideia reflexo, fruto das eleições, não sei. Talvez ansiedade, vontade de uma vez por todas ficar a conhecer os resultados e os vencedores.

Com tanta sondagem, números e percentagens, não acredito que o Pitágoras tenha alguma coisa a ver com o resultado final das eleições. O mais certo é que sejam apenas sequelas do trauma da PGA e da prova específica de matemática, que agora decidiram voltar para mal dos meus tormentos.

É nestas alturas que dava jeito ter um bom professor de matemática por perto.

sábado, 19 de setembro de 2009

A Política do Botabaixismo!

Sendo esta uma expressão da moda, génese de trica partidária e confronto verbal, em que se discute a força dos verbos e a mensagem que pretendem transmitir, aqui ficam alguns outros, diferentes, mas suficientemente capazes de deixar qualquer um à beira de um ataque de nervos, especialmente em manhãs de sábado.

Têm por única vantagem o facto de não se associarem nem a governo nem a oposição, mesmo em época de campanha eleitoral, em que tirar olhos, cuspir na cara ou puxar os cabelos faz parte da rotina diária e da táctica do quem vai à guerra dá e leva.

1. Engomar
2. Limpar (o pó)
3. Lavar (a casa de banho)
4. Aspirar
5. Arrumar (a tralha)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Santos Da Casa Não Fazem Milagres!

O Brasil parou para assistir ao último episódio daquela novela à moda das índias. Isto só me faz-me chegar à conclusão que continuamos no bom caminho rumo a um país mais culto, educado e competente, tal a veneração que por aí se vê, face a este prodígio da ficção.

Para que não haja dúvidas, eu também adoro aquela meia dúzia de actores brasileiros caracterizados com pintas na testa e vestidos de lençóis até aos pés. É que adoro mesmo. Especialmente a técnica do balbuciar palavras/expressões indianas é algo que mexe comigo, pois faz-me lembrar o Chewbacca, da Guerra das Estrelas, personagem que sempre admirei devido aos elevados dotes de oratória.

De tudo, mas mesmo de tudo, o que mais adoro é o argumento dos que afirmam que as novelas são óptimas para educar as massas, que se aprende muito com aquilo, mesmo muito mais do que na escola. Sim, no Brasil, as novelas servem para educar o povo, para passar mensagens, para enraizar hábitos, para disciplinar e moralizar.

Próximo passo? Fechar as escolas e construir favelas ali para os lados do Parque do Monsanto. Beleza, né?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Falar Sem Dizer Nada!

Não há volta a dar!
É impossível devolver a dignidade que esta roda maravilhosa merece, tal o conjunto de difamação associada, permanente desdém e achincalhamento em praça pública.

O simples pensamento de ser bombardeado com publicidade subliminar, durante uma sessão de cinema, faz-me imaginar o dia triste em que, chegado a casa, não conseguirei parar de beber Coca-Cola enquanto não cair para o lado ou enquanto não imitar um hipopótamo africano que consegue abanar os alicerces do prédio ao primeiro arroto.

Mas isto até é algo com que vamos vivendo e daqui até nem vem extraordinário mal ao mundo. Especialmente quando se quer continuar a ir aos filmes, quanto mais não seja para ver a Soraia Chaves na sua caminhada rumo ao Óscar da melhor qualquer coisa.

Difícil mesmo será conseguir reabilitar a figura idílica de tomates, grelos, cenouras, leite ou melões. Isto sem querer ser exaustivo, sob pena de cair no erro de contribuir para tal enfermidade. Até porque tenho a certeza que, subliminarmente, claro, cada um de vocês, a esta altura, já deve estar a contextualizar, no mínimo, exemplos totais a rondar o número de desempregados em Portugal.

Depois de assistir a espontaneo veraneante numa tradução livre, para inglês, do "Quero cheirar teu bacalhau...", vocês percebem esta minha indignação. Haja respeitinho!

domingo, 6 de setembro de 2009

No Sítio do Pica-Pau Amarelo!

A minha vida sexual anda na mó de baixo!
Enfim, em sentido figurativo não é nada que me surpreenda, pois isto do ora estar em baixo ora estar em cima até é algo com que, nós homens, vamos aprendendo a conviver e a aceitar como uma característica intrínseca ao facto de se ter uma pila e de, de certa forma, se gostar de a utilizar em situações que não apenas para evitar a morte por retenção de líquidos.

Mas parte pior de tudo isto, para além da vida sexual de uma pessoa andar na mó de baixo, claro está, é ter de conviver com vizinhos que são uns absolutos egoístas e insensíveis de um raio. Pessoas sem o mínimo de amor pelo próximo e com uma total falta de compaixão pelos ocupantes das camas vazias.

Sim, pior do que adormecer com os pés frios é acordar de madrugada como se tivéssemos um estúpido dum pica-pau na cabeça a martelar-nos o cocuruto. Quem diz um pica-pau diz um saudosista das minas da Panasqueira, da época em que a exploração mineira se fazia apenas à força da picareta. E mesmo assim, como se levar bicadas na tola não fosse já algo suficientemente mau, toca de lhe juntar uma pitada de uns excertos vocais de música clássica, à la Montserrat Caballe, com solfejos em dó menor assim a descair para a morte por afogamento.

Afinal o chato do cão dos vizinhos do 3ºA até nem é assim tão chato...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Press The Button!

A sexta-feira acordou com azia e a precisar de uma valente dose de guronzan. Aliás, a quinta-feira adormeceu embrulhada na mais estonteante bebedeira partidária, pelo que se justifica as medidas extremas e radicais de combate à tontura e à indisposição.

Mandaram calar a MMG e parece que o país foi varrido por um sismo de n+1 na escala de Richter. Eu que até já tinha pensado colocar esse acontecimento como primeira prioridade na carta ao Pai Natal, para este ano, fico agora com um ligeiro sentimento de remorso. Ter-se-á este meu estado de espírito espalhado por telepatia?

Enfim. Que a coisa não é bonita não é. Mas que as estava a pedir, lá isso estava.
Só tenho pena que tenha de ter sido um espanhol a "carregar no botão".

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Os Cavaleiros da Távola Redonda!

E foram inventar essa coisa do Debate Televisivo para quê?
Para esclarecer o eleitorado? Para apresentar ideias novas? Para debater ideias?

Vá que para estratégia do tudo ao molho e fé em Deus já nos basta a do Carlos Queirós, na Selecção Nacional e que, porventura, juntar à mesma mesa os lideres do PS, PSD, PCP, PP e BE seja algo bem mais arriscado do que chocalhar átomos de hélio com hidrogénio.

Ainda assim, a maratona de DEZ debates em parelha vai custar mais de assistir do que, de facto, correr 42km, sem sapatilhas e sobre brasas. É que alguns vão ser tão interessantes que já só penso na técnica do beliscão e do alfinete, para não me deixar levar pelo sono.

Ora aí está um exemplo em que um pouco de sal e pimenta não fazia nada mal.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ouvidos de Mercador!

Ultimamente tenho andado distraído. Mas até me parece normal, atendendo à altura do ano. Se assim faz parte das férias, este estado de espírito, deixem-me então gozar estes momentos de alienação pessoal. Não de loucura, apenas de afastamento, mesmo.

Na TV, um anuncio estimula o atento telespectador a fazer um exame gratuito de acuidade auditiva. Como oferta, o último CD do Marco Paulo.

E anda meio mundo preocupado com os Direitos Humanos em Guantánamo...

Mandem vir a rebarbadora, se faz favor!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Comer o Pão Que o Diabo Amassou!

E que mal tem gostar de comer um pão fresquinho e acabadinho de fazer? Um que vá bem assim com qualquer recheio, dependendo do gosto. Um que saiba, que cheire e que se pareça, verdadeiramente, com pão. Mas um pão real, nada de imitações baratas, plásticas e borrachentas.

Chamem-lhe vocês carcaça ou papo-seco, tem é de ser fresquinho. E já agora, que se mantenha com estilo e compostura, no mínimo, de um dia para o outro. Nada de pão armado em gata-borralheira, que não se aguenta à bronca depois da meia noite.

Anda por aí uma conspiração qualquer contra as sandes de manteiga, de banana, de fiambre, de queijo, mistas, torradas, tostas...eu sei lá. Há supermercados que, por amor de Deus, são eles a fazer pão e eu a fazer tricot, semelhantes na técnica e idênticos nos resultados. Desastre completo.

Se querem ir à loucura passem pelo Continente e vejam o que quero dizer. Mais depressa se come um cacete da padeira de Aljubarrota, que um quarto de trigos feito por estes incompetentes.

sábado, 29 de agosto de 2009

Agarra Que é Ladrão!

Podia eu ter saído de um qualquer banco desta cidade, afogueado e agarrado a um saco cheio de milenas que mesmo assim, de certeza, incauto transeunte que me pusesse a vista em cima assobiava para o lado e fingia não me ter visto.

Ontem, depois de anos de miraculoso sossego, a minha rinite alérgica lembrou-se de dar sinal de vida. Surpresa total, confesso. É que nem os ursos polares hibernam por tanto tempo, e não posso sequer dizer que tenha massa adiposa em quantidade suficiente para que tão indesejável maleita se tenha conseguido aguentar adormecida e saudável durante estes anos todos.
Resultado-1?
Espirros, avermelhamento dos olhos, corrimento nasal, blá, blá, blá, blá...o habitual, sensações antigas e desconfortáveis.

Resultado-2?
Passar a ser o centro das atenções. O que até pode nem ser mau, estando-se rodeado por meia dúzia de coelhinhas da playboy. Mas não neste caso. Os olhares foram mais do que ferozes, mais do que ameaçadores. Os olhares roçaram a repulsa, o medo, o ódio. Fiquei com a sensação que, se pudessem, tinham-me fuzilado ali mesmo, sem sequer ser preciso encostarem-me a uma parede.

Pelo que vejo, a próxima variante da Gripe A já está em mutação. Eu por mim espero que lhe chamem Gripe B, variante humana da gripe dos burros.

PS: Se se cruzarem com alguém na rua nestas condições esqueçam, não sou eu. Não faço ideia do gosto do Tamiflu mas conheço bem essa pequena maravilha farmaceutica chamada Aerius. Problema resolvido.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Cabeça no Ar e Pés na Terra!

Se até estavam a pensar ir de férias nestes próximos dois dias, assim para aquele destino há muito desejado, mesmo que se tenham esquecido da embalagem de 10 drageias de Vomidrine em casa, nada de pânico. Aproveitem antes para beber uns canecos valentes na zona freeshop do aeroporto, local onde a cerveja ainda não é do tipo mijoca inglesa e onde o sintoma do vómito artístico não é assim tão incómodo e não dá tanto nas vistas.

A greve anda aí e desta vez mexe com malas. A fazer conta ao aviso, parece que só se escapam as da raça da bagagem de mão, mas nem todas, pois há que ter atenção às marcas. Mesmo assim, o mais certo é nem sequer chegarem a levantar voo, pelo que o melhor mesmo é abancar por ali pelos lados da portela e assentar arraial na zona internacional. O que não deixa de ser fino. Sempre podem dizer que estiveram no estrangeiro. Ou na terra de ninguém, vá. Entretanto experimentem o fato de banho que deve ficar a condizer com as letras amarelas e ao gosto do ar condicionado marado.

Gostei particularmente do sindicalista beto, de melena amarela e ondulada, estilo praia dos tomates. "Se num dia normal isto já é o caos, então amanhã nem quero imaginar". Excelente, perfeito, lindo, digno de um verdadeiro trabalhador português que gosta do que faz e não se coíbe em publicitar a sua arte de bem fazer diária.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Felizmente, Não Foi o Mordomo!

Depois da novela da Casa Pia, isto da morte do MJ tem sido um motivo invulgar de distracção, especialmente neste período de férias em que fugiram todos. Os filmes no cinema são péssimos, as entrevistas nos telejornais uma seca, as capas das revistas uma monotonia...

Homicídio ou não? Digam-me vocês, leitores atentos a este mundo insano e incontrolável.
Ele até era uma arrecadação ambulante de drunfos e analgésicos. Uma criatura de hábitos sedantes, diários. Mas enfim, as televisões não podem parar no Verão. Alimenta-se o monstro.
Felizmente, não foi o mordomo. Isso teria, na certa, metido facada de cutelo ou paulada com taco de baseball. Nada de abusar!

domingo, 26 de julho de 2009

Chicotadas de Amor e Carinho!

Não sou particular fã dos programas de "encher chouriço", aqueles cujo objectivo é, simplesmente, ocupar manhãs e tardes inteiras, e durar e durar e durar...

Os americanos são especialistas nesse tipo de frivolidades. Às quais juntam toneladas de publicidade paga a peso de ouro. Enquanto, ultimamente, a Oprah anda entretida a chorar lágrimas de crocodilo à conta da carne para canhão que diariamente arrisca o pêlo no Iraque e no Afeganistão, já a Tyra continua a educar a juventude do país mais desenvolvido do mundo com tiques e técnicas de país subdesenvolvido da América do Sul.

Enfim, cada um tem o que merece e, sem dúvida, os americanos têm o que merecem.

Mas o meu favorito é o Phill, sim, o doutor careca com pinta de merceeiro. Aquilo é que é reduzir à insignificância os coitados dos "american citizens". E para ser excelente só falta mesmo chamar-lhe nomes. Ou bater-lhes com um pau. Pelo menos que eu tenha visto ainda não aconteceu. Mas ainda não perdi a esperança.

Se nunca viram e se sente a arder por dentro uma chama voyerista, uma vontade secreta de constatar que o Ser-Humano pode ser interessantemente estúpido e fútil ao mesmo tempo, então dêem uma espreitadela neste senhor sabichão.

Todavia, não aconselho vivamente a fazerem o exercício mental de tentar imaginar os podres deste Deus da TV Americana. Para alguém que demonstra tamanhos predicados, sapiência e capacidade de agir de acordo com a Moral e os Bons Costumes, no mínimo, é algo de arrepiar os pêlos das virilhas e de dar comichão nos dedos dos pés.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Presunto Laminado!

Não há homem nenhum que não tenha algo para contar no que ao acto de barbear diz respeito. Maldito aquele momento de distracção que quando se dá por ele já está, mais um bife que de secretos de porco preto pouco tem de porco ou de preto, conforme a perspectiva espacial da coisa.

A primeira vez que agarrei numa lamina de barbear; longe de algo idêntico ao carinhoso bebé, da Gillette, pêlo havia pouco, desde a tibio-társica ao nariz. Ainda assim, aquele cheirinho da espuma de barbear, borbulhante em pincel felpudo, já dava para sentir qualquer coisinha. Uma espécie de adubo para a tão desejada barba rija.

Ontem, numa visita de médico ao supermercado, dei conta que já há "máquinas de barbear" com cinco lâminas. CINCO??? CINCO??? Por este andar, com esta embalagem de evolução tecnológica, quando se chegar às dez lâminas, é carregar no botão e aquilo faz tudo sozinho.

Deitou-se tarde? Acordou cedo? Não consegue abrir os olhos de tanto sono? Sai um bifinho para mesa cinco, sff.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Portugalidades!

O aniversário dos 40 anos da chegada do Homem à Lua foi celebrado com pompa e circunstância. A devida, diga-se. Uma vez mais, o feito extraordinário de Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins foi lembrado e assinalado de lés a lés. E todos ficámos nostálgicos e fascinados.

Mas senão quando, via telejornal, fiquei a saber, também, que os remates finais da famosa bandeira cravada em solo lunar foi obra de uma bordadeira portuguesa.
No fundo, sempre acreditei que aquele marco da história da humanidade tinha de ter ali um dedinho português. Aliás, como poderia ser de outra forma? Então, enchi o peito de ar e pensei, boa! E passados cinco minutos, "os chapéus usados no mais recente filme com Johnny Depp foram feitos em Portugal". Bingo! Que bem que sabe acabar assim o dia, até se dorme melhor... Isto sim são notícias agradáveis e deveras relevantes...

Uau! Ou melhor, duas vezes uau! Somos mesmo bons. O que seria deste planeta azul sem nós? Espero é que nunca ninguém se lembre de abrir o telejornal com exemplos das mais obscuras e sinistras marcas da Portugalidade. Aquelas que ninguém quer contar...ou saber.

1. O estilo do bigode de Adolf Hitler foi-lhe aconselhado pelo seu barbeiro, português, Felizmino Crespim.
2. As sandálias usadas pelo Bin Laden são de fabrico nacional, feitas numa empresa do Vale do Ave.
3. O Berlusconi tem um apartamento na Conde Redondo.
4. A operadora que recebeu a chamada de pedido de socorro de casa do Michael Jackson é uma emigrante portuguesa nos EUA, à pergunta de "what should I do now?", respondeu, "give him a leth(g)al injection..."
5. 90% do Urânio da Bomba Atómica de Hiroshima era proveniente de minas portuguesas.
6. ....


PS: Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas ou factos reais é pura coincidência.

sábado, 18 de julho de 2009

Cada Macaco No Seu Galho!

Sou um fã confesso da ficção em sentido lato. Da imaginação sem fronteiras. De "tudo" o que possa ser considerado incrível, irreal, surreal...fantástico. Ainda assim, nunca me apeguei ao fenómeno Harry Potter. Bruxarias infantis? Não obrigado! O que é que querem? Chamem-me nomes, vá, chamem...

Tenho visto uns trailers do mais recente filme da saga. E longe de mim ganhar vontade para agarrar nos calcantes e ir até ao cinema comprovar, in loco, que já há por ali mais testosterona a fervilhar, que personagem original propriamente dita.

O Harry dos livros até pode ser um puto com jeito para as bruxarias, para a palermice e para a estupidez natural próprias da infância. Já o Harry & Friends deste Chapter Six, ao que me parece, é que de experiências sexuais manualmente assistidas, bebedeiras de caixão à cova, acne selvagem e cogumelos fumegantes, enfim, venha o diabo e escolha. Isto é a morte cinematográfica de um herói que hipnotizou milhões por esse mundo fora.

Faz-me lembrar quando vi o Indiana Jones e a Caveira de Cristal. Um acordar violento de um estado hipnótico que durou 20 anos, sem recurso a estalido de dedos ou lambadas na cara.

Harry Potter is dead...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Santos de Pau Carunchoso!

Mais depressa percebo de integrais múltiplos que de crianças. A sério, esta sensação de inaptidão natural para com a miudagem é algo que, desde que me conheço, obscurece desde sempre uma das partes do meu cérebro. Bem sei que vendo a coisa pelo lado positivo até posso dizer que não se pode ter tudo. Que saber fazer umas quantas contas também dá o seu jeito. Mas, mesmo assim, entendo que não é preciso perceber de integrais ou de primitivas para se saber quanto se pagou de conta no supermercado e que, por outro lado, ter alguma aptidão para levar por diante a educação de um filho, isso sim, deve ajudar bem mais.

Em tempos ouvia-se muito a frase "dar aos filhos o que nunca se teve". Parece-me assim uma visão melodramática do crescimento da espécie mas, enfim, há quem goste de fazer da sua vida um drama constante, quanto mais não seja para se sentir um pequeno centro de atenções. Ainda que os tempos tenham mudado. E para melhor.

Faço parte da geração do Spectrum 48k, do Comodore Amiga, do Dartacão e do Fá. De uma maneira geral, "tivemos" um pouco de tudo. Crescemos de uma forma saudável. Brincámos na rua. Venerámos o aparecimento do Walkmen. Endeusámos os primeiros concertos de estádio. Fizemos as nossas patifarias. Jogámos ao "Bate Pé" e à "Mosca". Vibrámos com as nossas greves estudantis.

Quer-me a mim parecer que muitos dos meus pares de geração vivem obcecados com o crescimento dos filhos. Não no sentido saudável do termo, se é que existe algo de saudável em ser se obcecado, mas porque se deixaram dominar por um estado sócio/paranóico de quererem regulamentar, ponto por ponto, o comportamento dos rebentos, tornando-os velhos antes do tempo.

Não me espevita particularmente quando oiço alguém dizer, feliz da vida, que o filho tem um "comportamento tão adulto", "tão novinho e já fala inglês", "é tão maduro para a idade dele", "deixa tudo tão arrumado que já parece um homenzinho", "para criança tem um vocabulário tão elaborado", "é muito consciente daquilo que faz",...

Preocupa-me saber que por esses lares fora, pode haver malta da minha idade, homens e mulheres - trintões -, que se divertem a ler aos filhos, em voz alta, o Jornal Expresso, que os obrigam a saber na ponta da língua os resultados das eleições europeias, e lhes contam histórias acerca das aventuras do Dr Santana Lopes.

Mas quem sou eu para dizer que nos tornámos todos nuns chatos, e logo eu, que não percebo nada de xuxas nem de biberões...