domingo, 30 de janeiro de 2011

Mudaram O Triângulo Das Bermudas E Não Avisaram Ninguém!

Percebi, finalmente, que a imbecilidade é uma condição humana estranhíssima e que pode fazer-se notar tanto sob o efeito do álcool como fora dele. Um imbecil, daqueles verdadeiros, que sente a batida diferente no coração, é um indivíduo anormalmente convicto naquilo que faz. Pode até não ter cartão de sócio mas também não precisa, pois quando age imbecilmente fá-lo sempre por amor à camisola, como se já tivesse as cotas regularizadas, com pagamento por débito directo, até ao final deste ano e do próximo.

Pela força do hábito, um imbecil não se dá à oportunidade de agir de forma diferente. Ele age sempre da mesma maneira, duas e três vezes consecutivas, trabalhando árdua e consecutivamente para que, sem desprimor para com o resto dos seus amigos imbecis, consiga um dia ascender à categoria dos abestalhados. Ou seja, é burro, relincha e faz força. Imaginar um imbecil a tornar-se numa besta-quadrada é, portanto, uma imagem bonita que me faz lembrar o cheiro a lírios frescos, serigrafias de pombas brancas e o som de cantos de cisne.

De facto, um imbecil com tiques de besta-quadrada é coisa para estar ao nível dum coito interrompido involuntário. Como se um Tsunami pudesse ser o que nós quisessemos, sabendo de ante-mão que, no fim das contas feitas, não passa de uma birra da mãe natureza quando nos quer rebentar com as férias grandes. Já agora, se algum dia a idiotice der direito a expatriação para o planeta mais longínquo do Sistema Solar, havemos todos de concluir que, afinal, era a Zon que tinha razão. O que é foleiro hoje nunca foi flor que se cheire no passado, e estar aqui com birrinhas de menino ofendido é querer andar a dourar a pílula com laca ou banha de porco fora do prazo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Graças A Deus Que O Povo Não Existe!

Comi um chocolate antes de começar a escrever (isto). O chocolate adoça a boca e a língua e pode, se comido na dose certa, serenar o espírito e evitar palavras mais fortes e atitudes mais irreflectidas. Não quero chocar ninguém nem isto se trata de uma vingança pessoal. Não lavo roupa suja na praça pública. O que é meu é meu e ninguém tem nada a ver com isso. Se quiserem saber mais liguem-me para o fixo, que está pago e precisa de uso. E até demoro pouco tempo a explicar. Quando derem por ela estão de volta aos saldos, atulhados em camisolas e cachecóis.

Pode até ser tudo uma mentira pegada. A minha verdade não é necessariamente a vossa, por isso. Ontem sim, hoje não. Ontem vi, hoje fechei os olhos. Ontem ouvi tudo, hoje sou surdo que nem uma porta. Ontem estive lá, hoje não me mexo vai para anos. Ontem era, hoje já não sou mais. Ontem quis, hoje já nem penso nisso. Ontem conhecia, hoje nem nunca os vi mais gordos. Ontem mostrei onde foi, hoje levaram-me lá pela mão.

Calma! Alto! Stop! Ponto de situação! O que sei é que este rabinho invisível mantém-se intacto vai para mais de trezentos anos, e que ao Restelo só fui uma vez e foi para ver o Belenenses descer de divisão. É óbvio que de Elvas nem bom vento nem bom casamento e que num país como o nosso, as Forças Armadas são mero objecto de decoração. Preguem o tipo à cruz, esqueçam o FMI e chamem de volta o Dom Diniz, Hugo é nome de sonso e quem tem razão é o meu amigo Jorge; há gajos que drogam-se e não é pouco.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Há Gelados Que Lambidos De Alto A Baixo Sabem Melhor Que As Pirâmides Do Egipto!

Na altura em que ainda tinha dentes, e conseguia fazer uso deles como qualquer pessoa normal, cheguei a votar duas e três vezes num único dia. E melhor, sem sinal de dificuldade. Como nunca ninguém me corrigiu o acto ou, de uma forma mais firme e determinada, ousou sequer condenar a minha atitude; habituado, tentei novamente, no domingo passado, repetir a proeza, voltando a dar uso à caneta, em triplicado. Impune perante tal ousadia, durante anos seguidos, desconheço, ainda assim e até à data, castigo ou punição, merecida ou nem por isso, pelo que, useiro e vezeiro, lá tentei a sorte, outra vez.

Talvez as coisas tenham sido sempre assim porque, simplesmente, tinham mesmo de ser assim. O que não espanta que haja leis que falam sobre isso. Dos azares e das coincidências, digo. Mas desta vez aconteceu tudo de uma forma bem diferente e a resistência foi consideravelmente maior. Ora tive de explicar que para mim, o facto de estar morto é já um dado adquirido, e se o novo cartão atrapalha a vida aos vivos, é compreensível que também atrapalhe a vida aos mortos como eu. Quer dizer, pelos vistos, o problema até nem foi o facto de eu estar morto, porque isso estava-se mesmo a ver e bastava olhar para mim de alto a baixo.

Já a moça à minha frente, que atesto eu por minha honra estava bem vivinha da silva (como bom fantasma que sou, trespassei-a de um lado ao outro para lhe certificar as carnes), ficou, também ela, ali a saber, na hora, que padecia de uma doença rara e que ataca em dia de eleições presidenciais. Afinal, acabara de morrer instantes antes e ainda não tinha dado por nada. O que é uma chatice andar a fazer papel de morto vivo. Coisa que acontece bastante comigo. Que fosse a velhota atrás de mim, já mais para lá do que para cá, eu ainda entendia, mas aquela adorável moça? Porque há lições e ensinamentos que se aprendem todos os dias, pois uma delas é o de não acreditar quando alguém fala em vida para além da morte.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ali Pode Ser Tão Bom Como Em Qualquer Outro Lugar!

Já devem ter reparado - e se não repararam, esforcem-se, que o problema é vosso -, que sou um tipo que evita polémicas. Que coisinha mais arreliante e horripilante andar sempre no diz que disse e, bla bla bla bla bla bla, isto aquilo e aqueloutro. Bem, não é suportável esse género de postura, digo; pronto e caso arrumado. Os dias são muito melhor assim, como o de hoje. Acordar cedíssimo, fora de casa, e reflectir, reflectir muito.

Ofereceram-me um par de meias e eu a precisar de lençóis brancos. Até tinha avisado que estava cada vez mais difícil conseguir assustar alguém com este lençol encardido, mas, uma vez mais, ninguém me ligou nenhuma. Fizeram o que lhes deu na veneta e quem saiu a perder fui eu. Para a próxima peço um cesto de pimentos e pode ser que me ofereçam uma tonelada de chocolates Ferrero Rocher. Estão na moda e não apenas para comer.

A Lisete está grávida, pela terceira vez este ano, e diz que o rebento vai chamar-se Estringo Cópiorrino. Ainda sem recordar o quê, a mim faz-me lembrar algo artístico, com glamour e soa-me muito bem. Mas a Lisete é uma mulher humilde e simples e tentou convencer-me que é apenas um trocadilho com as palavras estetoscópio e otorrinolaringologista. Como se eu fosse parvo. É tão querida, ela. Ficou preocupada e convencida que a iria acusar de estar apenas a querer dar nas vistas.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Foi Ontem Que Disse Tudo E Já Não Me Lembro De Nada!

Talvez este seja um conceito novo, fashion, zen, cool, super-bem, fantástico, mas, na verdade, não sei com total certeza. Desconheço o propósito que levará alguém a ir à televisão falar de quem um dia lhe morreu. Ou melhor, corrijo, posso até ver, entendendo o masoquismo e a estupidez como direitos fundamentais, consagrados na Constituição da República. De uma maneira geral, aborrece-me saber que a Sr.ª Manuela morreu de ataque cardíaco e que tinha diabetes mas que estavam controlados, e ligo pouco se me disserem que o Sr. Clemente ficou-se de um segundo para o outro, enquanto mijava atrás de um eucalipto, durante um piquenique na Serra da Arrábida; e que tinha diabetes mas que estavam controlados.

Claro que, desmancho-me a rir quando abusam de mim e me dizem que a Sr.ª Estela flipou a ver o Quem Quer Ser Milionário, engasgadíssima com uma piada do Malato, sobre lançar cimento em pó nos ventiladores do metro; e que tinha diabetes mas que estavam controlados. Coitadinhos do Sr. Amílcar e do Sr. Cruz, que deixaram-se empacotar numa aula de ginástica para a terceira idade, e tinham diabetes mas que estavam controlados. Eu até que convidava a Fátima Lopes para ir beber um copo. Assim uma coisa rápida, sem grande transtorno. Fosse ela desculpar-me o facto de proibir as Caipirinhas, as Cuba Libre ou os Caipirão, tudo por causa da diabetes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

É Afogar Em Vinho Os Idiotas Que Nos Roubam O Ar!

Ando com ideias de cortar as unhas. Disseram-me que é uma coisa normal e que pode dar jeito em muitas e diferentes situações. A última vez que cortei as unhas era ainda feito de carne e osso, e, realmente, pensando bem, aquilo de deixar os cascos crescer sem os decepar atrapalhava-me bastante. Há dias, no meu aniversário, percebi que andar de unhas cortadas pode ser bem melhor do que fazer balões com pastilhas de framboesa. E agora que comprei um corta unhas como deve de ser, daqueles mesmo bons, Made in Taiwan, talvez esteja, finalmente, na altura de experimentar sofrer com tal tortura masoquista.

Na loja não temos computadores nem blocos de papel; o que ajuda. É por isso que as unhas grandes nunca foram problema. Eu uso uma faca para cortar o pão e o queijo e o fiambre. Ainda que às vezes me assolem ideias parvas, para experimentar outras técnicas de corte. Um dia tentaram assaltar-me à porta da loja, ao final duma tarde quente de Verão, e eu vazei a vista a um deles, mas com um lápis acabado de afiar e que nunca tinha sequer sido usado para escrever e que, por ironia, me preparava para deitar ao lixo. Na loja não precisamos de lápis pois não temos onde escrever. Principalmente agora, que o patrão avisou que despedia todos os que apanhasse a tomar notas nas paredes.

O meu pai vai vender o negócio do Comboio Fantasma e eu acho mal. Ele diz que já ninguém tem medo de comboios fantasma porque agora, medo medo, as pessoas só têm quando se cruzam com alguém na estrada a conduzir um Mercedes 190. O meu pai diz que a própria Mercedes anda envergonhada por ter de admitir que algum dia foi responsável por fabricar um carro como aquele, tão cobiçado por velhos senis e de carta de condução caducada. Por um lado até percebo a ideia mas, por outro, gostava de pensar que um Mercedes 190 é um carro como outro qualquer, que apenas teve o azar de um dia ter sido escolhido para carro de praça. Se calhar corto as unhas só amanhã. A Júlia voltou a queixar-se das baratas lá no restaurante.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Sol Só Atrapalha Em Dias De Tempestade!

Comecei bem o dia. Em grande, mesmo. Fresco e fofo. A abrir, espanquei o meu vizinho do segundo esquerdo, mas uma coisa com estilo; um encontrão, discreto, ao sair do elevador. Que história é essa de se pôr para ali de boca fechada, a viagem toda, sem sequer dizer água vai nem água vem? Já sabem como é, metem-se comigo levam logo. Pior que a loja estava uma desgraça. Uma confusão pegada. Ora entra um, ora entra outro. Não há horas para nada e não há quem meta ordem naquilo. O patrão foi pra Bruxelas e toca de espetar com o sinal de fechado às dez da manhã. Não há paciência.

O almoço até nem foi mauzinho de todo. É verdade que preferia ter comido peixe, mas, as almôndegas eram redondinhas e enganavam bem. Depois mordi a Gertrudes na orelha porque para mim não há cá essas coisas do dizer que sim e depois afinal até nem dá jeito. Distraído, com a ponta dum cigarro, deitei fogo à tese de doutoramento do Apolinário. Desconhecia que o gajo não se dava bem com os computadores, e que andava a escrever aquilo tudo à mão, desde 1995. Mas ele é dos que acredita que o mundo termina para o ano e lá acabou por encarar o desaire na boa, resignado.

Eu nem queria mas tive de pisar o pé ao filho do senhor que estava à minha frente na fila do supermercado. Acho que o miúdo só queria que eu lhe dissesse adeus ou lhe fizesse uma festa no cabelo. Só que estes exemplos de excesso de confiança não me agradam mesmo nada, e por vezes há que vincar o devido afastamento, na altura certa. Bem vistas as coisas, ao longo do dia, em jeito de balanço, talvez pudesse ter feito uma ou outra coisa de modo diferente. Mas, como prova de boa fé, até ir para a cama, ainda vou escrever umas cartinhas bonitas a pedir desculpa a esta malta toda. Afinal de contas, errar é humano, e eu até sou um gajo muito porreiro, muito mesmo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sou Eu Contigo E Tudo Ao Mesmo Tempo!

Reflecti bastante até chegar a esta conclusão, e quando me mentalizei da dilacerante realidade, fiquei de rastos e com o coração destroçado. Ainda assim, apesar do desgosto sentido, primeiro, preciso de confessar uma coisa. Eu nunca chorei nem nunca senti piedade. Nunca me emocionei nem nunca me deixei tocar por coisa alguma. Matei pombos à chumbada e foi para o lado que dormi melhor. E quando alguém me contou que tinha envenenado o vizinho, reformado, para lhe ficar com a pensão, soltei uma gargalhada e perguntei o que se ia comer ao jantar. Já bati em velhos, mulheres e crianças. E sempre que me dá jeito cuspo no elevador, se não estiver para engolir a gosma, provocada pelo tabaco. Manias. Só manias.

Eu tenho um telefone que não uso há meses e já nem sei sequer como se liga. Tem botões e tem cores e tem números que devem ter lógica se forem pressionados. A lógica que não vejo em ter quatro canais de clubes desportivos a transmitir futebol de manhã, à tarde e à noite. E outros que mostram fotografias de programas que faleceram assim que o ano se finou também. Este ano ainda não sei se voto porque, verdade seja dita, não conheço ninguém que alguma vez tenha votado em mim, ou que esteja na disposição de o vir a fazer. Não haveria cadeira capaz de aguentar comigo se me candidatasse e me convidassem para um debate televisivo. Amanhã celebro o meu aniversário e concluo que é absolutamente natural esta ligeira irritação. Ando a envelhecer um pouco todos os dias e começo a ter inveja e a não compreender por que raio, depois de tantos anos, continua igual e ainda não morreu, o cabrão do avô cantigas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A História Que Nunca Aconteceu!

Percebo pouco de prognósticos e, em abono da verdade e da minha sustentabilidade emocional, enquanto Ser racional não quero perceber muito mais. Ora se um complexo “o futuro a Deus pertence”, para mim, vale tanto quanto escolher entre um bife da vazia ou um bife de porco, um copo de vinho ou uma caneca de cerveja, admito que, ainda assim, por pressuposta oposição, também não será a ver episódios da Vila Faia, na RTP Memória, que a coisa se vai endireitar.

Infelizmente, à nascença, não fui abençoado com nenhum dom em particular. Muito menos especial. Geneticamente sou um desastre; de um lado recebi joanetes e do outro uma barriga com requintes de balão de hélio insuflável. E os anos têm passado por mim de uma forma rápida, determinados a comprovar as mais sólidas e inovadoras teorias da evolução da espécie. Da palmada no rabo aos sete palmos de terra. Assim, num ápice. Ceguinho, ceguinho. Não enxergo a dois metros dos olhos.

Palpita-me, porém, que os próximos dias vão ser agitados no mundo das revistas “del corazon”. Agora sim é que a coisa vai ferver. Tiragens e vendas fabulosas. Finalmente a bomba atómica tão desejada. Melhor que descobrir uma página da Playboy no lado oculto da lua. Melhor que encontrar um panfleto da Liga Contra o Cancro do Pulmão no escritório do presidente da Tabaqueira. Melhor que chamar estúpido ao Ministro das Finanças e enfiar dois palitos nos olhos do Primeiro-ministro. As notícias correm depressa e as novas vêm do outro lado do Atlântico, de Nova Iorque. Eu até diria que vai ser preciso ter coragem para aguentar, mas, não querendo ser acusado, mais tarde, de vir a deixar ficar a coisa por menos. Sei perfeitamente que o que vai ser preciso, mesmo, é continuar a ter tomates.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sempre Foi Melhor Assim Do Que Assado!

Se algum dia o Governo do nosso país, por obra e graça do Espírito Santo, decidisse assim, sem mais nem menos, elaborar uma Lei abjecta e atroz, por exemplo, que versasse sobre a obrigatoriedade dos homens passarem a ser portadores de uma bolsa a tira colo para transporte dos documentos, preta ou às corzinhas, ah pois que eu seria o primeiro a berrar e a berrar e a berrar e a berrar mesmo muito, ficando chateado e beliscado na minha dignidade e residual vaidade. Ora que o Presidente da Republica vetasse a Lei era o mínimo exigido, e que os tribunais dessem o aval que faltasse assim seria de esperar; coisa que nos deixaria a todos mais descansados e serenos, os últimos resistentes, a tamanha ignomínia.

Sim, o nosso PR é firme nas convicções e ágil na hora do veto. Não se engasga, não tem dúvidas. Decide! Anda de costas direitas e sorri com alegria. Não gosta de acções e prefere jogar na lotaria. O homem pode até não ver telenovelas mas também não se deixa enganar pelos blockbusters do cinema. Odeia banda desenhada e ficção. Não vai ver nem a próxima sequela das Crónicas de Narnia e, especialmente, os Transformers. Ai isso é que não. Que nojo, deve ele pensar. Que confusão. Robots que ora são carros ora são aviões. Ora são porcas ora são parafusos. Ora chocam de frente sem medos ora se deixam abafar ao primeiro susto. Gralhas cinematográficas, é o que é. Ideias tresloucadas…deficiências técnico-jurídicas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Abrir Um Ovo Com Uma Picareta Dá Mau Resultado!

Andei a tentar lembrar-me de alcunhas de professores dos anos do Secundário. Porém, à excepção de uma singela “fifi”, nome de código pelo qual a professora de Francês, do 9ºano, era conhecida, não consegui recordar-me de absolutamente mais nada. Vergonhoso, admito. Tenho uma vaga ideia que a determinada altura existiu um professor de Filosofia anão halterofilista, uma professora de Inglês tia de Cascais, uma professora de Português a fazer decalque da Dona Branca, um professor de História em concorrência directa ao Mr Bean, e que outros tantos terão existido e sofrido com a má-língua da malta da altura.

Ora das duas, uma: Ou a minha memória anda pelas ruas da amargura e a precisar de vitaminas e de injecções de adrenalina, hipótese plausível; ou as aulas e a matéria foram tão aborrecidas que daquilo tudo já só me recordo dos anos a passar e eu a ficar cada vez mais perto da loja. Mas da loja falo-vos um dia destes. Sei que houve um ano em que me ensinaram a ler. E outro em que me ensinaram a contar. E que falámos de reis e de rainhas. E de verbos irregulares e de pronomes. E que aprendemos a dar importância à arte e a decorar nomes de rios e de estrelas. Coisas giras e interessantes.

Agora vão levar a tribunal uma professora que, pelos vistos, decidiu, assim, sem mais nem menos, de forma arbitrária e unilateral, vá-se lá a saber porquê, alterar o programa aprovado pelo Ministério da Educação. Deixou de falar dos números, das letras, das contas, dos séculos, dos ditadores, dos heróis da BD, dos pintores famosos, das revoluções, dos planetas, do meio físico e social, dos presidentes da república, da tabela periódica, das equações de segundo grau, das crises, das descobertas, das viagens à lua; e tudo isso para, imagine-se, falar e dissertar e divagar e meditar sobre o tema das orgias. Sim, das orgias. Tédio total na comunidade adolescente, claro. E eu que não consigo lembrar-me da porcaria das alcunhas. Deve ser inveja destes miúdos. Só espero que não acabe por ficar provado que, afinal de contas, o tema em análise durante as aulas foi tão-somente a ascensão e queda do Império Greco-Romano...Acho que havia um que era o caixa de óculos, mas já não tenho a certeza.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Um Prato Lavado Parte-se Igual A Outro Qualquer!

Depois de uma noite mal dormida e à qual julguei não sobreviver, lá acabei por reunir forças para, em dia de regresso forçado ao trabalho, focar toda a minha concentração no único assunto capaz de me animar numa segunda-feira, pós quadra natalícia, ou seja, meditar sobre férias. Sim, eu que até sou um funcionário que pica o ponto todas as manhãs, disciplinado e que arruma a sua secretária todos os dias, que não escuto música barulhenta perto dos colegas para não os levar a cair em tentação, que sai à hora marcada e nem um segundo antes, optei por passar à margem do dia de trabalho refugiando-me psicologicamente em praias paradisíacas, bebida à descrição, mulheres loiras e cidades com prédios um pouco mais altos do que o Hotel Sheraton, da Fontes Pereira de Melo.

Vá-se lá a ver que o estado de alienação deu-me de tal forma, e perdurou ao longo de horas a fio, que mesmo que quisesse não conseguiria explicar-vos, agora, por que carga de água os funcionários da McDonalds optam por deslocar-se como se estivessem a fazer patinagem no gelo, quando o objectivo é só o de irem buscar, pé ante pé, mais uma dose de batata frita, uma Cola ou um Sunday de caramelo. Se isto é apenas uma associação imediata a uma das cadeias de restaurantes obrigatórias para quem arranca à descoberta de novas paragens, então, quer isso dizer que coisa ao jantar ainda me estava a dar com força, e que não é de estranhar o número incontável de Claudias Schiffer, Brigittes Bardot ou Marilynes Moroe que vi desfilar perante os meus olhos; para não falar das fontes aquáticas artificiais a cheirar a água do mar, com repuxos a cair sobre bancos de areia molhada.

Se a determinada altura, já enfiado no carro, o travo do refrigerante me fez recordar uma Corona, uma Bintang, uma Guiness ou uma Budweiser, pior não fez, com certeza, olhar para o meu quarto como quem olha para uma Penthouse, de um hotel de cinco estrelas, de janela com vista para o Hudson, o Tamisa ou o Amstel. Ora se ao segundo dia este estado de transe se mantiver assim, valha-me o emprego que é pacífico e o patrão que nunca aparece na loja antes da hora do almoço. E há doenças bem piores que atacam o fígado, fazem borbulhas e criam caspa no couro cabeludo, por isso…

sábado, 1 de janeiro de 2011

Roubar Tijolos Nas Horas Livres Faz Melhor Do Que Ir Ao Ginásio!

No final do Século II, o todo-poderoso Império Romano iniciou o seu período involuntário de declínio e de crise. Ao facto estão associados alguns condicionantes importantes e incontornáveis, e que são exemplo a falta de capacidade para manter a segurança nas fronteiras de um território demasiado extenso, o esvaziamento de uma importante bolsa de mão-de-obra escrava, ou o crescimento de credos e religiões. Em 1383, Portugal entrou num período de crise que viria a ficar conhecido como o Interregno. Então, o país, a ser governado sem rei nem roque, deixou-se cair nas malhas da guerra civil, até 1385, altura em que, em Aljubarrota, a coisa lá acabou por se endireitar, mais ou menos.

Em 1720, em França, uma crise financeira com efeito de bolha, que ficaria para a História a ser conhecida por Bolha do Mississípi, foi a ignição que faltava ao que viria a acontecer tempos mais tarde, na Grã-Bretanha, e que deu origem a outra grave e enorme crise, a South Sea Bouble. Em 1789, uma estrondosa crise acabou por levar à instalação de um ambiente de caos social irreversível, e à Revolução Francesa, e a tudo o que isso viria a afectar o mundo, com efeitos conhecidos, até aos dias de hoje. Em 1920 a Grande Depressão abateu-se em forma de crise e sofreram os trabalhadores e os empregos.

Estamos em crise, sabemos disso. Então, chorem, lamentem-se, sintam pena de vocês, batam com a cabeça nas paredes, não saiam de casa, dêem um tiro na cabeça, tomem banho com água fria, cortem os pulsos, alimentem-se a pão e água, não viagem, enforquem-se na sala de estar com a corda do estendal, não leiam, não vão a concertos, bebam lixívia ou detergente para máquina de lavar roupa, não vão ao teatro, experimentem atirar-se do telhado do vosso prédio, não comam marisco, lancem-se ao rio amarrados a uma barra de ferro, …! Daqui a cem anos alguém vai estar a falar desta nossa Crise. E nós haveremos de ser o adorno mais lindo e bem composto que alguma vez habitou no subsolo, dum cemitério.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A Matricula Do Carro Tem Números Mas Em Código Só Os Pensamentos!

Já deve ter dado para perceber que eu gosto de histórias. De as ler, que mas contem, de as escrever, de as contar. É assim uma coisa incontornável e com a qual me identifico. E é talvez por isso, também, que me lembrei, há pouco, da primeira vez que ouvi a história de Aladino e o Génio da Lâmpada Mágica. Uma história simples, empolgante, geradora de boa disposição e serenidade; e o mal, sempre o mal, lá no fundo, disfarçado. Da trama, agradou-me a ideia do pedido dos desejos e, especialmente, a ilusão de que, escolhendo bem, estes podem ser concretizados. O que dá jeito e faz todo o sentido.

O meu avô, minifundiário numa terra lá para os lados das Beiras, sempre falou das vinhas com paixão. Das vinhas e do vinho, claro. Por isso planeou toda uma vida sempre de acordo com o calendário das Vindimas, e numa perspectiva similar, da apanha da azeitona. E tudo sempre gerou à volta disso. Inclusive as minhas férias de Verão e de Natal. Das uvas lembro-me que eram doces. Não me lembra o vinho pois na altura ainda era refém dos refrigerantes. E muita uva se apanhou, muitos anos de vindimas se passaram.

Para mim, associar os desejos às uvas é uma ciência oculta e ainda em estado de verdadeira obscuridade. Ainda por cima quando se trata de emparelhar doze desejos que materializam a esperança e perspectivam uma ideia de um futuro melhor, a doze uvas enrugadas e em registo de terceira idade, em fase terminal. Eu peço desejos todos os dias e doze não me chegam de maneira nenhuma. Acredito que quantos mais pedir, maior a probabilidade de, pelo menos alguns, se virem a concretizar. Como prefiro as uvas frescas, acabadas de cortar da videira, também não fico pior se comer doze amendoins, doze nozes ou doze cajus. E como para me embebedar nem preciso do champanhe, porque quando me quero embebedar embebedo-me à grande, nem que para isso tenha de beber cinco litros de água do luso de penálti, se calhar o melhor mesmo é não tentar compreender demasiado o porquê das coisas. E já agora, se calhar, até não faz mal nenhum fazer de conta que já chegámos ao Carnaval.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quando As Luzes Se Acendem Treme De Medo!

Mesmo para um guloso inveterado como eu, que não tem qualquer espécie de prurido ou de preconceito contra os chamados doces de plástico embalados, vejo esse admirável mundo novo dos Cupcakes com alguma desconfiança. Porque se ser guloso é um estado de espírito permanente, sem desculpas ou fobias diabéticas, não é de estranhar que quando é para alambazar é para alambazar à séria, e o que aparece marcha, da supless duma finíssima língua de veado, à consistência duma encorpada tarte de amêndoa.

Um bolo que é bolo não se pode armar assim em vedetismos, deve ter a humildade suficiente para se resignar ao propósito para o qual foi feito, e deixar-se levar, sem jogadas psicológicas. É perfeitamente natural que nos sintamos intimidados na hora de devorar um bolo que faz concorrência aos penteados da Lady GaGa, ou que se expõe a nós, em primeira mão, presunçoso, numa redoma de vidro a fazer lembrar uma peça de arte da Tate Modern. Se o objectivo de todo aquele aparato cénico é apenas o de dar de comer aos olhos, então, não vejo nenhuma razão para se dar a conhecer nesse seu cognome de Cake. Incongruência máxima do ofício em questão, quando o objectivo é, precisamente, o de provocar desejo e passar a mensagem de “comam-me todo, seus lambões”.

Contem-me histórias com um mil folhas, com um palmier coberto ou um palmier recheado; abanem-me os neurónios com um pastel de nata e dêem-me chapadas com uma parra; arrastem-me pela lama com um bolo de arroz e tapem-me os olhos com um guardanapo; partam-me os dentes com um queque de chocolate e anestesiem-me com um queque de manteiga; enganem-me com uma queijada e chamem-me estúpido com um caracol. Desconfiem sempre, quando derem por vocês especados em frente a uma montra de vidro, como se estivessem a escolher cromos para uma caderneta de equipas de futebol dos anos setenta, da segunda divisão.

domingo, 26 de dezembro de 2010

É Difícil Ser O Super-homem Quando O Fato Dos Poderes Se Rasgou Na Lavandaria!

Entre uma pilha de loiça com uma semana de velhice e um banho temperado, lembrei-me de vos dizer isto. Temos todos, dentro de nós, uma costelazinha de Marcelo Rebelo de Sousa pronta a despontar. Sabemos falar mas não sabemos fazer. Teorizamos sobre tudo mas não fazemos coisa alguma que se veja. Produzimos ruído que se escuta mas não erguemos obra. Sabemos sempre como construir a nova Torre de Babel mas temos alergia ao tijolo e ao pó do cimento.

Por mim passava o tempo a dar conselhos. A dizer aos outros que fizessem assim ou assado, frito ou cozido. Agarrava num caderninho de linhas pretas e ia anotando tudo para não me esquecer. Se fosse eu, para a esquerda, se fosse eu, para a direita. A chatice é que passo o tempo a descarregar problemas nos outros e nunca tenho soluções para nada. Engano-me nos caminhos com frequência e parece que adormecer nos sinais de estrada com prioridade passou a ser uma característica vincada e que já considero irritante.

Todavia, o estilo do professor é débil e, igualmente, susceptível de falhar. Ele não tolera segundas hipóteses, nem terceiras, ou quartas, vá. Com ele as dúvidas estão sempre do outro lado da barricada. As dúvidas e os erros, claro. Mas ter dúvidas até deve ser um sintoma normal e pode ser saudável para se decidir com maior clareza e afirmação. Talvez o problema dele nem esteja no não admitir as dúvidas ou os erros ou as terceiras e quartas hipóteses. Talvez ele seja apenas daquelas pessoas de tal maneira focadas em andar e andar e andar em frente, que se falasse sem a influência do peso das audiências veria que, no fim das contas feitas e do resultado somado, era mesmo aquilo e não outra coisa qualquer que por ali assim surgiu, de repente, dentro da sua cabeça.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Dois Pés E Duas Pernas E Isso Já É Bom De Saber!

Há mitos difíceis de combater ou até mesmo de destruir. Que as batatas fritas liguem com maionese eu ainda percebo. E que andar mascarado no carnaval, faz parte e é condição em todo aquele processo masoquista de fazer figura de parvo. Já pedir um Cimbalino, sabendo que aquilo que se está a pedir é uma máquina, quando o que se quer, realmente, é um café, ok, mesmo assim, engulo mas...

Pior é que há outras coisas que não digiro assim tão facilmente e por mais barrigudo que me torne, e o meu estômago adquira as características mais vorazes de uma máquina debulhadora, a percepção que tenho sobre essa já insuportável associação do Circo à época de natal é e, pelos vistos, vai continuar a ser, nos anos vindouros, um irreverente mistério por desvendar.

Pus-me a pensar e a juntar peças, tentando ver se isto descende de algum ritual ou tradição que eu, pessoalmente, desconheço. Tentei imaginar, por exemplo, os reis magos completamente ébrios, com o nariz corado de vermelho, da pinga, a tropeçarem uns nos outros e a fazerem palhaçadas. Ou o José, coitado, ali na manjedoura, entalado entre o burro e a vaca, equilibrando-se com dificuldade para não levar com um coice de nenhum dos dois animais. Conforta-me acreditar que, por aqueles dias, Maria tenha feito uma sessão de striptease totalmente louca para animar aquela malta. E pode ser que, assim, em futuras noites de consoada, a programação televisiva venha a melhorar consideravelmente.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Roubaram O Arco-Íris Mas Também Já Ninguém O Quer!

Se algum dia realmente chegar a compreender tudo aquilo que desejo, sem dúvidas, sem omissões e sem falhas de interpretação, acredito que esse será um momento glorioso para mim. Cheguei à conclusão simples que a interpretação pode fazer toda a diferença, quer se tratem de assuntos banais, ou outros, da mais delicada e vital importância. Claro que este é um processo lento e até, quem sabe, utópico, pois os dilemas diários são tão diversificados, que observar, processar e interpretar tudo, de forma eficiente e eficaz, é não só difícil, mas, principalmente, doloroso.

Esforço-me por observar, experimentar e interpretar mas, constato, que não é coisa fácil, não senhor. Interpretar é ficar, no final de todo o busílis da questão, apto a entender; no complicado ou no aparentemente simples. Aos que se limitam exclusivamente a observar e a experimentar, a esses, reconheço-lhes, pois, a nítida vantagem, já que não se contentam com a fama sem primeiro, de facto, tirarem o proveito. É por isso que tentar demonstrar que entre o preto e o branco existe uma infinidade de tons de cinzento, é não só uma perda de tempo como, também, um erro crasso e sinal flagrante de falta de inteligência.

Pessoalmente, à hora a que escrevo, assolam-me grandes dúvidas. Haveria mesmo necessidade de reduzir o tamanho da capa dos livros do Tintin? Será que uma nova revista de nome Aurélia venderia mais do que a Ana, a Maria ou a Mariana? É normal que a voz da música de natal do Coro de Santo Amaro de Oeiras continue igual desde há 30 anos? Se chegamos à conclusão que o filme que estamos a ver no cinema é, pelo menos, igual ao tamanho de uma bosta de búfalo almiscarado de barriga cheia, na altura dos pastos verdes, então, porquê sair da sala apenas a dez minutos do filme acabar, e ainda por cima com um ar chateado de quem esteve duas horas a ter um pesadelo com livros de reclamações?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Há Palitos Que Nunca Tocaram Em Dentes!

É deveras impressionante ver como coisas aparentemente tão similares podem ser, todavia, diametralmente opostas e antagónicas. Uma Bola de Berlim, por exemplo, pode elevar-nos sem grande esforço, durante alguns segundos, aos píncaros da gulodice e da gula, provocando em nós um turbilhão incontrolável de êxtase nuclear orgástico, de comer e chorar por mais. Já uma Bola de Neve, pelo contrário, em modo conceito figurado ou concretização real de um monte de água congelada de formas arredondadas, pode ser o nosso maior pesadelo à face da terra, configurada num conjunto de acções sucessivas, cada uma pior do que a anterior ou, o terror dos terrores, o encontrão encharcado e violento que não estávamos sequer à espera de sentir.

Nos homens e nas mulheres, nas suas relações, a aplicação desta teoria interessante inventada à pressa aplica-se e confirma-se todos os dias, quer seja em nós próprios, como nas pessoas à nossa volta. Pode ligar-nos um infindável conjunto de pontos de interesse, dos mais selectos às mais sórdidas, condenáveis e deliciosas javardices que, mesmo assim, os malabarismos do acaso e os caprichos e finca-pé das vontades individuais serão sempre uma alavanca destruidora de uma melhor e bem mais saudável plataforma de entendimento comum.

Curiosamente, transportando tal teoria ao universo dos debates políticos televisivos, verifica-se, nesse domínio, uma enorme incompatibilidade das variáveis e uma acentuada insustentabilidade e incoerência dos postulados. De tão diferentes que inicialmente se apresentam, os candidatos, cedo e rapidamente defraudam as minhas já curtas expectativas. Mesmo antes ainda do tédio se instalar em mim, um pouco antes de ser possuído por uma vontade desmesurada de me picar com agulhas ou de lamber a chapa em brasa do ferro de engomar, eles, os candidatos, destroem esta minha ilusão de, um dia, vir a fazer parte da comunidade científica internacional. Para açúcar a menos, farinha do mesmo saco a mais. Está mais do que visto que não sou nenhum Einstein.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Plantar Uma Árvore Nem Sempre Ajuda A Salvar O Planeta!

Descobri à força que cancelar bilhetes de avião e reservas de hotel, em cinco minutos, pode ser uma actividade radical de cortar a respiração. Ora isto, só me leva a pensar que, afinal de contas, o negócio dos ginásios pode bem ser um modo de ganhar a vida obsoleto e em extinção, onde as contrapartidas são fracas e de lucro diminuto. Pelo menos, analisando esta relação custo benefício.

Se por qualquer razão pretenderem perder peso, moldar aquele pneu mais inestético e tornarem-se amigos da vossa balança, então, experimentem o que acima acabei de sugerir. É assim uma coisa a atirar para o “ai Jesus que agora é que vão ser elas”. Eu até que me justificava com a crise, mas, o problema até nem se resolve por aí. Aqui, a crise foi outra, e não houve FMI que lhe valesse, nem Valium capaz de serenar tanta rotação cardíaca.